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Quase Dois Irmão, um filmão brasileiro
Não deixe de assistir.
Trailer: http://www.quasedoisirmaos.com.br/trailer_a.html Um retrato histórico e explicativo do cenário atual da violência do país, que começa nos anos 70, ainda na época da ditadura. Nesse período, muitos presos políticos foram levados para a Penitenciária da Ilha Grande, na costa do Rio de Janeiro, onde dividiam celas com assaltantes de bancos – todos submetidos à Lei de Segurança Nacional. O encontro entre esses dois mundos é parte importante da história da violência que o País enfrenta hoje. “Quase Dois Irmãos” mostra através de dois personagens, Miguel, um jovem intelectual de classe média preso político na Ilha Grande, e hoje deputado federal, e Jorge, filho de um sambista que de pequenos assaltos se transformou num dos líderes do Comando Vermelho, como essa relação se desenvolveu e o conflito estabelecido entre eles. Entre o conflito e o aprendizado, nasceu o Comando Vermelho, que mais tarde passou a dominar o tráfico de drogas. Longa metragem de ficção com roteiro de Lucia Murat e do escritor Paulo Lins (Cidade de Deus), o filme tem como pano de fundo a história política do Brasil nos últimos 50 anos, contada também através da música popular, o ponto de ligação entre esses dois mundos. CRÍTICAS “Denso, ágil e bem-humorado na medida certa… Bauraqui impressiona pela versatilidade e Ciocler oferece ao público uma atuação contida, sutil, convincente. Lúcia dá alivio cômico à barra pesada de sua história” “Quase Dois Irmãos” tem força para ser o melhor filme brasileiro deste ano.” “A cena em que Jorginho (Flávio Bauraqui) tenta consolar o amigo Miguel (Caco Ciocler) é catártica e já entrou para a antologia do cinema brasileiro” “É raro que documentários possam ultrapassar a ficção no mesmo assunto, mas os filmes de John Sayles (Silver City) e Wim Wenders (Land of Plenty) foram fracos em comparação. Em compensação, coube a uma cineasta brasileira trazer a história e acontecimentos atuais juntos num satisfatório nível ficcional. Almost Brothers (”Quase Dois Irmãos”) de Lúcia Murat examina a falência do idealismo e o conflito inter-geracional que selou a sua derrocada. Das violentas prisões da ditadura até as violentas favelas de nosso dias, seus personagens trabalham em cima de questões como raça, classe e ideologia. Pense em “Cidade de Deus”, apague seus maneirismos hollywoodianos e coloque no lugar três décadas de história política. Murat está comprometida em analisar as ligações entre o passado e o presente. Nós podíamos ter alguém como ela nos Estados Unidos. “E se Cidade de Deus estabeleceu um novo padrão de qualidade para as cenas de traficantes e favelas, “Quase Dois Irmãos” mantém o mesmo nível, com um trabalho impressionante do elenco jovem formado em sua maioria por atores dos grupos “Nós do Morro” e “Nós do Cinema”.” “Miguel e Jorge, são os “quase irmãos”do estupendo filme de Lúcia Murat (…) “Quase Dois Irmãos” passa a sensação de verdade dos belos filmes. E por quê? Provavelmente porque tem na sua origem a soma de esforços de pessoas que conheceram a realidade tratada por dentro: o roteirista é Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, e a cineasta Lúcia Murat é ex-militante política, com conhecimento da luta armada e experiência da prisão política.” “Lúcia Murat construiu com rigor e sensibilidade uma fábula política que evoca o olhar militante de uma certa época do cinema latino-americano. Nos nossos dias, essa visão é ainda mais essencial porque nos permite retomar a questão. Num momento onde os ideais políticos se transformaram na maior parte do mundo ocidental em simples utopias, deixando aos dirigentes a função de ditar o pensamento, o filme de Murat chega como um sopro de ar fresco. Com “Quase Dois Irmãos”, a diretora agita a dinâmica social e política nos propondo um discurso reflexivo e ferozmente cruel. ” “O grande prêmio foi para o brilhante filme brasileiro “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat. O impactante filme que mostra o contraste das vidas de dois personagens – um preso político, branco, de classe média; o outro pobre, negro, preso comum, venceu com merecimento, mostrando a força do emergente cinema brasileiro”. PRÊMIOS Festival do Rio 2004 Amazonas film festival 2004 Festival de Havana 2004 Festival de Marseille 2005 Festival Mar Del Plata 2005 Festival Brasileiro de Paris 2005 Festival de Belém 2005 Brasilian Miami film festival 2005 Festival de Huelva 2005 Associação Paulista dos críticos de Arte 2005 Associação dos Correspondentes Estrangeiros 2005 Related posts: |
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