Tudo O que Eu Sempre Sonhei

Mais bobagem, quanta amargura,
Eu jテ。 sei que a vida テゥ dura, agora テゥ pura questテ」o de
se acostumar,
Basta ter coragem e finura,
E o jogo de cintura, aprendi do dia-a-dia, bar em
bar…

Pullovers -- Tudo o que sempre sonhei

Pra que reclamar se tem conhaque?
Se na tevテェ tem um craque, e o meu timテ」o sテウ entra pra
ganhar…
Pra que imitar Chico Buarque?
Pra que querer ser um mテ。rtir, se faz parte do momento
se entregar…

Fonte: Musica de Bolso

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O fim da GM, por Michael Moore

michaelll

Leia estes ツ3 parテ。grafos… acho que vai convence-lo a ler o resto…

Cem anos atrテ。s, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroテァas por uma nova forma de locomoテァテ」o. Agora テゥ hora de dizermos adeus ao motor a combustテ」o. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nテウs aproveitamos restaurantes drive-thru. Nテウs fizemos sexo no banco da frente 窶 e no de trテ。s tambテゥm. Nテウs assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos テ corridas de Nascar ao redor do paテュs e vimos o Oceano Pacテュfico pela primeira vez atravテゥs da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. テ um novo dia e um novo sテゥculo. O Presidente 窶 e os sindicatos dos trabalhadores da indテコstria automobilテュstica 窶 devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limテ」o amargo e triste.

Ontem, a テコltimo sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.

Nテウs podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as 窶廡lint 窶 Michigans窶 deste paテュs. 60% da General Motors テゥ nossa. E eu acho que nテウs podemos fazer um trabalho melhor.

Aqui comeテァa o texto

Escrevo na manhテ」 que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terテ。 oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terテ。 chegado ao fim.
Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estテ」o abandonados por aqui. Imagine o que seria se vocテェ vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estテ」o vazias. Como vocテェ se sentiria?

テ com triste ironia que a empresa que inventou a 窶徙bsolescテェncia programada窶 窶 a decisテ」o de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro 窶 tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o pテコblico queria, com baixo consumo de combustテュvel, confortテ。veis e seguros. Ah, e que nテ」o caテュssem aos pedaテァos depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulaテァテ」o ambiental e de seguranテァa. Seus executivos arrogantemente ignoraram os 窶彿nferiores窶 carros japoneses e alemテ」es, carros que poderiam se tornar um padrテ」o para os compradores de automテウveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para 窶徇elhorar窶 sua produtividade a curto prazo.

No comeテァo da dテゥcada de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o Mテゥxico e outros paテュses, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa polテュtica foi que, ao eliminar a renda de tantas famテュlias americanas, eles eliminaram tambテゥm uma parte dos compradores de carros. A Histテウria irテ。 registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de テ。gua dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.

Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda nテ」o estテ。 frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Nテ」o se trata do prazer da vinganテァa contra uma corporaテァテ」o que destruiu a minha cidade natal, trazendo misテゥria, desestruturaテァテ」o familiar, debilitaテァテ」o fテュsica e mental, alcoolismo e dependテェncia por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Tambテゥm nテ」o sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serテ」o informados que eles tambテゥm perderam o emprego.

Mas vocテェ, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei 窶 quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nテウs quer ver 50 bilhテオes de dテウlares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a テコnica forma de salvar a GM テゥ matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, テゥ outra conversa e deve ser prioridade mテ。xima.

Se permitirmos o fechamento das fテ。bricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsテ。veis pela construテァテ」o dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos テゥ sobre bondes, trens-bala e テエnibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mテ」o-de-obra especializada?

Jテ。 que a GM serテ。 窶徨eorganizada窶 pelo governo federal e pela corte de falテェncias, aqui vai uma sugestテ」o ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da naテァテ」o. 20 anos atrテ。s eu fiz o filme 窶彝oger & Eu窶, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas polテュticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que estテ。 acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histテウrico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:

1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer テ naテァテ」o que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fテ。bricas de carros em indテコstrias de transporte coletivo e veテュculos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produテァテ」o de automテウveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviテオes, tanques e metralhadoras. Esta conversテ」o nテ」o levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.

Estamos agora em um tipo diferente de guerra 窶 uma guerra que nテウs travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos lテュderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma estテ。 em Detroit. Os produtos das fテ。bricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruiテァテ」o em massa, responsテ。veis pelas mudanテァas climテ。ticas e pelo derretimento da calota polar.

As coisas que chamamos de 窶彡arros窶 podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coraテァテ」o da Mテ」e Natureza. Continuar a construir essas 窶彡oisas窶 irテ。 levar テ ruテュna a nossa espテゥcie e boa parte do planeta.

A outra frente desta guerra estテ。 sendo bancada pela indテコstria do petrテウleo contra vocテェ e eu. Eles estテ」o comprometidos a extrair todo o petrテウleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estテ」o 窶彡hupando atテゥ o caroテァo窶. E como os madeireiros que ficaram milionテ。rios no comeテァo do sテゥculo 20, eles nテ」o estテ」o nem aテュ para as futuras geraテァテオes.

Os barテオes do petrテウleo nテ」o estテ」o contando ao pテコblico o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas dテゥcadas de petrテウleo no planeta. テ medida que esse dia se aproxima, テゥ bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.
Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fテ。bricas para novos e necessテ。rios usos.

2. Nテ」o coloque mais US$30 bilhテオes nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a forテァa de trabalho empregada, assim eles poderテ」o comeテァar a construir os meios de transporte do sテゥculo XXI.

3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o paテュs em cinco anos. O Japテ」o estテ。 celebrando o 45o aniversテ。rio do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles jテ。 tテェm dezenas. A velocidade mテゥdia: 265km/h. Mテゥdia de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles jテ。 tテェm esses trens hテ。 quase 5 dテゥcadas e nテウs nテ」o temos sequer um! O fato de jテ。 existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque atテゥ Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia nテ」o tenha sido usada テゥ algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o paテュs. De Chicago atテゥ Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.

4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veテュculos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho mテゥdio. Construa esses trens nas fテ。bricas da GM. E contrate mテ」o-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.

5. Para as pessoas nas テ。reas rurais nテ」o servidas pelas linhas de bonde, faテァa com que as fテ。bricas da GM construam テエnibus energeticamente eficientes e limpos.

6. Por enquanto, algumas destas fテ。bricas podem produzir carros hテュbridos ou elテゥtricos (e suas baterias). Levarテ。 algum tempo para que as pessoas se acostumem テs novas formas de se transportar, entテ」o se ainda teremos automテウveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos comeテァar a construir tudo isso nos prテウximos meses (nテ」o acredite em quem lhe disser que a adaptaテァテ」o das fテ。bricas levarテ。 alguns anos 窶 isso nテ」o テゥ verdade)

7. Transforme algumas das fテ。bricas abandonadas da GM em espaテァos para moinhos de vento, painテゥis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painテゥis solares imediatamente. E temos mテ」o-de-obra capacitada a construテュ-los.

8. Dテェ incentivos fiscais テqueles que usem carros hテュbridos, テエnibus ou trens. Tambテゥm incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.

9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galテ」o de gasolina. Isso irテ。 fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econテエmicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automテウveis irテ」o construir.
Bom, esse テゥ um comeテァo. Mas por favor, nテ」o salve a General Motors, jテ。 que uma versテ」o reduzida da companhia nテ」o farテ。 nada a nテ」o ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso nテ」o テゥ uma soluテァテ」o de longo prazo.

Cem anos atrテ。s, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroテァas por uma nova forma de locomoテァテ」o. Agora テゥ hora de dizermos adeus ao motor a combustテ」o. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nテウs aproveitamos restaurantes drive-thru. Nテウs fizemos sexo no banco da frente 窶 e no de trテ。s tambテゥm. Nテウs assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos テ corridas de Nascar ao redor do paテュs e vimos o Oceano Pacテュfico pela primeira vez atravテゥs da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. テ um novo dia e um novo sテゥculo. O Presidente 窶 e os sindicatos dos trabalhadores da indテコstria automobilテュstica 窶 devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limテ」o amargo e triste.

Ontem, a テコltimo sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.

Nテウs podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as 窶廡lint 窶 Michigans窶 deste paテュs. 60% da General Motors テゥ nossa. E eu acho que nテウs podemos fazer um trabalho melhor.

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Fテゥ demais nテ」o cheira bem

Nテ」o, este post nテ」o テゥ sobre o o filme de 92 com o ator Steve Martin… e sim sobre uma mテコsica maravilhosa do John Mayer sobre os efeitos malテゥficos de acreditar muito em algo a ponto de fazer mal a outros que nテ」o creem da mesma forma que vocテェ

Afinal de contas…

“O que pテエe 100 mil crianテァas na areia?
A fテゥ consegue.
A fテゥ consegue.
O que pテエe uma bandeira dobrada nas mテ」os de sua mテ」e?
A fテゥ consegue.
A fテゥ consegue.”

Belief John Mayer (legendado)

Mais mテコsicas “nテ」o romテ「nticas” do Mayer?? Clique aqui

Uma versテ」o mais “estテコdio”

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Joテ」o Moreira Salles peitando Jack Bauer

24horas

Joテ」o Moreira Salles falando da relaテァテ」o da sテゥrie 24 horas e a tortura no Iraque

Interessante テゥ que na temporada atual da sテゥrie, o personagem tem sido questionado pelo governo sobre seus mテゥtodos.

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Curta Palテュndromo

Curta premiadテュssimo e inusitado do diretor Philippe Barcinski, o mesmo de “Nテ」o por Acaso”

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Oh My God – Jars of Clay

Todas as vezes que tive que ceder
Bebテェs debaixo de seus berテァos
Hospitais que nテ」o podem cuidar das feridas que o dinheiro causa
Todo o conforto das catedrais
E o choro das crianテァas sedentas, esta テゥ a nossa heranテァa

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Meu nome テゥ Nelson Rodrigues – Zeca Baleiro

sou do tempo em que as atrizes tinham alma
sou do tempo em que farmテ。cia sテウ vendia remテゥdio
sou do tempo em que jornal de domingo se lia no domingo
sou do tempo em que atテゥ os canalhas choravam
sou do tempo em que os ladrテオes eram elegantes
sou do tempo em que atテゥ os automテウveis davam bom dia

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Perfeiテァテ」o

Legiテ」o Urbana -- Perfeiテァテ」o

Mais estupidez humana aqui com Arnaldo Antunes

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Mundo Insano

Formidテ。vel Mundo Cテ」o
Jay Vaquer

E foi eleito deputado, abriu contas no exterior
Virou dono da igreja “novos apテウstolos do senhor”


テ Proibido Pensar
Joテ」o Alexandre

A extravagテ「ncias vem de todos os lados
e faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pテゥ rompendo a fテゥ dos cansados
Com suas canテァテオes
Estテ。r de bem com vida テゥ muito mais que renascer

Letras Completas


Formidテ。vel Mundo Cテ」o
Jay Vaquer

Composiテァテ」o: Jay Vaquer

O cara se cansou de andar no mundo cテ」o
Na janta com a famテュlia veio a soluテァテ」o:
Deu dois tiros no pais, depois trテェs tiros na mテ」e
Sobrou uma bala pra cabeテァa do irmテ」o
No tribunal falou que tava bem doidテ」o
O advogado defendeu com o coraテァテ」o
Que era um bom rapaz, pregava o amor e a paz….
- em 4 anos tava fora da prisテ」o -

E foi curtir a vida em todo esplendor
Escreveu um livro que ensina ser um vencedor

Vamos destrancar as portas do hospテュcio e as jaulas do zoolテウgico
Tirar das costas esse peso
No corre-corre de doidos e animais
Ninguテゥm serテ。 capaz de apontar quem tava preso
Vamos destrancar as grades do convento e as celas do presテュdio
Tirar das costas esse peso
No empurra-empurra de freiras e marginais
Ninguテゥm serテ。 capaz de apontar quem tava preso

Tテ」o logo concluiu: “com grana, sem prisテ」o,
Ladrテ」o que テゥ malandro tem mil anos de perdテ」o!”
Favoreceu pra cテ。, mandou propina pra lテ。
Entテ」o comprou uma rede de televisテ」o
Agora ele adorava aquele mundo cテ」o
Podia saciar a sua ambiテァテ」o
Jテ。 que era um rapaz, pregava o amor e a paz…
A paz de ter o amor na mira do canhテ」o
E foi eleito deputado, abriu contas no exterior
Virou dono da igreja “novos apテウstolos do senhor”


テ Proibido Pensar
Joテ」o Alexandre

Composiテァテ」o: Joテ」o Alexandre

Procuro alguテゥm pra resolver meu problema
Pois nテ」o consigo me encaixar neste esquema
Sテ」o sempre variaテァテオes do mesmo tema
Mera repetiテァテオes

A extravagテ「ncias vem de todos os lados
e faz chover profetas apaixonados
Morrendo em pテゥ rompendo a fテゥ dos cansados
Com suas canテァテオes

Estテ。r de bem com vida テゥ muito mais que renascer
Deus jテ。 me deu sua palavra
e テゥ por ela que ainda guio o meu viver

Reconstruindo o que Jesus derrubou
Re-costurando o vテゥu que a cruz jテ。 rasgou
Ressuscitando a lei pisando na graテァa
Negociando com Deus

No show da fテゥ milagre テゥ tテ」o natural
Que atテゥ pregar com a mesma voz テゥ normal
Nesse evangeliquez universal
Se apossando do cテゥus

Estテ」o distantes do trono,caテァadores de Deus
Ao som de um shofar
e mais um hino importado dita as regras
Pra nos escravizar.

テゥ proibido pensar (5x)

Procuro alguテゥm pra resolver meu problema
Pois nテ」o consigo me encaixar neste esquema
Sテ」o sempre variaテァテオes do mesmo tema
Meras repetiテァテオes

Meras repetiテァテオes
テ proibido pensar

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Vida a lテ。 Margarina…

“Um filho e um cachorro” -- Zeca baleiro

Jテ。 tenho um filho e um cachorro
Me sinto como num comercial de margarina
Sou mais feliz do que os felizes
Sob as marquises me protejo do temporal

“No Surprises” -- Radiohead
Sem surpresas

um coraテァテ」o cheio feito um aterro
um emprego que te mata lentamente
feridas que nテ」o vテ」o cicatrizar
vocテェ parece tテ」o cansada e feliz
bote abaixo o governo
eles nテ」o
eles nテ」o falam por nテウs
eu vou levar uma vida tranqテシila
um aperto de mテ」o
um pouco de monテウxido de carbono
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“Um filho e um cachorro” -- Zeca baleiro Aperte o Play

“No Surprises” -- Radiohead

Letras Completas
“Um filho e um cachorro” -- Zeca baleiro

Jテ。 tenho um filho e um cachorro
Me sinto como num comercial de margarina
Sou mais feliz do que os felizes
Sob as marquises me protejo do temporal

Oh meu amor me espere
Que eu volto pro jantar
Ainda tenho fome

Eu vejo tudo claramente
Com os meus テウculos de grau
Loucura テゥ quase santidade
E o bem tambテゥm pode ser mal

Engrosso o coro dos com dentes
E me contento em ser banal
Loucura テゥ quase santidade
E o bem meu bem pode ser mal

No Surprises (traduテァテ」o by rudimar)

um coraテァテ」o cheio feito um aterro
um emprego que te mata lentamente
feridas que nテ」o vテ」o cicatrizar
vocテェ parece tテ」o cansada e feliz
bote abaixo o governo
eles nテ」o
eles nテ」o falam por nテウs
eu vou levar uma vida tranqテシila
um aperto de mテ」o
um pouco de monテウxido de carbono

sem alarmes e sem surpresas
silencio
silencio

este テゥ o meu テコltimo ataque
minha テコltima dor de barriga
sem alarmes e sem surpresas,
sem alarmes e sem surpresas, por favor
assim como uma bela casa. assim como um belo jardim
sem alarmes e sem surpresas….

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Comparaテァテオes indecentes 1

Campanha atual de uma linha de shampoos e condicionadores…

IdテゥaFixa – Autor Liber Paz

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Amor Lテュquido 4

Para resumir uma longa histテウria: as cidades se tornaram depテウsitos de lixo para problemas gerados globalmente. Os moradores das cidades e seus representantes eleitos tendem a ser confrontados com uma tarefa que nem por exagero de imaginaテァテ」o seriam capazes de cumprir: a de encontrar soluテァテオes locais para contradiテァテオes globais.
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Daテュ o paradoxo, observado por Castells, de “polテュticas cada vez mais locais num mundo estruturado por processos cada vez mais globais” : “Houve uma produテァテ」o de significado e de identidade: meu bairro, minha comunidade, minha cidade, minha escola, minha テ。rvore, meu rio, minha praia, minha capela, minha paz, meu meio ambiente.” “Indefesas diante do furacテ」o global, as pessoas se agarraram a si mesmas.”" Observe-se que, quanto mais estiverem “agarradas a si mesmas”, mais indefesas tenderテ」o a ficar “diante do furacテ」o global”, assim como mais desamparadas ao determinarem os significados e identidades locais, e portanto ostensivamente seus – para grande alegria dos operadores globais, que nテ」o tテェm motivos para temer os indefesos.
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Como Castells insinua em outro texto, a criaテァテ」o do “espaテァo dos fluxos” estabelece uma nova hierarquia (global) de dominaテァテ」o mediante a ameaテァa de desengajamento. O “espaテァo dos fluxos” pode “escapar ao controle de qualquer localidade”, enquanto (e porque!) “o espaテァo dos lugares テゥ fragmentado, localizado, e portanto crescentemente destituテュdo de poder diante da versatilidade do espaテァo dos fluxos. A テコnica chance de resistテェncia das localidades consiste em recusar direitos de propriedade a esses fluxos esmagadores – apenas para vテェ-los atracar na localidade vizinha, provocando o desvio e a marginalizaテァテ」o de comunidades rebeldes”".
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A polテュtica local – e em particular a polテュtica urbana – tornou-se desesperadamente sobrecarregada, muito alテゥm de sua capacidade de carga/desempenho. Agora espera-se que alivie as conseqテシテェncias da globalizaテァテ」o descontrolada usando meios e recursos que essa mesmテュssima globalizaテァテ」o tornou lamentavelmente inadequados.
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Retirado do livro Amor Lテュquido de Zygmunt Bauman
Veja tambテゥm Amor Lテュquido 1 , 2 , 3 , 4
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Veja tambテゥm no mesmo tema “Tropa de Elite”

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Uma definiテァテ」o singular

VAMOS SUPOR agora que o marciano nテ」o tivesse desistido e por curiosidade tivesse decidido ficar para dar mais uma olhada. Que aconteceria se nテ」o se detivesse diante dos impropテゥrios e torrentes de acusaテァテオes de anti-americanismo e relativismo moral e insistisse em observar o mais elementar dos truテュsmos morais? Para tentar responder vamos voltar テ pergunta sobre o que テゥ terrorismo, que テゥ uma questテ」o importante.
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Hテ。 um caminho adequado que um repテウrter marciano sテゥrio pode percorrer a fim de encontrar a resposta para aquela pergunta: olhar para as pessoas que declararam guerra ao terror e procurar saber como elas definem o que テゥ terrorismo. Isso parece bastante razoテ。vel. Existe, de fato, uma definiテァテ」o oficial na legislaテァテ」o dos Estados Unidos, nos manuais das forテァas armadas e em outros lugares. テ uma definiテァテ」o sumテ。ria. Terrorismo テゥ definido como “o uso deliberado da violテェncia ou a ameaテァa do seu uso para atingir objetivos de natureza polテュtica, religiosa ou ideolテウgica… atravテゥs da intimidaテァテ」o, coerテァテ」o ou pela implantaテァテ」o do medo”. Bem, isso parece simples e, atテゥ onde consigo ver, bastante apropriado. Mas ouvimos dizer constantemente que o problema de definir terrorismo テゥ muito complexo e polテェmico e o marciano poderia se perguntar por que isso acontece. Decerto, existe uma explicaテァテ」o.
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A definiテァテ」o oficial テゥ singular. テ singular por duas razテオes importantes. Primeiro porque テゥ uma parテ。frase perfeita da polテュtica oficial do governo – perfeita, de fato. Quando テゥ polテュtica de governo, chama-se conflito de baixa intensidade ou contra-terrorismo.
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A propテウsito, esta prテ。tica nテ」o テゥ exclusiva dos Estados Unidos. Atテゥ onde eu sei, ela テゥ universal. Apenas como um exemplo, voltando a meados dos anos de 1960, a Rand Corporation, agテェncia de pesquisas ligada principalmente ao Pentテ。gono, publicou uma coleテァテ」o de interessantes manuais japoneses de contra-revoluテァテ」o tratando do ataque japonテェs テ Manchテコria e ao norte da China na dテゥcada de trinta. Eu tinha algum interesse na questテ」o – escrevi um artigo na テゥpoca comparando os manuais de contra-revoluテァテ」o japoneses com os manuais de contra-revoluテァテ」o dos Estados Unidos para o Vietnテ」, que sテ」o praticamente idテェnticos. Aquele artigo nテ」o pegou muito bem, digamos assim.
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Bem, de qualquer maneira, isso テゥ um fato e, atテゥ onde sei, um fato universal. Eis, portanto, uma razテ」o por que nテ」o podemos usar a definiテァテ」o oficial para terrorismo. A outra razテ」o テゥ muito mais simples: de tテ」o radical, ela dテ。 respostas completamente erradas sobre a questテ」o de quem sテ」o os terroristas. Em decorrテェncia, a definiテァテ」o oficial deve ser abandonada, e vocテェ terテ。 que procurar alguma outra definiテァテ」o mais sofisticada que lhe darテ。 as respostas corretas, e isso nテ」o テゥ fテ。cil. テ por isso que ouvimos dizer que se trata de um problema tテ」o difテュcil e que os nossos melhores cテゥrebros lutam para equacionテ。-lo, e assim por diante.
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Felizmente a soluテァテ」o existe. Ela consiste em definir terrorismo como o terrorismo que テゥ praticado contra nテウs, quem quer que sejamos. Atテゥ onde sei, isso テゥ universal – no jornalismo, no mundo acadテェmico, e tenho a impressテ」o de que na histテウria do mundo; pelo menos nテ」o encontrei atテゥ hoje nenhum paテュs que nテ」o obedecesse a essa lテウgica. Agora, com essa conveniente caracterizaテァテ」o de terrorismo, podemos chegar テ conclusテ」o modelar que vocテェ costuma ler o tempo todo na mテュdia: aquela que diz que nテウs e nossos aliados somos as principais vテュtimas do terrorismo e que o terrorismo テゥ arma dos mais fracos.
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Claro, terrorismo nos manuais do governo テゥ a arma dos mais fortes, como a maioria das armas, mas por definiテァテ」o ela テゥ a arma dos mais fracos, desde que se entenda a palavra “terrorismo” apenas como o terrorismo que テゥ feito contra nテウs. Portanto, fique claro que terrorismo, por definiテァテ」o, テゥ a arma dos mais fracos. Sendo assim, as pessoas que repetem isso nos jornais e revistas estテ」o sempre certas; テゥ uma tautologia, e uma tautologia por convenテァテ」o.
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Tautologia??? テ o uso de palavras diferentes para expressar uma mesma idテゥia; redundテ「ncia, pleonasmo

Noam Chomsky no Livro “Controle da Mテュdia, os espetaculares feitos da propaganda”

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Amor Lテュquido 3

Os jovens que estテ」o nascendo, crescendo e amadurecendo nesta virada do sテゥculo xx para o XXI tambテゥm achariam familiar, talvez atテゥ auto-evidente, a descriテァテ」o de Anthony Giddens do “relacionamento puro”.
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O “relacionamento puro” tende a ser, nos dias de hoje, a forma predominante de convテュvio humano, na qual se entra “pelo que cada um pode ganhar” e se “continua apenas enquanto ambas as partes imaginem que estテ」o proporcionando a cada uma satisfaテァテオes suficientes para permanecerem na relaテァテ」o”:
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O atual “relacionamento puro”, na descriテァテ」o de Giddens, nテ」o テゥ, como o casamento um dia foi, uma “condiテァテ」o natural” cuja durabilidade possa ser tomada como algo garantido, a nテ」o ser em circunstテ「ncias extremas. テ uma caracterテュstica do relacionamento puro que ele possa ser rompido, mais ou menos ao bel prazer, por qualquer um dos parceiros e a qualquer momento. Para que uma relaテァテ」o seja mantida, テゥ necessテ。ria a possibilidade de compromisso duradouro. Mas qualquer um que se comprometa sem reservas arrisca-se a um grande sofrimento no futuro, caso ela venha a ser dissolvida.
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O compromisso com outra pessoa ou com outras pessoas, em particular o compromisso incondicional e certamente aquele do tipo “atテゥ que a morte nos separe”, na alegria e na tristeza, na riqueza ou na pobreza, parece cada vez mais uma armadilha que se deve evitar a todo custo.
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Sobre as coisas que aprovam, os jovens de lテュngua inglesa dizem “cool”. Uma palavra adequada: independentemente das outras caracterテュsticas que os atos e interaテァテオes humanos possam ter, nテ」o se deve admitir que a interaテァテ」o esquente e particularmente que permaneテァa quente: テゥ boa enquanto continua cool, e ser cool significa que テゥ boa. Se vocテェ sabe que seu parceiro pode preferir abandonar o barco a qualquer momento, com ou sem a sua concordテ「ncia (tテ」o logo ache que vocテェ perdeu seu potencial como fonte de deleite, conservando poucas promessas de novas alegrias, ou apenas porque a grama do vizinho parece mais verde), investir seus sentimentos no relacionamento atual テゥ sempre um passo arriscado. Investir fortes sentimentos na parceria e fazer um voto de fidelidade significa aceitar um risco enorme: isso o torna dependente de seu parceiro (embora devamos observar que essa dependテェncia, que agora estテ。 se tornando rapidamente um termo pejorativo, テゥ aquilo em que consiste a responsabilidade moral pelo Outro – tanto para Logstrup quanto para Levinas).
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Para esfregar sal na ferida, a dependテェncia – devido テ “pureza de seu relacionamento – nテ」o pode nem precisa ser recテュproca. Assim, vocテェ estテ。 amarrado, mas seu parceiro continua livre para ir e vir, e nenhum tipo de vテュnculo que possa manter vocテェ no lugar テゥ suficiente para assegurar que ele nテ」o o faテァa. O conhecimento amplamente compartilhado – na verdade, um lugar-comum – de que todos os relacionamentos sテ」o “puros” (ou seja, frテ。geis, fissテュparos, tendentes a nテ」o durar mais do que a conveniテェncia que trazem, e portanto sempre “atテゥ segunda ordem”) dificilmente seria um solo em que a confianテァa pudesse fincar raテュzes e florescer.
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Parcerias trouxas e eminentemente revogテ。veis substituテュram o modelo da uniテ」o pessoal “atテゥ que a morte nos separe” que ainda se mantinha (mesmo que mostrando um nテコmero crescente de fissuras desconcertantes) na テゥpoca em que Logstrup registrou sua crenテァa na “naturalidade” e “normalidade” da confianテァa e anunciou seu veredicto de que era a suspensテ」o ou supressテ」o da confianテァa, e nテ」o o seu dom incondicional e espontテ「neo, que constituテュa uma exceテァテ」o causada por circunstテ「ncias extraordinテ。rias que, portanto, exigiam uma explicaテァテ」o.
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A fraqueza, a debilidade e a vulnerabilidade das parcerias pessoais nテ」o sテ」o, contudo, as テコnicas caracterテュsticas do atual ambiente de vida a solaparem a credibilidade das hipテウteses de Logstrup. Uma inテゥdita fluidez, fragilidade e transitoriedade em construテァテ」o (a famosa “flexibilidade”) marcam todas as espテゥcies de vテュnculos sociais que, uma dテゥcada atrテ。s, combinaram-se para constituir um arcabouテァo duradouro e fidedigno dentro do qual se pテエde tecer com seguranテァa uma rede de interaテァテオes humanas. Elas afetam particularmente, e talvez de modo mais seminal, o emprego e as relaテァテオes profissionais.
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Com o desaparecimento da demanda por certas habilidades num tempo menor do que o necessテ。rio para adquiri-las e dominテ。-las; com credenciais educacionais perdendo valor em relaテァテ」o ao custo anual de sua aquisiテァテ」o ou mesmo transformando-se em “eqテシidade negativa” muito antes de sua “data de vencimento” supostamente vitalテュcia; com empregos desaparecendo sem aviso, ou quase; e com o curso da existテェncia fatiado numa sテゥrie de projetos singulares cada vez menores, as perspectivas de vida crescentemente se parecem com as convoluテァテオes aleatテウrias de projテゥteis inteligentes em busca de alvos esquivos, efテェmeros e mテウveis, e nテ」o com a trajetテウria prテゥ-planejada, predeterminada e previsテュvel de um mテュssil balテュstico.
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Retirado do livro Amor Lテュquido de Zygmunt Bauman
Veja tambテゥm Amor Lテュquido 1 , 2 , 3 , 4

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Faテァa o que eu faテァo…

Nテ」o faテァa o que eu falo….

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