Pinguins e Deus II

Gosto da cena do filme “Sociedade dos poetas mortos” em que o Sr. Keating, um professor de inglês de uma escola preparatória de elite, pede a seus alunos que arranquem o ensaio “Introdução à poesia” de seus livros de literatura. O ensaísta tinha ensinado à turma um método de classificar poemas em uma escola deslizante, com a utilização de uma grade, dessa forma reduzindo a arte para o coração a uma aritmética para a cabeça. Os alunos olham uns para os outros confusos, enquanto seu professor descarta o ensaio porá acha-lo uma besteira, e ordena que eles arranquem aquelas páginas dos seus livros. Com o estímulo do professor, os alunos então começam a livrar-se daquelas páginas. O Dr. Keating passa pelos corredores com uma lata de lixo e lembra aos alunos que poesia não é álgebra para que seja classificada e m uma escala de um a dez; ele lhes diz que poesias são obras de arte que atingem o fundo do coração para injetar vigor aos homens e para persuadir as mulheres.
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Uma parcela grande demais do nosso tempo é gasta tentando classificar Deus em uma tabela, ao passo que muito pouco tempo é gasto no empenho de permitirmos que nossos corações sintam reverência. Reduzindo a espiritualidade cristã a uma fórmula, nós privamos nossos corações de maravilharem-se.
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Quando penso sobre a complexidade da trindade, O Deus três-em-um, minha mente não consegue compreender, mas meu coração se maravilha em enorme satisfação. É como se meu coração, em meio a sua euforia, estivesse dizendo à minha mente: “Há coisa que você não pode entender – e você precisa aprender a conviver com isso. Aliás, você não precisa apenas aprender a conviver com isso, você precisa aprender a gostar disso”.
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Quero dizer algo sobre mim que talvez vocês considerem uma fraqueza. Preciso do encanto. Sei que a morte esta vindo. Eu a cheiro no vento, eu a leio nos jornais, a vejo na Tv e nos rostos dos velhos. Preciso do encanto para explicar o que ira acontecer comigo, o que irá acontecer conosco quando isto aqui acabar, quando nosso turno terminar e os filhos dos nossos filhos ainda estiverem na Terra ouvindo sua música rap enlouquecida. Preciso de algo misterioso aconteça depois que eu morrer. Preciso estar em algum outro lugar depois de morrer, em algum lugar com Deus, em algum lugar que não faça sentido se explicado para mim agora.
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No final do dia, quando estou deitado na cama e sei que a possibilidade da nossa teologia estar absolutamente certa é de uma em um milhão, preciso saber que Deus pensou nas coisas, que, se minha matemática estiver errada, ainda sim tudo dará certo. E maravilhar-se é experimentar essa sensação que temos quando abandonamos nossas respostas bobas, nossas regras mapeadas que queremos que Deus obedeça. Não acho que haja adoração maio que o deslumbramento.
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Veja tbm Pinguins e Deus I
Parte do Livro “Como Pinguins me ajudaram a entender Deus” Donald Miller

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