A saga de Castanha e Caju contra o Encouraçado Titanic

Encontros e Desencontros

“Encontros e desencontros” explora a união inesperada de dois personagens que somente tem em comum sua situação, e o faz com um carinho e honestidade presentes em cada frame. Entre eles, surge não exatamente uma tensão sexual, mas uma necessidade de estar na companhia do outro, mesmo conscientes de que estão se usando de muletas para sobreviver à viagem. Seu relacionamento, no entanto, vai evoluindo ao ponto que o especatador acaba acreditando que, não fossem seus cônjugues, ali existiria um casal possível. À esses personagens, incorporados brilhantemente por Johansson e Murray, Coppola reserva uma conclusão bela, triste e amplamente satisfatória.
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…despido de qualquer expectativa, existe ali um filme excepcionalmente realizado: jovem, sem ser esquizofrêncio; sério, sem ser sisudo; contemplativo, sem ser um porre; e engraçado, sem partir para o escracho. Perene no filme, existe a urgência da diretora em compartilhar sua história, algo raro nesses dias cuja única urgência dos filmes é aliviar a carteira de otários. “Encontros…” é mais do que um bom filme; é uma boa ação.
Bernado Krivochen (Rio)
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“Encontros & Desencontros” é um filme muito bom, que prende o público pelo carinho com que seus protagonistas são retratados. Sim, pois apesar de serem bastante solitários percebe-se muito bem o quanto Sofia Coppola quis expôr a essência de tais personagens, mostrando o que eles realmente estavam sentindo nos instantes mostrados no decorrer do filme. Belo filme.”
Francisco Russo

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“Este filme me acertou em cheio, poucos filmes me tocaram tanto quanto esse, é de uma simplicidade e ao mesmo tempo de um lirismo surpreendentes”
Henderson Moret
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“Para mim, é o melhor filme do Almodóvar. Não há palavra melhor para defini-lo, do que “extraordinário”! Por todas as questões que envolve, pela relação que podemos estabelecer com os outros filmes do diretor. Sem dúvida, seu melhor filme.”
Dália Maia
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“Almodovar com certeza atingiu seu ápice. Levando em consideraçao seu primeiro longa (Pepi ,Luci, Bom, e outras chicas del monton)e este último (Volver) será possivel perceber que o diretor está no maior momento de sua carreira. Esse é sem dúvida seu filme menos exagerado, porém, o mais atraente. O filme consegue prender o espectador do começo ao filme sem repetir acões, muito pelo contário, inova a cada momento, dando um novo rumo à história, sempre para melhor, claro. Tem comédia, drama, suspense, e em alguns momentos parece até que vai se tornar trash, mas, claro, essa foi mais uma jogada de mestre do Almodovar, pois tudo nao se passa de um roteiro perfeitamente contruído. Digno de aplausos.”
William Linhaes

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Tudo acontece em Elizabethtown

“… Enquanto isso, Claire se encanta por Drew, mesmo que ela diga ter um amante. E a parte divertida começa quando Drew se prepara para atravessar de carro o país, do Kentucky à costa, espalhando as cinzas do pai pelos lugares maravilhosos do caminho.
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Drew é conduzido por um mapa criado por Claire, pontuado por visitas, pit stops e uma música fabulosa enquanto passa por lugares como Memphis e Eureka Springs, no Arkansas, ou Oklahoma City e Scottsbluff, em Nevada.
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A trilha sonora é excelente, com faixas de Lynyrd Skynyrd, Tom Petty, Elton John e outros perfeitos para uma viagem de carro. Isso, ao lado da química de Bloom e Dunst e das estradas abertas da Rota 66, faz o filme digno de ser visto.”
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Ray Bennett
Reuters

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Hora de Voltar

Bernardo Krivochein (Rio)
Mescla ritmos e estéticas, criando um quadro do renascimento não apenas de uma pessoa, como de toda uma vizinhança. Dá vontade de ligar para Zach Braff logo após o final da sessão e ficar conversando horas a fio.
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Não demora nada para que o espectador fique enternecido com “Hora de voltar”. Ao que o filme acaba, a sensação é de, como numa das cenas-chave, querer gritar para todos ouvirem as belezas do filme de Zach Braff. As pessoas talvez demorem um tempo para descobrir “Hora de voltar”, mas com certeza o farão, espalharão suas maravilhas para os amigos e os amigos de seus amigos. E se você ainda não é membro da Igreja de Peter Sarsgaard, “Hora de voltar” será o seu chamado.
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…Zach Braff revela um espírito visionário, assinando um debut cinematográfico autoral (ele atua, escreve e dirige o filme) impressionante de tão seguro e coeso, caloroso, cativante e original. Sem ceder às tentações indie, Braff equilibra comédia inteligente e drama intimista (quando não mistura os dois: alguns momentos tocantes são hilários ao mesmo tempo) com personagens encantadores -- e absolutamente normais -- para fazer de “Hora de voltar” uma crônica social, um filme definidor de uma geração, assim como “A última sessão de cinema” ou até mesmo “Clube da luta”

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Colcha de Retalhos

Um filme, maravilhoso !!!

Sinopse: Enquanto elabora sua tese e se prepara para se casar Finn Dodd (Wynona Ryder), uma jovem mulher, vai morar na casa da sua avó (Ellen Burstyn). Lá estão várias amigas da família, que preparam uma elaborada colcha de retalhos como presente de casamento. Enquanto o trabalho é feito ela ouve o relato de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis mas repletos de sentimentos, que estas mulheres tiveram. Neste meio tempo ela se sente atraída por um desconhecido, criando dúvidas no seu coração que precisam ser esclarecidas.

Algumas criticas que achei por ai
José Luiz Barbosa, Leitor do Adoro Cinema – Nota 10:”Já assisti a esse filme pelo menos umas 15 vezes desde 2001. Não é apenas uma obra-prima pelas excelentes atuações das atrizes; trata-se de uma obra necessária à reflexão sobre a vida e o papel de cada um de nós em nosso entorno.”
Viviane Rossetto (Crítica do Leitor): “Assisti esse filme na aula de sociologia na faculdade. É um belo filme, que nos mostra que por mais que pensemos bem antes de fazer uma escolha muitas vezes ela pode dar errado, mas mesmo assim você leva uma lição nova na bagagem.”
Larissa Nadin, Nota 10:”Realmente não existe uma palavra exata que possa definir a essencialidade desse filme. Ele é maravilhoso do começo ao fim, chorei as quatro vezes que assisti, para um trabalho na faculdade, oque mais tocou em mim foi a historia de Sophia Darling, meu Deus! foi exepcional.”

Achei até um trabalho social que nasceu inspirado neste filme !!
Elas se viram em HollywoodUm grupo de senhoras solitárias, do interior dos Estados Unidos, se reúne para falar de suas histórias de amor, enquanto bordam uma colcha. É esse o enredo do filme “Colcha de Retalhos” (“How to Make an American Quilt”, 1995), com Winona Ryder e Anne Bancroft. As semelhanças com o trabalho das bordadeiras mineiras não são mera coincidência. O artista plástico Wilson Avellar, idealizador da oficina Memória e Cultura, se inspirou no filme quando decidiu trabalhar com as mães da comunidade. Até então, o projeto Usina de Arte e Criação, uma iniciativa da Associação Municipal de Assistência Social (Amas), com patrocínio do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), atendia apenas crianças.As bordadeiras só assistiram à fita quando finalizaram o primeiro trabalho. “Choramos de emoção”, lembra Ivone Barbosa. “O que sentimos é parecido, mesmo sendo lá longe.” Ali nascia a idéia da colcha “Meu Primeiro Amor”, que vai para uma galeria de arte de Belo Horizonte. Ficção e realidade se misturam em vários retalhos das duas colchas. O jardim de rosas amarelas – que no filme uma das atrizes borda como cenário de seu grande amor – encontra paralelo nos canteiros de Ivone. O affair entre uma criada negra e o filho do patrão lembra a história de Sônia, despedida por amar o marido da patroa.

Agora, assistindo a este filme me fez lembrar uma historia de Carl Jung que coloco abaixo, o filme é ficção, aqui é real!
“Meu exemplo se relaciona com uma jovem paciente que, apesar dos esforços de ambos os lados, provou estar psicologicamente inacessível. A dificuldade se encontrava no fato de ele sempre saber tudo sobre todas as coisas. Sua excelente educação lhe fornecera uma arma ideal para essa finalidade, ou seja, um racionalismo cartesiano altamente elaborado com uma idéia impecavelmente “geométrica” da realidade.
Depois de varias tentativas infrutíferas de atenuar seu racionalismo com uma compreensão um pouco mais humana, tive que me limitar e esperar que algo inesperado e irracional acontecesse, algo que quebrasse o vaso intelectual em que se trancara. Bem, certo dia eu estava sentado em frente a ela, de costas para a janela, ouvindo um fluxo retórico. Ela tivera um sonho impressionante na noite anterior, no qual alguém lhe dera um escaravelho dourado – uma jóia muito cara. Enquanto me contava o sonho, escutei algo batendo levemente na janela. Virei-me e vi que um grande inseto voador se chocava contra o vidro do lado de fora, num esforço obvio pra entrar na sala escura. Isso me pareceu muito estranho. Abri imediatamente a janela e peguei-o no ar enquanto voava para dentro. Era um besouro comum (Cetonia aurata), cuja cor auriverde mais parece a de um escaravelho dourado. Eu o entreguei e disse para ela: “aqui esta o seu escaravelho.” A experiência abriu a brecha desejada no seu racionalismo e quebrou o gelo da sua resistência intelectual. Agora o tratamento poderia produzir resultados satisfatórios.”

Onde eu li ?? Num Livro Muito Bom !!! “A trilha menos percorrida” de : PECK, MORGAN

Um livro Intrigante… que vai virar filme

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Antes da noticia propriamente dita, eu li no Livro “Walk On. A jornada espiritual do U2″ que uma vez uma menina perguntou ao Bono, como ele se diz cristão se foi capaz de se vestir de diabo numa turnê? Se não me engano na Zoo TV. Em resposta, ele perguntou se ela nunca tinha lido “As cartas de um diabo e seu aprendiz”.

Cartas de um diabo a seu aprendiz sai em 2008
Marcelo Hessel

Depois de As Crônicas de Narnia, outro livro de C.S. Lewis será adaptado às telas. É o igualmente cristão Cartas de um diabo a seu aprendiz , nome em português de The Screwtape Letters, romance de 1942.

Ao contrário de Narnia, que alegoriza abertamente passagens do Calvário, as Cartas recorrem à ironia. Nelas, um demônio experiente, Screwtape (em português, Fitafuso), ensina a seu sobrinho aprendiz as táticas para minar a fé dos humanos e promover o pecado. O sobrinho, conhecido por aqui como Vemebile, se chama Wormwood no original – é o nome que o quadrinista Bill Watterson, inspirado em Lewis, deu para a professora nas tirinhas do Calvin.

O filme será produzido, claro, pela mesma Walden Media que leva para o cinema as Crônicas. O lançamento deve ocorrer em 2008, mesmo ano em que estréia a segunda Crônica, Príncipe Caspian.

Edukators

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CÉREBRO E CORAÇÃO JUNTOS

Não posso dizer que “Edukators” é o melhor filme que vi este ano porque isso foi em SP logo no primeiro dia de 2005, e só vi dois filmes até agora (o outro foi “Whisky”, uma fofura, único filme uruguaio que já tive o prazer de conferir). Mas “Edukators” certamente está entre os melhores de 2004. Adorei o drama que, não por acaso, foi a única produção alemã a ser selecionada para o Festival de Cannes em uma década, o que diz muito sobre o cinema alemão ou sobre Cannes, você que sabe. Bom, “Edukators” é um prato cheio pra mim, um animal político. Recomendo que você veja a película com amigos de várias vertentes ideológicas e depois bata um longo papo. Já ouviu aquele ditado de que quem não é de esquerda até os trinta não tem coração, e que quem é de esquerda depois dos trinta não tem cérebro? Pois é, esse é um dos temas de “Edukators”, que mostra um trio de jovens revolucionários que invade mansões enquanto os donos viajam. Eles não roubam nada, mas trocam os móveis de lugar e deixam mensagens como “Você tem dinheiro demais”, só pra aterrorizar os porcos capitalistas. Ou seja, são bem ingênuos, os tolinhos. Mas a gente gosta deles, apesar de seus valores amorosos serem totalmente pequeno-burgueses. Tudo vai bem até que os meninos são surpreendidos por um ricaço, e têm que seqüestrá-lo e decidir o que fazer da vida. Pra piorar, eles descobrem que o sujeito já foi um idealista como eles na época em que era normal sonhar com revoluções. E agora, José?

O filme poderia ser ultra manipulador e fazer do milionário um vilão detestável e dos jovens nossos heróis românticos sem contradições. Mas não é o que acontece. Claro, a visão do ricaço me pareceu indefensável. Pra quê trabalhar tanto e acumular coisas que nem se tem tempo pra usufruir? Ele diz que é da natureza humana competir e querer juntar mais e mais. O mais legal é que um dia antes ouvi esse mesmo argumento de um amigo rico meu. Tal justificativa é das mais furadas, já que nada é natural, tudo é construído. Somos adestrados pra acreditar que o que martelam na nossa cabeça nasceu conosco. E o que é natural não pode ser combatido, uma grande falácia. Enfim, “Edukators” humaniza o ricaço a tal ponto que esta idealista pós-trinta sem cérebro mas com coração que vos fala até chorou em várias cenas. E, enquanto isso, o pouco de cérebro que me resta ficava pensando: como diachos o filme vai resolver essa sinuca de bico? Como se sair dessa sem bolar um final utópico ou piegas demais? O fim é um dos trunfos do roteiro por amarrar muitíssimo bem todos os temas.

“Edukators” usa a inteligência pra nos provocar enquanto brinca com nossos preconceitos, inclusive os cinematográficos. Por exemplo, tem uma hora que o ricaço some, e um dos jovens entra num quarto pra procurá-lo. Nossa imaginação nada fértil após tanta doutrinação hollywoodiana nos diz: pronto, agora o milionário nocauteia o revolucionário e foge. Nada disso. As provocações ideológicas vão mais longe ainda. Uma garota trabalha como garçonete num restaurante de luxo, onde é maltratada por uma elite asquerosa que acha que certo tipo de bebida só pode ser servida em certo tipo de taça. Até aí tudo bem, eu não conheço ninguém que não seja rico ou que não sonhe em ser rico que não odeie os ricos, então é óbvio que a gente se identifica com a mocinha. Mas quando ela sai do batente e usa sua chave pra arranhar um carrão, eu, que tenho um carrinho popular que odiaria ser arranhado, já não gostei. Sacou o drama?

Ah, outra qualidade. Até que, pra um filme de esquerda, “Edukators” não se acanha em falar de dinheiro. Assim: uma personagem bateu sem querer numa Mercedez. Ela calcula quanto vai precisar trabalhar pra saldar o prejuízo de cem mil euros. Dá oito anos. Imagina quanto tempo isso seria no Brasil, um país onde a distribuição de renda é muito mais desigual que na Alemanha. E por aí vai. “Edukators” é, no fundo, cinema de entretenimento. Mas também altamente educativo. Afinal, não é todo dia que um filme nos lembra que o coração é um órgão revolucionário.

Lola Aronovich é professora de inglês e cinéfila.

Quase Dois Irmão, um filmão brasileiro

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Não deixe de assistir.

Trailer: http://www.quasedoisirmaos.com.br/trailer_a.html

Um retrato histórico e explicativo do cenário atual da violência do país, que começa nos anos 70, ainda na época da ditadura. Nesse período, muitos presos políticos foram levados para a Penitenciária da Ilha Grande, na costa do Rio de Janeiro, onde dividiam celas com assaltantes de bancos – todos submetidos à Lei de Segurança Nacional. O encontro entre esses dois mundos é parte importante da história da violência que o País enfrenta hoje.

“Quase Dois Irmãos” mostra através de dois personagens, Miguel, um jovem intelectual de classe média preso político na Ilha Grande, e hoje deputado federal, e Jorge, filho de um sambista que de pequenos assaltos se transformou num dos líderes do Comando Vermelho, como essa relação se desenvolveu e o conflito estabelecido entre eles. Entre o conflito e o aprendizado, nasceu o Comando Vermelho, que mais tarde passou a dominar o tráfico de drogas.

Longa metragem de ficção com roteiro de Lucia Murat e do escritor Paulo Lins (Cidade de Deus), o filme tem como pano de fundo a história política do Brasil nos últimos 50 anos, contada também através da música popular, o ponto de ligação entre esses dois mundos.

CRÍTICAS

“Denso, ágil e bem-humorado na medida certa… Bauraqui impressiona pela versatilidade e Ciocler oferece ao público uma atuação contida, sutil, convincente. Lúcia dá alivio cômico à barra pesada de sua história”
Eduardo Simões – O Globo

“Quase Dois Irmãos” tem força para ser o melhor filme brasileiro deste ano.”
Luis Carlos Merten – O Estado de S.P

“A cena em que Jorginho (Flávio Bauraqui) tenta consolar o amigo Miguel (Caco Ciocler) é catártica e já entrou para a antologia do cinema brasileiro”
Eduardo Souza Lima – O Globo

“É raro que documentários possam ultrapassar a ficção no mesmo assunto, mas os filmes de John Sayles (Silver City) e Wim Wenders (Land of Plenty) foram fracos em comparação.

Em compensação, coube a uma cineasta brasileira trazer a história e acontecimentos atuais juntos num satisfatório nível ficcional. Almost Brothers (“Quase Dois Irmãos”) de Lúcia Murat examina a falência do idealismo e o conflito inter-geracional que selou a sua derrocada. Das violentas prisões da ditadura até as violentas favelas de nosso dias, seus personagens trabalham em cima de questões como raça, classe e ideologia. Pense em “Cidade de Deus”, apague seus maneirismos hollywoodianos e coloque no lugar três décadas de história política. Murat está comprometida em analisar as ligações entre o passado e o presente. Nós podíamos ter alguém como ela nos Estados Unidos.
B. Ruby Rich

“E se Cidade de Deus estabeleceu um novo padrão de qualidade para as cenas de traficantes e favelas, “Quase Dois Irmãos” mantém o mesmo nível, com um trabalho impressionante do elenco jovem formado em sua maioria por atores dos grupos “Nós do Morro” e “Nós do Cinema”.”
Marcelo Janot – J.B

“Miguel e Jorge, são os “quase irmãos”do estupendo filme de Lúcia Murat (…) “Quase Dois Irmãos” passa a sensação de verdade dos belos filmes. E por quê? Provavelmente porque tem na sua origem a soma de esforços de pessoas que conheceram a realidade tratada por dentro: o roteirista é Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, e a cineasta Lúcia Murat é ex-militante política, com conhecimento da luta armada e experiência da prisão política.”
Luiz Zanin Oricchio – O Estado de SP

“Lúcia Murat construiu com rigor e sensibilidade uma fábula política que evoca o olhar militante de uma certa época do cinema latino-americano. Nos nossos dias, essa visão é ainda mais essencial porque nos permite retomar a questão. Num momento onde os ideais políticos se transformaram na maior parte do mundo ocidental em simples utopias, deixando aos dirigentes a função de ditar o pensamento, o filme de Murat chega como um sopro de ar fresco. Com “Quase Dois Irmãos”, a diretora agita a dinâmica social e política nos propondo um discurso reflexivo e ferozmente cruel. ”
Élie Castiel – Rédacteur en chef

“O grande prêmio foi para o brilhante filme brasileiro “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat. O impactante filme que mostra o contraste das vidas de dois personagens – um preso político, branco, de classe média; o outro pobre, negro, preso comum, venceu com merecimento, mostrando a força do emergente cinema brasileiro”.
Benjamin Secher – DAILY TELEGRAPH, London

PRÊMIOS

Festival do Rio 2004
Melhor Diretor – Lúcia Murat
Melhor Ator – Flávio Bauraqui
Fipresci Award (Federação Internacional de Críticos) – Best Latin American Film

Amazonas film festival 2004
Melhor Filme

Festival de Havana 2004
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora

Festival de Marseille 2005
Melhor filme do público
Prêmio especial do Júri

Festival Mar Del Plata 2005
Melhor filme do juri popular
Melhor filme ibero-americano do juri

Festival Brasileiro de Paris 2005
Melhor filme do Público

Festival de Belém 2005
Melhor roteiro – Lucia Murat e Paulo Lins
Melhor ator coadjuvante – Babu Santana
Melhor atriz coadjuvante – Maria Flor

Brasilian Miami film festival 2005
Melhor som – Naná Vasconcelos

Festival de Huelva 2005
Prêmio Radio de España
Prêmios Especial do Jurados

Associação Paulista dos críticos de Arte 2005
Melhor roteiro – Lucia Murat e Paulo Lins

Associação dos Correspondentes Estrangeiros 2005
Indicado para melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro e melhor ator

Cinema, Aspirinas e Urubus

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Semana passada, uma amiga de longa data, amiga que admiro muito e continuarei admirando quis simplificar a minha vida, com algumas “dicas” de ser mais superficial, em linhas gerais ela me dizia pra eu desencanar dos problemas e ser feliz. Uma frase bem comum em livros de auto-ajuda por ai, interessante e bem lembrado num papo com uma outra amiga é que auto-ajuda sempre coloca o leitor como incapaz de se auto-ajudar, logo ele precisa ler auto-ajuda!

Minha resposta não muito amigável foi que eu acreditava em encontros e diálogos para o crescimento e não em simplificações da vida do outro, por melhor intenção que esta amiga tivesse.

Ontem, no meu aniversário, eu me dei de presente uma simples sessão de cinema, o filme era Cinema, Aspirinas e Urubus, um filme que fala de um encontro em 1942 de um alemão que fugia da guerra e de um brasileiro que fugia da fome. Um filme maravilhoso não por ser de-mais, mas por sua simplicidade em relatar um encontro, um dos mais inusitados que já vi. Um alemão amoroso com a vida, um pacifista em tempos de segunda guerra e um brasileiro amargo, amargurado pela sua situação de miséria, sarcástico e egoísta. O filme não ex-teriotipa o típico, não simplifica seus personagens e suas histórias, conseguimos ver tanto a alma do retirante quanto a do alemão, daí sua riqueza, a simplicidade de olhar profundamente seus personagens, suas dores e principalmente o que este encontro vai transformando na alma de cada um.

Viva aos encontros!!! Espero que você encontre este filme, vá ao site do filme, paquere-o, assista ao trailer.

Parabéns ao Marcelo Gómez, valeu a luta dos sete anos para filmar este longa.

http://www2.uol.com.br/urubus/pt/home.html

Henderson Moret