Colcha de Retalhos
22.03.07 | Categoria:
Cinema |

Um filme, maravilhoso !!!
Sinopse: Enquanto elabora sua tese e se prepara para se casar Finn Dodd (Wynona Ryder), uma jovem mulher, vai morar na casa da sua avó (Ellen Burstyn). Lá estão várias amigas da família, que preparam uma elaborada colcha de retalhos como presente de casamento. Enquanto o trabalho é feito ela ouve o relato de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis mas repletos de sentimentos, que estas mulheres tiveram. Neste meio tempo ela se sente atraída por um desconhecido, criando dúvidas no seu coração que precisam ser esclarecidas.
Algumas criticas que achei por ai
José Luiz Barbosa, Leitor do Adoro Cinema – Nota 10:”Já assisti a esse filme pelo menos umas 15 vezes desde 2001. Não é apenas uma obra-prima pelas excelentes atuações das atrizes; trata-se de uma obra necessária à reflexão sobre a vida e o papel de cada um de nós em nosso entorno.”
Viviane Rossetto (Crítica do Leitor): “Assisti esse filme na aula de sociologia na faculdade. É um belo filme, que nos mostra que por mais que pensemos bem antes de fazer uma escolha muitas vezes ela pode dar errado, mas mesmo assim você leva uma lição nova na bagagem.”
Larissa Nadin, Nota 10:”Realmente não existe uma palavra exata que possa definir a essencialidade desse filme. Ele é maravilhoso do começo ao fim, chorei as quatro vezes que assisti, para um trabalho na faculdade, oque mais tocou em mim foi a historia de Sophia Darling, meu Deus! foi exepcional.”
Achei até um trabalho social que nasceu inspirado neste filme !!
Elas se viram em HollywoodUm grupo de senhoras solitárias, do interior dos Estados Unidos, se reúne para falar de suas histórias de amor, enquanto bordam uma colcha. É esse o enredo do filme “Colcha de Retalhos” (”How to Make an American Quilt”, 1995), com Winona Ryder e Anne Bancroft. As semelhanças com o trabalho das bordadeiras mineiras não são mera coincidência. O artista plástico Wilson Avellar, idealizador da oficina Memória e Cultura, se inspirou no filme quando decidiu trabalhar com as mães da comunidade. Até então, o projeto Usina de Arte e Criação, uma iniciativa da Associação Municipal de Assistência Social (Amas), com patrocínio do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), atendia apenas crianças.As bordadeiras só assistiram à fita quando finalizaram o primeiro trabalho. “Choramos de emoção”, lembra Ivone Barbosa. “O que sentimos é parecido, mesmo sendo lá longe.” Ali nascia a idéia da colcha “Meu Primeiro Amor”, que vai para uma galeria de arte de Belo Horizonte. Ficção e realidade se misturam em vários retalhos das duas colchas. O jardim de rosas amarelas – que no filme uma das atrizes borda como cenário de seu grande amor – encontra paralelo nos canteiros de Ivone. O affair entre uma criada negra e o filho do patrão lembra a história de Sônia, despedida por amar o marido da patroa.
Agora, assistindo a este filme me fez lembrar uma historia de Carl Jung que coloco abaixo, o filme é ficção, aqui é real!
“Meu exemplo se relaciona com uma jovem paciente que, apesar dos esforços de ambos os lados, provou estar psicologicamente inacessível. A dificuldade se encontrava no fato de ele sempre saber tudo sobre todas as coisas. Sua excelente educação lhe fornecera uma arma ideal para essa finalidade, ou seja, um racionalismo cartesiano altamente elaborado com uma idéia impecavelmente “geométrica” da realidade.
Depois de varias tentativas infrutíferas de atenuar seu racionalismo com uma compreensão um pouco mais humana, tive que me limitar e esperar que algo inesperado e irracional acontecesse, algo que quebrasse o vaso intelectual em que se trancara. Bem, certo dia eu estava sentado em frente a ela, de costas para a janela, ouvindo um fluxo retórico. Ela tivera um sonho impressionante na noite anterior, no qual alguém lhe dera um escaravelho dourado – uma jóia muito cara. Enquanto me contava o sonho, escutei algo batendo levemente na janela. Virei-me e vi que um grande inseto voador se chocava contra o vidro do lado de fora, num esforço obvio pra entrar na sala escura. Isso me pareceu muito estranho. Abri imediatamente a janela e peguei-o no ar enquanto voava para dentro. Era um besouro comum (Cetonia aurata), cuja cor auriverde mais parece a de um escaravelho dourado. Eu o entreguei e disse para ela: “aqui esta o seu escaravelho.” A experiência abriu a brecha desejada no seu racionalismo e quebrou o gelo da sua resistência intelectual. Agora o tratamento poderia produzir resultados satisfatórios.”
Onde eu li ?? Num Livro Muito Bom !!! “A trilha menos percorrida” de : PECK, MORGAN
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