|
|
||||
|
Veja as dicas neste pedaço do filme legendado…(apenas 1:24) Se gostou compartilhe com os amigos… Bom 2010 a todos. Que este seja um ano de Menos informação e Mais experiência.
O Trailer do Filme, para os que ainda não assistiram
você vai ouvir?
Ouvi-la de verdade,
Promete que quando ela falar, você vai ouvir? Ouvi-la de verdade…
Um pedaço do filme com esta fala… legendado
Trailer legendado
Trilha sonora com 4 deliciosas músicas… Clique aqui pra ver uma exposição que criei sobre o tema Ouvir, no Flickr Clique aqui para ler um texto de Rubem Alves sobre Escutar Sabe aquele filme, que te deixou pensando semanas, e que eventualmente te fez até mudar algo em relação a sua vida ? Pois é, acabo de me encontrar com algo assim, mas não é um filme e sim o episódio de uma série. Para quem não conhece, Dr House é uma série que tem como personagem principal um médico extremamente inteligente, sarcástico, egocêntrico, narcisista etc, que com sua equipe faz o diagnóstico de doenças extremamente raras de seus pacientes. Os Críticos da série dizem que a receita é sempre a mesma, e pode se resumir em:
Realmente a maioria dos episódios podem ser sintetizados dessa forma, mas isso seria como tentar resumir um livro em 4 tópicos apenas. São os detalhes que fazem desta uma série acima da média, mostrando a humanidade e a complexidade dos personagens e, principalmente e estranhamente, do megalomaníaco House (em um dos episódios, ele até disputa com Deus). No começo desta temporada, a sexta, House se interna num instituto psiquiátrico para resolver seu drama com um vício em analgésicos. Você não precisa ter assistido as temporadas anteriores para entender este episódio. Nele House, como nunca antes na série, lida com suas dores e dilemas, chegando a fazer terapia no meio do episódio. Ai que esta a grandeza deste episódio: Os dilemas do House são dilemas universais. Tenho certeza que se assistir, você será tocado. Existem vários caminhos para você baixar este episódio Que tal um “trailer”?
Uma música da trilha que adorei “Para mim, é realmente bem simples, a vida deve ser vivida no limite. Você tem que exercitar rebelião. Recusar a se prender a regras, recusar seu próprio sucesso, recusar se repetir, ver cada dia, cada ano, cada idéia como um desafio real. Assim você viverá sua vida numa corda bamba.” Philippe Petit Vencedor do oscar de 2008 de melhor documentário, vale apena asssistir, mesmo que você não goste de documentarios. Trailer Legendado
Segue um texto maravilhoso de João Moreira Salles sobre o mesmo fato. “Até a queda das torres, o visitante que subisse as escadas do WTC ainda podia ver o desenho que o maior equilibrista de todos os tempos riscou na parede, anunciando o mais bonito crime da história. “
Numa manhã de 1974, um rapaz de vinte e poucos anos cometeu o crime com o qual sonhara desde os dezoito. Local: as torres do World Trade Center.
Levou mais de um ano planejando o golpe. Durante semanas registrou pacientemente o movimento do lugar onde agiria. Anotou tudo num pequeno caderno: logos de empresas estampados nas laterais dos veículos de entrega, números de telefone, horários de entrada e saída de pessoal, uniformes de trabalho. Simulando um aleijão, durante dias passou lentamente diante da porta de segurança que dava acesso à área de serviço do prédio comercial. A rotina era sempre a mesma: fingindo cansaço, parava de andar e apoiava-se nas muletas, enquanto o olho acompanhava os dedos dos funcionários que digitavam o código de abertura da porta. Decifrou a combinação: 7-7-4-3-5. Daí por diante, suas visitas clandestinas ao interior do prédio se tornaram diárias. Finalmente, depois de criar uma empresa fantasma, de forjar documentos e crachás, depois de lograr introduzir ilegalmente no edifício mais de trezentos quilos de material indispensável ao delito, o rapaz burlou pela última vez os sistemas de segurança, passou a noite escondido nas escadas de incêndio e, na manhã do dia 7 de agosto de 1974, cometeu seu crime.
Toda a cidade de Nova York foi testemunha. Wall Street parou. O trânsito parou. As pessoas que chegavam para o trabalho pararam. Mais tarde, o escritor Paul Auster diria: “É muito bom lembrar daquela manhã de 74 em que um rapaz ofereceu a Nova York um presente de beleza atordoante e indelével”. Durante quarenta minutos, o francês Philippe Petit andou numa corda bamba estendida entre as torres gêmeas, a quatrocentos metros de altura, sem nenhum dispositivo de segurança, nem mesmo um cinto para prendê-lo ao cabo sobre o qual andou, correu, dançou e, finalmente, sobre o qual se deitou para ver o céu. Hoje, seis anos depois do desaparecimento das torres, é bom falar de Petit. Com seu gesto, Petit cometeu o anti-11 de setembro. Um crime lindo, cuja única conseqüência é a memória de um homem que desafiou e venceu a altura. Petit descobriu na adolescência suas duas paixões: o funambulismo e os gestos inúteis. A primeira diz respeito à velha arte de andar na corda bamba. A segunda, a tudo o que é intranscendente e gratuito, existindo apenas para si, como a canção que a gente canta no chuveiro. Em 26 de junho de 1971, Petit estendeu um cabo entre as torres da catedral de Notre Dame e, para espanto de Paris, passeou de lá para cá e de cá para lá a mais de cem metros de altura. Foi preso logo que desceu. Dois anos depois, em 1973, repetiu o golpe em Sidney, agora fixando seu cabo nas pilastras da ponte que atravessa a baía da cidade. Mais uma vez, decidiu não pedir licença. Foi preso novamente. Sempre julgou que recorrer a pedidos de autorização equivaleria a reconhecer o direito de alguém lhe dizer o que podia ou não fazer com sua corda bamba. Além disso, supôs, acertadamente, que a grande beleza do que faz tem relação estreita com a surpresa, com a possibilidade de que, num dia cinza e trivial, as pessoas que passam pela rua olhem para cima e se deparem com o impossível. Por isso, os preparativos devem ser secretos. Sem o segredo, não haveria aquilo que, por falta de palavra melhor, pode-se chamar de maravilhoso. “IMPOSSÍVEL” A história começa em Paris, na sala de espera de um dentista. Petit chega antes da hora marcada. Para passar o tempo, pega uma revista. Vira as páginas sem muito interesse. Até que: “Há silêncio. Olho atentamente para uma ilustração e leio e releio um pequeno artigo sobre um edifício incrível cujas torres gêmeas, com 110 andares de altura, vão se erguer sobre Nova York e ‘fazer cócegas nas nuvens’. Então é como por reflexo que pego o lápis na minha orelha e desenho uma linha entre as duas torres — uma corda, mas sem ninguém se equilibrando nela”. Petit acaba de completar dezoito anos. Dois anos depois, desembarca em Nova York. Pega o metrô e sai na nova estação que serve as torres gêmeas. Enquanto sobe as escadas que desembocam na rua, tenta avistar o topo dos prédios. O pescoço vai se dobrando para trás. Já na calçada, os olhos a um ângulo de 90 graus contra o céu, Petit se apóia na ponta do corrimão e pensa: “Impossível”. Minutos depois, encontra uma escada de serviço e começa a subir a Torre Norte. Leva uma hora para chegar ao topo. A plataforma de observação ainda está em obras. Petit espeta a cabeça para fora e, através de uma selva de cabos e vergalhões estruturais, consegue avistar a outra torre. Nesse primeiro dia não tem coragem de chegar até a beirada. Poucos dias depois, chega. Petit e um amigo alcançam o alto da Torre Norte na hora do almoço dos operários. A plataforma está deserta. Petit salta a mureta de proteção e caminha pelo parapeito. Os pés estão a milímetros do abismo. Começa a se sentir à vontade. Equilibra-se numa perna. Dá saltinhos. Vê uma vassoura largada no chão e a equilibra na ponta do nariz. O amigo fotografa. Daí por diante, visita as torres praticamente todos os dias. Inventa uma revista francesa de urbanismo (Metropolis — Premier mensuel français de planification urbaine et regionale) e consegue ser recebido pelo engenheiro responsável da obra. Petit posa de repórter, e o amigo, de fotógrafo. Pede para acompanhar os trabalhos na cobertura do prédio; solicita, e consegue, entrevistar os operários. Obtém informações sobre horários, hábitos, segurança. Enquanto isso, o amigo, com a máquina fotográfica e uma filmadora tomada de empréstimo de outro comparsa, registra todas as saliências da fachada, os pontos onde é possível fixar um cabo. Certo dia, subindo as escadas, pega um lápis e rabisca a parede. Desenha a fachada da catedral de Notre Dame, une as duas torres com uma linha e escreve: “Notre Dame, 26 de junho de 1971”. Desenha também a ponte de Sidney, e data. Por último, traça o perfil das torres gêmeas e, no lugar da data, faz um sinal de interrogação. Em seguida assina: “Philippe Petit”. Petit compra um bilhete para um passeio panorâmico de helicóptero por Nova York e pede que o piloto sobrevoe as torres. Do alto, tem a visão da distância que as separa: 42 metros e 6 centímetros. Menos do que uma piscina olímpica. E no entanto… Certa vez, Petit sai do metrô e quando alcança a rua sente um vento no rosto. Ao chegar no alto da torre, encontra uma borrasca. Tenta respirar sem pôr a mão diante do nariz. Não consegue. Tenta andar ereto sem se apoiar. Impossível. Agarra-se a uma pilastra e se deixa levar pela ventania. Os pés saem do chão. Petit fica na horizontal. O amigo fotografa. A quatrocentos metros de altura, os ventos chegam de supetão. A névoa também. Petit sabe que, no meio de sua travessia, pode subitamente deixar de ver a torre da qual partiu e a torre para a qual está indo. Mas o problema maior é o balanço da estrutura. Petit consulta um amigo engenheiro. “Tanto uma ventania como uma súbita mudança de temperatura forçarão a estrutura metálica a se expandir ou a se contrair, um fenômeno que chamamos de oscilação harmônica. A tensão no cabo passará instantaneamente de três para 3 mil toneladas. O cabo simplesmente explodirá, e você com ele.” Na França, Petit havia se aconselhado com seu mentor, Rudy Omankowsky, ou Papa Rudy, o maior especialista do mundo em corda bamba, criador da companhia Les Diables Blancs, a famosa trupe de equilibristas da Tchecoslováquia. Depois de ouvir o projeto de Petit, Papa Rudy recomendara vivamente o uso de um cinto de segurança. O pupilo se negou: “Não posso, nunca farei isso”. Papa Rudy segurou as mãos de Petit e disse: “Não pense que não compreendo. Eu sei. Você quer fazer algo… algo… bonito”. O PRIMEIRO PASSO Petit acorda de sobressalto às três da madrugada. Durante o sono, decidira a data — 7 de agosto — e o ponto de partida: a Torre Sul. Ao dar o primeiro passo, terá o mar atrás de si, e Nova York acordando diante dos olhos. Nos dias em que não visita as torres, faz malabarismos nas escadarias da Biblioteca Pública. É tão bom que chama a atenção dos telejornais locais. Aparece na televisão. Avisa que está planejando caminhar na corda bamba entre dois prédios da cidade, mas não diz a hora nem o local. Uma produtora de cinema fica deslumbrada com os malabarismos dele. Aborda-o na rua e diz que está formando o elenco de um filme estrelado por Dustin Hoffman. Pede que Petit vá até a casa de Hoffman. Petit vai e Hoffman o convida para participar do filme.Petit agradece, mas declina. Avisa que está planejando uma travessia clandestina pelo topo dos prédios da cidade. Hoffman se anima e sugere: “Deixa eu te dar uma sugestão. Por que você não tenta atravessar as torres do WTC?”. “Aqueles dois prédios gigantes no sul de Manhattan?”, ele responde com cara de sonso. “Puxa, quem sabe…” O apartamento que alugou vira um aparelho. Petit e os amigos dormem no chão. No centro da sala há uma maquete do World Trade Center. Nas cadeiras e na mesa estão espalhados os crachás falsos, os documentos apócrifos e as fotografias tiradas ao longo de meses de planejamento. Um colega de Petit, fazendo-se passar por estudante de arquitetura, recebera pelo correio um pacote da empresa de engenheira Emery Roth & Sons, construtora das torres, com a planta detalhada de cada um dos 110 andares do WTC. Os desenhos cobrem as paredes. Petit conhece cada milímetro das suas torres. Precisará desse conhecimento no dia 6, quando terá de se orientar pelas escadas e corredores escuros da Torre Sul. Passará a noite escondido, e às cinco da manhã começará a armar o equipamento. Na semana do golpe, fica o dia inteiro na frente da TV tentando acompanhar os boletins meteorológicos, sem êxito. Petit raciocina no sistema métrico. Graus Fahrenheit e milhas por hora o confundem. Além disso, os boletins são muito rápidos e seu inglês é precário. Quando tenta anotar as informações, elas já desapareceram da tela. Desiste. Decide acordar no dia e olhar para o céu. Na véspera, organiza a falsa entrega. Alguns meses antes, conseguira o apoio de um empresário que o abordara depois de tê-lo visto na televisão; por sorte, o homem acabava de transferir seu escritório para a Torre Sul. Petit embala o material como se fosse uma remessa de aparelhos eletrônicos e deposita o volume no gabinete do amigo. Em seguida, esconde-se num túnel de ventilação da escada de incêndio e vai dormir. São mais de trezentos quilos de equipamento. Petit e um único amigo terão que transportar tudo até o topo. O último trecho da subida — o lance de escada que leva à plataforma de observação — terá de ser vencido no muque. Só o cabo de aço pesa duzentos quilos. Para tensioná-lo, Petit usará uma catraca hidráulica capaz de impor ao cabo uma resistência de três toneladas. A vara de equilíbrio pesa 25 quilos e mede oito metros. Está dividida em quatro partes, cada uma acondicionada em seu cilindro. Há ainda os cabos chamados “cavalettis”, cordas que pendem do cabo principal e apontam para o chão. Sua principal função é reduzir as vibrações na superfície da corda bamba, mas também desempenham um importante papel psicológico: ao delinear uma forma tridimensional no abismo, amenizam a sensação de vazio. Petit escreve: “O equilibrista sábio é aquele que distribui seus cavalettis com prudência”. Às quatro horas da manhã do dia 7, Petit e seu amigo acordam e começam a levar o equipamento para o topo. Dispõem de apenas três horas para aprontar tudo. É indispensável que a caminhada tenha início antes do primeiro operário chegar. Caso se atrasem, o golpe terá fracassado e não poderá ser repetido. Assim que o cabo começar a ser tensionado, estará à vista de qualquer policial de rua que olhe para o alto. Petit terá poucos minutos para instalar os cavalettis e dar o primeiro passo. Tão linda como a ousadia da caminhada é a instalação da corda. Como estender clandestinamente um cabo de duzentos quilos entre os dois prédios mais altos do mundo? Petit e seus amigos discutiram o problema durante meses. É o detalhe mais crucial de toda a aventura. Concluíram logo no início que a tarefa principal seria fazer chegar à outra torre uma corda que depois pudesse ser puxada, trazendo a reboque o cabo de aço. Alguém sugeriu amarrar a ponta da corda numa bola de tênis e em seguida dar uma raquetada na direção da outra torre. Surgiu a idéia de um chute preciso numa bola de futebol. Talvez um golpe firme numa bola de golfe. Pensou-se numa máquina de disparar discos de tiro ao alvo e em catapultas. Até que alguém propôs: “Que tal um arco-e-flecha?”. Às cinco horas da manhã do dia 7 de agosto, uma flecha parte da Torre Norte, descreve uma parábola no céu e aterrissa no topo da Torre Sul. O cabo começa a ser puxado, e antes de ganhar a tensão adequada assume diferentes formas. Todas lembram um sorriso. As formas têm nome: são as curvas catenárias. Petit pára e admira seu cabo, esperando o momento em que ele desenhará a catenária que julga mais bonita. “Então, sorrio de volta”. Finalmente, com o sol já alto, Petit apóia o pé esquerdo nos 25 milímetros de diâmetro do cabo. A sola do pé está viva, tateia cada palmo do aço, entende a superfície. O peso do corpo desloca-se da perna direita para a esquerda — Petit já se sustenta apenas no cabo —, o pé direito passa adiante do esquerdo. Petit não tem mais chão, pelo menos não aquele que conhecemos, de duas dimensões, frente e lado. O terceiro passo o coloca além do parapeito. “Ao meu redor, nenhum pensamento. E todo o espaço do mundo.” Petit chega ao outro lado, e volta. No meio do caminho, ajoelha-se para a multidão que, na rua, está hipnotizada com o que vê. Vai se sentindo à vontade. Corre e dança. Um Boeing passa acima de sua cabeça, e se afasta. Por um momento, Petit tem a impressão de que, esticando a mão, tocará a fuselagem. Quando se deita para ver o céu, o cabo correndo ao longo de sua coluna, descansa a vara no peito e solta os braços no abismo. Levanta-se, vai e vem. Dos dois lados, nas duas torres, policiais começam a gritar. Um segurança se atira sobre a catraca. Desesperado, o amigo de Petitavisa que qualquer mudança na tensão do cabo matará o equilibrista. Petit decide terminar. Como número final, faz a “promenade”: apóia a vara no ombro, solta uma das mãos e caminha como um camponês que voltasse de um dia na lavoura. Petit é preso. Na delegacia, rouba as chaves do policial e solta as algemas. Quando reparam, está equilibrando um quepe na ponta do nariz. Mais tarde, aparece em todos os programas jornalísticos da televisão. Recebe convites de Hollywood. Declina. Querem contratá-lo como garoto-propaganda de carros, biscoitos, lançamentos imobiliários. Recusa todas as propostas. Os jornalistas perguntam: “Por que você fez isso?”. Petit responde: “Quando vejo três laranjas, faço malabarismos. Quando vejo duas torres, eu ando”. No dia seguinte, Nixon renuncia à presidência dos Estados Unidos, mas hoje, e em cada 11 de setembro do futuro, isso não terá tanta importância assim. Mais importante é Petit e a contramemória de um outro espetáculo, oferecido no mesmo cenário, num dia igual de verão, em que as pessoas também se espantaram, mas com a beleza, em que os aviões seguiram adiante, como devem, e em que um homem desafiou o bom senso, para alegria de todos. Até a queda das torres, o visitante que subisse as escadas do WTC ainda podia ver o desenho que o maior equilibrista de todos os tempos riscou na parede, anunciando o mais bonito crime da história. “Oh, doçura Palavras do U2 em Ultraviolet (Light My Way). Vídeo legendado com direito a piadinha com o Bush
Tradução : Rodrigo GaleoteEsta música faz parte da trilha sonora do filme “O Escafandro e a Borboleta” e é perfeita para o que o personagem principal quer dizer aos seus filhos, depois do derrame que o deixou preso em seu próprio corpo, com apenas um olho para se comunicar com o mundo. O filme é um primor de experimentação fotográfica (angustiante no início, mas só no inicio), com toques de humor e uma história que nos faz refletir no amor, na dignidade humana, no valor dos filhos etc. Vale a pena cada minuto assistido. Trailer com legenda
A princípio este título não tem nada haver com o filme… o que “reine sobre mim” tem a ver com um filme sobre perdas de 11 de setembro, sobre como a gente pode se “desligar” do mundo e sobre amizade?
. Quando se descobre que o título tem haver com uma letra de uma música do The Who e quando se descobre a letra… Tuchê!!! . Abaixo música e cenas do filme… Quem sabe ele não te conquiste! . Henderson Moret . Love Reign Over Me Amor, reine sobre mim Apenas o amor Amor, reine sobre mim Na árida e empoeirada estrada
“Sombra do Passado (Red Dust) é um filme que me impactou muito… O filme mostra como a África do Sul encarou as feridas pós-apartheid… Longe de ser um documentário, é um filme bem feito, baseado em fatos reais que mostra que a verdade, a justiça e pasmem o perdão podem andar juntos na construção de uma sociedade… e mais tenho certeza que depois de assistir a este filme você ira repensar no que significa perdão na sua própria vida”
Henderson Moret . “Penso que o caminho jurídico/político encontrado para a África do Sul foi altamente utilitário. Terminou de abrir as feridas, mas, seguida, proporcionou o mais misericordioso dos bálxamos: o perdão e a reconciliação. Com isso, penso, todo o regime de uma época acabou sendo passado a limpo sem que, como sempre ocorre, toda a podridão fosse escondida por baixo do tapete da impunidade. Quem se prestou a submeter-se às normas e regras anistiais, obrigatoriamente esclareceu todos os seus atos e crimes, por mais cruéis que fossem, ao passo que, aqueles que a tanto não se prestaram, por covardia e culto à impunidade, ficaram sujeitos a julgamentos comuns e condenações efetivas. Grande momento da História!”
Henderson Moret
Você precisa assistir este filme, envolvente, inteligente, com uma trilha maravilhosa e roteiro e história deliciosa e surpreendente… me cativou do inicio ao fim. Veja mais depoimentos…
De Sá -- Orkut Maysla Oliveira -- Orkut Sinopse Trailer
Muito bem filmado, engraçado e provocante… você tem que assistir !!!
Uma alma caridosa colocou o documentário inteiro no youtube, legendado… Assista o documentário inteiro aqui
Há 40 anos foi morto na Bolívia Che Guevara. E como Che se transformou? Como um jovem de classe média argentino se transformou numa das figuras mais controversas do século passado? Che Guevara hoje é sinônimo de revolução. Como isto aconteceu?
. Uma cena… Um filme… . Pés sobre o Deserto do Atacama, no Chile. Dois amigos andando no lugar mais árido do mundo, cruzam com índios indo em direção oposta. O que poderia ser um mero encontro de passagem se torna numa roda com fogueira, para passar a noite gelada juntos. Duas realidades aquecidas pelo mesmo fogo. Dois jovens argentinos que viajam por viajar e um casal de índios a procura de trabalho, depois de terem sido expulsos da sua terra natal por latifundíarios e estarem sendo perseguidos pela polícia por serem acusados de comunistas. Sobre esta noite Che escreve: “Uma das noites mais frias da minha vida, mas conhecê-los me fez sentir mais perto da espécie humana, estranha, tão estranha para mim” . Assista ao trecho, talvez alguma resposta sobre a mudança de Che esteja aqui. Henderson Moret Veja aqui, outro filme maravilhoso que também fala de encontros.
Este filme foi colocado no Brasil como se fosse de terror… nada mais absurdo…
. O Labirinto do Fauno é com certeza um dos melhores filmes do ano de 2006. O cineasta Guillermo Del Toro apresenta uma fábula sombria recheada de metáforas e alegorias. Além de ser puro entretenimento, o longa também é uma ótima refeição mental para os cinéfilos e amantes da literatura fantástica. É fácil encontrar referências a filmes como O Iluminado, A Lenda do cavaleiro sem cabeça, O mágico de Oz, Hellboy (do próprio Del Toro) e livros como Alice no país das maravilhas e as fábulas de Hans Christian Andersen e dos Irmãos Grimm . Repleto de lirismo, inteligência e tristeza, Guillermo Del Toro faz o espectador lembrar-se da importância da imaginação e da fantasia, seja como fuga da realidade ou como forma de recusar-se à obediência robotizada. Tanto para Ofélia quanto para o cineasta, o mundo mágico é mais agradável que o real. E, pelo menos durante as duas horas de O Labirinto do Fauno, o espectador acredita nisso. . Fonte: Omelete Trailer em português Sinopse: Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.
“Este filme é uma poesia para os olhos. É incrível a ambiguidade da natureza humana: entre escravidão, bombas atômicas, genocídios e outras mazelas mais, encontramos coisas de tanta sensibilidade que só o ser humano é capaz de produzir…Realmente é desconcertante esta espécie.” Marcelo
. “Sou professora de espanhol e sempre passo esse filme para meus alunos. Todos quando eu digo o nome do filme pensam que chato que deve ser. Mas ao final todos gostam bastante e alguns até se emocionam, chegaram já até a chorar no final e nem conseguiram fazer a atividade que eu proponho ao final. Es perfecto.” Andrea . “A história é simplesmente maravilhosa!!! Um filme para rir como também, para chorar de emoção.” Mariangela . Depoimentos retirados da comunidade do filme no Orkut . Veja um tiragosto…. Sinopse
“Um filme sensível, que trabalha com questões de diferenças culturais, paternidade, casamento e outros temas de um modo indiano de ver as coisas, nada haver com filmes de bolywod, mas com uma referência engraçada ao modelo, em uma pequena parte do filme.”
Henderson Moret “Em “Nome de Família” todos os personagens têm um momento como protagonistas. É como se a vida de todos fosse importante para a construção da narrativa. Assim, o filme vai somando mais e mais camadas, aumentando sua complexidade. Há também um grande respeito e admiração pelos rituais indianos. Se fosse feito por um diretor de outra origem, o resultado poderia parecer mero encantamento de estrangeiro com as cores e tradições da cultura indiana, mas Mira não se deixou levar pelo lado exótico, ficou muito à vontade e contou a história como se conhecesse cada personagem, o que só aumentou a sua beleza.” “Assisti esse filme em 04 de julho e achei simplesmente bárbaro. Mostra como é difícil ser estrangeiro num País globalizado e totalmente individualista. No caso dos indianos, que tiveram os filhos nascidos na América, é muito difícil aceitar as diferenças de raças.” “O filme é profundo e sensível. Foca muito bem a importância do PAI de família, como lidar com as diferenças, o RESPEITO HUMANO nas varias formas de relacionamento… As dores de viver longe do seio familiar, as alegrias dos encontros. As diferenças econômicas dos paises, o comportamento jovem. As lembranças de família! O que fica, o que sempre resta em nossas vidas… É para você assistir o filme e ser melhor amanha. IMPERDÍVEL!” Trailer
Sensível. Essa é a palavra que se pode utilizar para definir Não Por Acaso, o primeiro longa de Philippe Barcinski. Após os aclamados curtas Palíndromo e Janela Aberta, Barcinski demonstra uma intimidade gigantesca com suas personagens e consegue construir um clima de aproximação deles com a platéia de forma muito bonita.
. É daqueles filmes que a câmera namora sem demora, com belíssimos planos e tomadas da cidade de São Paulo por ângulos muito poéticos -- cortesia da fotografia de Pedro Farkas. Conta também com efeitos especiais sutis e de muito bom gosto, que adicionam ao filme um toque refinado e completamente condizente com a proposta do roteiro, que foi escrito pelo próprio Barcinski, aliado a Fabiana Werneck e Eugênio Puppo (colaborador usual do diretor). . O longa conta a história de duas pessoas que tentam controlar a vida. Pedro (Rodrigo Santoro) é marceneiro e monta mesas de sinuca. Com a namorada Teresa (Branca Messina) por perto, morando com ele em sua casa, ele consegue deixar que tudo esteja a seu alcance, incluindo as jogadas que ensaia nas mesas que ele mesmo fabrica. Por outro lado, Ênio (Leonardo Medeiros) controla o trânsito caótico da cidade de São Paulo com precisão milimétrica e vive ainda a dor da separação da ex-mulher (Graziella Moretto). Acontece que um acidente em comum vira a vida dos dois de cabeça para baixo, tirando deles o controle prévio, introduzindo aí as personagens Lúcia (Letícia Sabatella) e Bia (Rita Batata). . Lentamente a metrópole resignifica pelas lentes do diretor. Adquire um misto de liberdade na história de Ênio e vai se tornando fechada na história de Pedro. E isso por contraposições. A imagem de São Paulo vista do alto da serra é de clima romântico. Entretanto, por ser construída a cena, como ela foi levada até aquele momento, torna-se um triste retrato, literalmente, da solidão de um homem. Por contraste, a feiúra de um viaduto no meio da cidade, cortando-a, que é o caso do Minhocão, ganha uma densidade feroz no caminho de “in-solidão” da personagem Ênio, redescobrindo o dom de relacionar-se com a própria filha. As imagens de viadutos e pontes de São Paulo também constituem em si uma importante simbologia dentro da história. . Afora as resignificações que Barcinski adota, temos as interpretações fora-do-comum dos atores. Preparados por Sérgio Penna, que intuiu para cada personagem um olhar e, como sempre, dirigiu cada ator a um estado de ação pela respiração, extraindo um resultado impressionante que transpira, jorra na tela uma força gigantesca. À parte uma atuação Letícia Sabatella de Letícia Sabatella e as pequenas participações de Giulio Lopes, Graziela Moretto e Sílvia Lourenço, temos uma Branca Messina iluminada, um antes perfeito Rodrigo Santoro e um depois triste e uma Rita Batata impressionantemente jovial. Porém, quem explode na tela é Leonardo Medeiros. Capaz de mudar completamente de emoção sem mexer um músculo sequer, sem mudar nenhum detalhe da máscara, Medeiros consegue deixar a platéia penetrar em sua alma através dos olhos, coisa que raramente se vê em cinema. É de uma generosidade sem limites com a platéia. . A crítica em geral disse que Barcinski não quis tornar o filme ultra-intelectual e abusou de trilhas sonoras na montagem (aliás, trilha sonora linda de Ed Cortês) e, mais para o final, acabou simplificando a história. Creio que não. A autoria de Barcinski é tão presente e uniforme que, pelo contrário, identifica-se o respeito dele por aquelas vidas ficcionais, tratando-se de simplificar não para facilitar e sim para apenas significar. A simplicidade é o que devemos almejar. O controle não é simples. Exige esforço, energia, dispende demais. O sabor do acaso, para bem ou para o mal, é de uma poesia inexplicável. . Valmir Junior Fonte .
Um filme forte e sensível que trata da questão como imigração e comercio de orgãos… veja alguns comentários sobre este maravilhoso filme.
. “Desde a atuação de Audrey Tautou no filme “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”,assisto todos os seus filmes, porque ela é uma excelente atriz, é ao mesmo tempo, simples, engraçada, um pouco desorientada e principalmente muito diferente das atrizes “enlatadas” norte-americanas (hollywoodianas).O filme é uma mistura de suspense, abordando fatos reais e trágicos, como o tráfico de órgãos e também a vida de imigrantes com situação ilegal em Londres. Vale a pena conferir. Amei!” Bárbara . “O diretor sabe utilizar a câmera como excelente contador de histórias. O belo aqui aparece sem ser piegas e o sujo sem ser grotesco. A expressão dos atores também é algo impressionante. A expressividade contida no rosto do ator principal é extremamente condizente ao personagem. Emfim, entrou na lista dos meus “10 Mais” (que por sinal já deve term uns 50 filmes).” Evandro Duarte . “Stephen Frears com a qualidade e a versatilidade que são habituais em sua excelente filmografia. Audrey Tautou mostra que não será uma eterna Amélie Poulain (outra pérola de filme, aliás), mostrando ser uma atriz maduríssima e totalmente preparada para o registro dramático.” Rogério Vieira Veja um pedaço do filme |
||||
|
Copyright © 2010 Outravia Twitter links powered by Tweet This v1.6.1, a WordPress plugin for Twitter. |
||||