Benjamin Button da dicas para 2010.

Veja as dicas neste pedaço do filme legendado…(apenas 1:24)  Se gostou compartilhe com os amigos…

Bom 2010 a todos. Que este seja um ano de Menos informação e Mais experiência.

O Trailer do Filme, para os que ainda não assistiram

Dr. House na terapia

drhouse

Sabe aquele filme, que te deixou pensando semanas, e que eventualmente te fez até mudar algo em relação a  sua vida ? Pois é, acabo de me encontrar com algo assim, mas não é um filme e sim o episódio de uma série.

Para quem não conhece, Dr House é uma série que tem como personagem principal um médico extremamente inteligente, sarcástico, egocêntrico, narcisista etc, que com sua equipe faz o diagnóstico de doenças extremamente raras de seus pacientes. Os Críticos da série dizem que a receita é sempre a mesma, e pode se resumir em:

  1. Acontece algum ataque com algum futuro paciente
  2. House e sua equipe lutam o episódio inteiro para descobrir qual é a doença rara em questão
  3. La para o final, House tem um momento de epifania
  4. O paciente geralmente sobrevive e final feliz.

Realmente a maioria dos episódios podem ser sintetizados dessa forma, mas isso seria como tentar resumir um livro em 4 tópicos apenas. São os detalhes que fazem desta uma série  acima da média, mostrando a humanidade e a complexidade dos personagens e, principalmente e estranhamente, do megalomaníaco  House (em um dos episódios, ele até disputa com Deus).

No começo desta temporada, a sexta, House se interna num instituto psiquiátrico para resolver seu drama com um vício em analgésicos. Você não precisa ter assistido as temporadas anteriores para entender este episódio. Nele House, como nunca antes na série, lida com suas dores e dilemas, chegando a fazer terapia no meio do episódio. Ai que esta a grandeza deste episódio: Os dilemas do House são dilemas universais. Tenho certeza que se assistir, você será tocado.

Existem vários caminhos para você baixar este episódio

  • Se você possui orkut clique aqui
  • Se não, clique aqui

Que tal um “trailer”?

Uma música da trilha que adorei

Moska na sua sopa

“… não sou apaixonado pelo popular. Porque esse popular dá a entender que essa música deva ser feita para agradar ao povo. Essa palavra sugere que você entre num esquema, num padrão de canção de letras de fácil acesso, e que continue mantendo aquilo que não pode permanecer, que é justamente a relação do povo com a arte. A arte não é permanência nunca. E hoje em dia há uma confusão. As pessoas acham que fazer arte é dar o que elas esperam, e, na minha opinião, elas esperam muito pouco.”

Uma entrevista do cantor Paulinho Moska, feito pela jornalista Patrícia Palumbo, retirado do livro “Vozes do Brasil”
paulinho5lp

Vamos começar falando da sua vontade de conceituar novamente a MPB, a música popular brasileira.

Nessa sigla, o meu grande problema é a palavra “popular”. É um problema mais matemático, e o meu problema com a matemática é uma grande paixão. Eu só interfiro naquilo por que me apaixono, entende? Sou apaixonado por música, sou apaixonado pelo Brasil, não sou apaixonado pelo popular. Porque esse popular dá a entender que essa música deva ser feita para agradar ao povo. Essa palavra sugere que você entre num esquema, num padrão de canção de letras de fácil acesso, e que continue mantendo aquilo que não pode permanecer, que é justamente a relação do povo com a arte. A arte não é permanência nunca. E hoje em dia há uma confusão. As pessoas acham que fazer arte é dar o que elas esperam, e, na minha opinião, elas esperam muito pouco.

Como você vê a riqueza da música brasileira, a diversidade que segue na direção contrária à massificação?

O público não tem esse leque de opções e, por isso, acaba consumindo aquela mesma coisa. Os meios de comunicação se alimentam disso e se justificam dizendo que estão vendendo aquilo que o povo gosta. Alegam isso para não tocar outras músicas, não divulgar trabalhos que não são imediatamente vendáveis. Isso é um grande erro, porque cada artista, cada obra de arte, forma um povo. Uma obra de arte é uma proposta estética e ética. Uma verdadeira obra de arte é aquela que não está presa a esses padrões de permanência. Quando alguém propõe uma coisa diferente, ela é assimilada por esse mesmo povo que é chamado de ignorante.

E é aí que entra o seu conceito da máscara?

Exatamente, vamos “deleuziar” agora. Em certo momento da minha vida, por intuição, eu soube que tinha que sofisticar a minha música. Foi quando tive a oportunidade e a sorte de participar de um grupo de estudo sobre Gilles Deleuze, um filósofo francês. 0 grupo era coordenado por Cláudio Ulpiano que, mais do que filosofia, me ensinou a pensar.

Em que momento da sua carreira isso aconteceu?

Foi entre o Vontade e o Pensar é fazer música. Bom, deixei o Inimigos do Rei e gravei um disco de rock, porque naquele momento era o melhor veículo para o meu grito. Na época, estava surgindo o Nirvana, e ouvi nesse movimento de Seattle um grito estético que havia muito tempo o rock não soltava.

Você precisava dessa atitude para se posicionar?

Eu precisava de uma atitude para sair e dizer: “A minha relação com a música não é só de ser engraçado e de fazer o que fiz até agora’. Utilize rock com muita felicidade, era o que eu queria fazer na época. Mas depois comecei a ver meu nome ser atrelado à palavra “roqueiro”, e isso me incomodou muito. Eu havia saído do Inimigos para deixar de ser o irreverente, o engraçadinho, mas tinha recebido outro rótulo. Então. desde a divulgação do Vontade, já comecei a dizer que não era roqueiro. que era músico, compositor, artista, e que não queria rótulos. E só agora, depois de cinco discos, é que isso foi realmente assimilado. As entrevistas agora começam assim: “Ah, você realmente é um camaleão!” Fico muito orgulhoso porque foi essa foi uma briga que realmente comprei. 0 Pensar é fazer música, que é um disco posterior ao grupo de estudos de filosofia, é obviamente sobre filosofia e autoconhecimento.

0 cd fecha com essa vinheta “Pensar é fazer música”…

É, tem essa vinheta no final, e as fotos são inspiradas nos auto-retratos

do Egon Schiele. As canções são todas de autoquestionamento: falam sobre as questões do tempo, do espaço, do eu, da essência. Tem a música “Camaleão” e outra chamada “Último dia”, que talvez seja a canção que mostra, de forma mais banal, a minha proposta. Ninguém passou incólume por essa letra.

É verdade. É impossível não perguntar a si mesmo: “E se só me restasse este dia?”

Na verdade, esse talvez seja o grande motivo pelo qual escrevo, o famoso “e eu?” Acho que o meu maior prêmio é ler os e-mails que me mandam e perceber neles que as pessoas perguntaram a si mesmo: “E eu?” Esse cara entrou na viagem que eu propus. Porque a minha estética de letras e de música não é uma estética pop star. Não estou numa posição melhor, não estou dizendo: “Venham atrás de mim”. O meu maior motivo é fazer que as pessoas passem por uma transformação. Então, quando alguém escuta uma música e depois me escreve dizendo que aquilo o fez pensar, esse é meu maior orgulho.

É o sucesso para você?

Isso é o sucesso. Saber que uma, duas, três pessoas perceberam na sua música um ingrediente para fazer um prato novo. Os temperos são os mesmos, mas a gente pode misturá-los de maneira diferente e mudar sua imagem da vida, sua relação com o mundo, sua própria imagem o tempo inteiro. Sou extremamente obsessivo com essa idéia, e talvez isso me force a mudar sempre. Estou mudando de cara, as pessoas me falam: “Pó, você mudou de novo?” Eu respondo: “Mudei para continuar a ser o mesmo!”

Poema em Linhas bem Tortas

PS. Os erros estão depois dos créditos

Um homem precisa viajar. Por sua conta.

“… Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Amyr Klink

Tudo O que Eu Sempre Sonhei

Mais bobagem, quanta amargura,
Eu já sei que a vida é dura, agora é pura questão de
se acostumar,
Basta ter coragem e finura,
E o jogo de cintura, aprendi do dia-a-dia, bar em
bar…

Pullovers -- Tudo o que sempre sonhei

Pra que reclamar se tem conhaque?
Se na tevê tem um craque, e o meu timão só entra pra
ganhar…
Pra que imitar Chico Buarque?
Pra que querer ser um mártir, se faz parte do momento
se entregar…

Fonte: Musica de Bolso

O fim da GM, por Michael Moore

michaelll

Leia estes  3 parágrafos… acho que vai convence-lo a ler o resto…

Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.

Ontem, a último sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.

Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint – Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.

Aqui começa o texto

Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.
Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?

É com triste ironia que a empresa que inventou a “obsolescência programada” – a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os “inferiores” carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para “melhorar” sua produtividade a curto prazo.

No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.

Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.

Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei – quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.

Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?

Já que a GM será “reorganizada” pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme “Roger & Eu”, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:

1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.

Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.

As coisas que chamamos de “carros” podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas “coisas” irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.

A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão “chupando até o caroço”. E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.

Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.
Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.

2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.

3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.

4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.

5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.

6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos – isso não é verdade)

7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.

8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.

9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.
Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.

Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.

Ontem, a último sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.

Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint – Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.

A visão dos estudantes gringos

Uma idéia muito legal, barata e impactante

Quero fazer isto com universítarios brasileiros… vamos ver…

Musica bem legal tbm…

João Moreira Salles peitando Jack Bauer

24horas

João Moreira Salles falando da relação da série 24 horas e a tortura no Iraque

Interessante é que na temporada atual da série, o personagem tem sido questionado pelo governo sobre seus métodos.

Voltando a ativa…

Como é que faz pra sair da ilha? Pela ponte, pela ponte...

Como é que faz pra sair da ilha? Pela ponte, pela ponte...


Depois de um ano…

Voltando a ativa com uma pequena reforma no porque fazer Outravia…

Vide Outravia…cuma?

Espero que gostem…

Outravia, menos informação, mais experiência.

Me apaixonei e fui cantada pelo psicanalista.

shrink

Oi Caio,

Neste momento tento entender o que está acontecendo comigo, vou tentar resumir um pouco para se você puder me ajudar.

Procurei no seu site, mas não encontrei nada parecido com o que estou vivendo.

Estou fazendo terapia há um ano. O motivo principal deu ter parado num consultório de psicanálise foi porque eu estava fazendo um curso de direito e comecei a questionar se eu teria vocação para exercer a profissão…

Estava (e estou cansada de tudo), teve momentos que eu não queria nem sair da cama, parei com o curso e minha vida se resume em trabalhar e ir pra casa descansar… Ainda estou com dúvida sobre o curso.

Procurei ajuda e conheci o psicanalista em questão.

Nas primeiras sessões eu chegava desesperada, só chorava, e ele sempre muito profissional me atendia com amor. Houve uma época que eu não podia pagar pela consulta, e ele ofereceu a me cobrar, acho que fui criando um laço com ele. Ele é bem mais velho, acho que tem mais de 40, mas não aparenta a idade que tem, é muito bonito, fala muito bem (o que na profissão que ele exerce é de se esperar). Eu tenho 26.

Estou criando coragem pra te dizer isto porque antes da sua resposta não vou tomar nenhuma atitude…

Ele sempre me pergunta se eu estou namorando, eu digo que não, e não tenho ninguém mesmo; na verdade tem mais de 4 anos que não me relaciono afetivamente com nenhum homem, nem beijo rola; quando penso no cheiro de um homem me dá nojo; quando beijo, no inicio gosto, mas depois tenho nojo; não sou lésbica, sinto atração por homens, mas vezes acho que não preciso de um homem para me sentir feliz, completa; nunca tive um namoro sério, ou seja que durasse mais de 06 meses (isso eu não disse ao terapeuta ainda).

Certa vez ele me perguntou se eu era virgem e eu disse que sim, ele riu e perguntou se isso me incomodava; eu disse que não tenho problemas com minha virgindade, só que quando digo ninguém acredita.

Sabe moro no interior e por mais que os tempos tenham mudado, aqui virgindade ainda é tratada como um prêmio.

Fui molestada por um amigo do meu pai quando criança e por um primo também, (acho tecnicamente que sou virgem); e somente o médico sabe e me disse que meu trauma vem daí; sei lá… eu não entendo de psicanálise.

Às vezes não entendo o que ele fala. Ele sempre me elogia, diz que eu sou linda… Ele fez isso desde a primeira consulta, no fundo sei que é para melhorar minha auto-estima, pois, fui diagnosticada com depressão…

Ele me disse alguma coisa sobre sadismo e masoquismos, que eu estava me vingando dos meus pais por ter me sentido desprotegida, e com isso eu me punia também.

Sei que ele é ético, disso eu não tenho dúvida, mas estou cada vez mais me sentindo atraída por ele, já sonhei que estava fazendo sexo com ele, e sonhei também que tinha conhecido a esposa dele e que no sonho eu a admirei e senti um amor profundo por ela. Ele sempre fala da esposa dele, a elogia muito, a conheço por fotografia, mas não quero conhecê-la pessoalmente. Quando estou longe dele penso nele como HOMEM, mas quando vou às consultas o vejo como meu pai, sinto um carinho profundo por ele, sinto vontade de abraçá-lo.

Isso aconteceu uma vez quando eu contei que tinha sido molestada, chorei muito, por vergonha, nojo, medo, enfim… Ele veio e me abraçou e eu senti conforto nos braços dele. Sei que não o amo, mas não entendo o porquê desses sentimentos e tenho medo que isso passe a se tornar uma obsessão na minha vida.

Às vezes vou ao consultório só para vê-lo, eu acho que ele percebe, mas eu não demonstro. Teve uma consulta que ele disse umas palavras que me deixaram desconcertada: Ele disse desde a primeira vez que me viu que sentiu atração por mim… Eu fiquei pálida, não soube o que responder e, então, eu pensei: será que não era imaginação da minha? Será que aquilo era verdade? Então eu disse que não estava entendendo, ele riu me disse que tinha dito aquilo pra me mostrar o pavor que eu tenho quando um homem tenta se aproximar de mim.

Acho ele lindo, experiente, inteligente, tudo que me atrairia em um homem se ele fosse livre, mas ele não é; ele diz que é apaixonado pela esposa dele; só que eu só fico pensando nele…

E é por isso que busco sua ajuda, pelo que estou lendo no seu site, sei que você é uma pessoa ética e acima de tudo temente a Deus.

Por favor, me ajude!

Devo contar a ele o que sinto para que ele me oriente como lidar com esse sentimento ou não conto e deixo de fazer terapia. Não tenho coragem de dizer isso a ele. E só vou tomar uma atitude quando obtiver uma orientação sua. Sei que você é muito experiente e se tivesse acontecendo com você, você saberia lidar com isso; mas tenho medo de procurar outro terapeuta e ter que contar toda minha história novamente.

Por favor, me ajude!… – e ore por mim!

Resposta:

Minha querida amida no Senhor: Graça e Paz!

Primeiro comecemos pela razão de sua carta: seu sentimento de transferência de afetos para o psicanalista; e a aparente assimilação que ele fez do que para ele você transferiu como carência.

O fato é este:

Você é jovem e bela. Ele é homem. Fala da mulher com possível sinceridade, ou, também, quem sabe, para manter a “isenção” e ou a “proteção”.

Mas quando diz sempre que você é bela, e quando insiste em elevar sua auto-estima pela via do galanteio, ele quebra todos os princípios da psicanálise e envereda pela dúbia vereda da psico-cantada.

Parêntese: Nem Freud e nem Jung estiveram livres disso. Tiveram seus vários problemas nessa área.

Ora, quando ele disse que se sentia “atraído por você”, era isto mesmo o que ele estava dizendo.

Aliás, há muito que ele sabe que você fez a “transferência” e que você está nas mãos dele… — e isso o “excitou”.

Ao ver você corada de vergonha e desejo… — ele só viu o “corado do rosto”, e temeu! Por isso, saiu com essa de que era um “teste para você ver como se sente em relação aos homens”. Porém, ele sabe que se você tivesse dito: “Ah! Eu me sinto do mesmo jeito. O que a gente faz com isso?” — você estaria agora me contando não o que não aconteceu, mas sim como havia acontecido e como você estaria apaixonada por ele, etc. e tal.

Só não “rolou” porque você corou de vergonha e susto. Do contrário, o psicanalista estaria fazendo terapia sexual com você, na qual ele seria o médico, o remédio, a consulta e o fisioterapeuta sexual. E você… Ah! Você sempre será o experimento!

Desculpe, mas esta é a verdade; e se ele é bom só Deus sabe; no que me concerne, ele é apenas esperto e dissimulado.

Eu fico sempre muito irritado com médicos, psicanalistas, pastores, conselheiros, psicólogos, professores, padres, etc. — que usam a fragilidade das pessoas, a confiança, e a proteção do consultório e da profissão, a fim de darem essas cantadas covardes.

É covardia, manipulação e abuso!

Transferência de afetos do paciente para o terapeuta é algo comum de acontecer. É quase impossível, em certas circunstancias como a sua, que tal não aconteça.

Mas o psicanalista ou psicólogo sério, vê, discerne, encaminha na direção certa, sem alarde, e, fala no assunto apenas se o paciente avançar com proposições…

Ora, em tal caso, o profissional explica o fenômeno; e diz que a pessoa não está apaixonada por ele, mas sim pelo significado dele na vida da pessoa, dada a fragilidade e a carência [estou simplificando pra você entender]. E pronto. Pára aí. E se a pessoa insistir, o próprio profissional a transfere apara outro; pois, se a “transferência afetiva” permanece e se cronifica, nenhum tratamento dá certo.

No seu caso, infelizmente, o terapeuta se encheu de desejo pela virgem molestada e que tem nojo de homem, mas que se apaixonou por ele!

É uma lisonja para ele!

Assim, lamento informar, mas seu terapeuta deseja você, já disse isso a você, sabe de você por ele, e, na hora própria, ele espera ceifar…

Se você quiser transar com ele, então fique sendo paciente dele. Mas, também, prepare-se para enlouquecer e ficar mil vezes pior de tudo!

Portanto, mude de terapeuta. Sim! Mude e conte tudo de novo para outra pessoa. Por que você não procura uma mulher? Não é segurança total [já atendi mulheres carentes que se apaixonaram e tiveram casos com a psicóloga, e que por pouco não piraram de vez...], mas elimina bastante esse risco que é fruto da doença-carência de ambos — do paciente e do terapeuta.

Minha tristeza é que o mundo está tão doente que ninguém sabe mais nem mesmo aonde o jaleco de médico, professor… [ou seja lá o que for...], corresponde à atitude profissional que se espera do sujeito fantasiado de doutor.

Quanto ao seu nojo de homem, não se grile. O psicanalista serviu para uma coisa: mostrar definitivamente que seu nojo de homem é seletivo, e que, de fato, você apenas não encontrou alguém que a emocionasse… Até agora.

Sim! O fato de você ter sido molestada deixa marcas; mas, sinceramente, não creio que em você elas sejam tão profundas assim…

Os aspectos psicológicos de seu sentir são importantes, mas, creia: você é bem menos problemática do que imagina; e, tendo boa ajuda, ajuda isenta, simples e direta, você se ajeita interiormente rapidinho.

Não busque num homem o que seu coração só encontra em Deus!

O fato de o Psicanalista virar deus para o paciente também explica essa sua vontade de confiar…

Sua grande carência, todavia, é carência de Deus!

Leia o site e busque encher sua vida com fé e discernimento. Vá lendo… Sempre. E mais: relaxe!

Se você confiar e relaxar, creia: tudo irá para o seu próprio lugar!

É isto que por hora tenho a lhe dizer!

Receba meu carinho e orações!

Nele, que nunca usou ninguém, mas apenas serviu os que poderia usar,

Caio Fabio
Fonte aqui

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A Memória da água

Telê Santana era técnico do São Paulo e Faustão, na época repórter de campo da turma de Osmar Santos na Rádio Globo, acompanhava o mestre durante o dia todo da decisão da Copa Libertadores.

Depois de uma vitória suada, o então radialista comentou com o técnico nos vestiários, apontando para os jogadores no chuveiro:

– Eles podem lavar a alma com a sensação de dever cumprido!

Ao que Telê acrescentou, falando mais alto com as mãos em concha para os jogadores ouvirem:

– Mas quando eu jogava no Fluminense, pra passar sabão eu desligava o chuveirooooo!

É… além disso, quando eu e Telê éramos crianças, fosse nas Gerais, fosse no recôncavo da Bahia, o cara só tomava banho quente quando estava doente.

A própria torneira, esse recurso magnífico da civilização, eu só conheci já adolescente, em Salvador. Abrir uma torneira pela primeira vez foi uma emoção inesquecível: um jorro de água, ali, imediato-farto-ininterrupto, uma fonte trazida para dentro de casa e, torcendo duas vezes para a direita, pronto: a fonte voltava para o nascedouro, no pé de alguma montanha distante; a casa, normal, como se nada tivesse acontecido. Olha, a gente podia ser ridículo aos 13 anos, mas era levado a pensar profundamente nas coisas que a modernidade engendra.

Quando cheguei a São Paulo em 1965, para fazer Arena Conta Bahia, eu e Caetano nos hospedamos num hotel da avenida Rio Branco e na hora do banho fiquei
surpreso porque o chuveiro não tinha água normal, quer dizer, água fria.

– Rapaz, eu não estou doente, pra tomar banho quente.

Mesmo em Salvador, durante o colégio e a universidade, morando na pensão de Iolanda, a temperatura da água era a do encanamento. Na infância mesmo, nem encanamento.

Certa manhã meu pai me encontrou lavando o rosto numa pequena bacia de água morna e falou, rincalhão:

– Meu filho, agora que você está resfriado, pode ser. Quando sarar, volte para a água fria. Não é por gastar lenha, é que com água morna todo dia você fica muito fraco,
acaba virando um menino amarelo!

Meu pai não era de fazer economia à custa de nossos pequenos confortos, mas naquele tempo a vida diária era permeada por um respeito tácito para com o universo e
a finitude de seus recursos.

Creio que o tom da voz de Telê Santana tinha mais a ver com aquele mundo-universo-integrado do meu pai. Esse sentimento tem voltado muito ao meu coração nos dias de hoje.

Entre os confortos fantásticos da vida moderna há coisas soberbas como a luz elétrica, o carro com ar refrigerado, o sorvete; e me causa profunda admiração o pão quente encontrado na padaria de manhã cedo, todos os dias da semana, chova ou faça sol. Se Nabucodonosor comesse um pão tão bom como o que se come hoje, se ele tivesse um luxo desses lá na Babilônia, talvez não fosse tão fissurado em conquistas e guerras.

Água potável também a gente encontra hoje em todo lugar. Passar sede é quase uma expressão esquecida, mas antigamente muito levada em conta pois uma pessoa
poderia fazer uma viagem de mês e meio pelas brenhas do sertão imenso, passando simplesmente a água e pão.

Atualmente, a vida comum mais proverbial é cheia de prazeres e confortos.

Quanto a mim, já uso água quente até pra lavar as mãos, a qualquer momento, em hotéis, na casa alheia, na minha casa. Desfrutamos essa fartura com total indiferença.

Vai ver por isso é que as vozes do ponta-direita do Fluminense e de meu pai, Éverton, voltaram a soar, como sinos de Combray, depois de muitos anos de uma vida voraz e dissipada.

A tal torneira de água quente, por exemplo, é sempre mais quente do que se pode suportar. E o danado do aquecedor elétrico, lá debaixo da pia, só pode ser regulado pelo volume de água que a gente faz correr. Ah… eu me sentia muito mal de ver toda aquela aguaria jogada fora e lá me voltavam as vozes do pai e do ponta-direita.

Ocorreu-me fazer um cálculo e concluir que, com os dois banhos diários – sem desligar o chuveiro pra passar sabão –, mais as descargas do vaso sanitário, mais a lavagem da roupa, mais o cozimento de duas refeições, mais saciar a sede, assim pelo alto e esquecendo vários itens, eu consumia cerca de seis latas de água por dia. O que daria 120 litros. Nossa! Imaginei visualmente um tanque de 120 litros no meio da sala e me assustei.

Bem, a recomendação de Telê Santana era difícil de seguir porque, em São Paulo, fechar o chuveiro pra passar sabão dá um frio danado. Mas verifiquei que com a janela do banheiro fechada, fechando também a porta e a cortina do box, o ambiente se mantém morno por tempo suficiente pra passar sabão e até cantar uma boa Traviata.

Já para a torneira de lavar as mãos, depois de alguns estudos, vi que a melhor solução era abri-la um tempo para esquentar e fechá-la de repente para interromper o aquecedor. Como o próprio recipiente dela guarda uma quantidade razoável de água aquecida, é fácil tirar o sabão deixando escorrer bem devagar essa água que, com a interrupção anterior do jorro, permanece morna lá dentro. O novo cálculo me deu uma diferença de 60 litros: a metade.

Puxa! Afinal de contas, nós somos uma espécie que sabe fazer cálculos, o que pode afastar
bastante certas arrogâncias. O fato é que agora sinto muita alegria toda vez
que me lembro do meu pai ou do ponta-direita.

Tom Zé

Fonte Revista Piauí, Conheça!!

His Truth is Marching On – Mike Dought

Estou fodidamente esfomeado por amor
Eu preciso profundamente sentir conectado com o infinito
Eu quero o alimento
Eu preciso beber isso com água, e isto ira me sustentar

Esperança vã?

I Was Hoping
Alanis Morissette
Eu esperava, eu esperava que pudéssemos curar um ao outro
Eu esperava, eu esperava que pudéssemos ser inexperientes juntos

Não Deu
Djavan

Eu sonhei viver
Com você assim
Tudo até o fim
E no frio te proteger
E te ver dormir
E ali ficar
Vivendo pra você
Melhor viver
De Deus usar a mão
Te puxar pra lugar seguro
Sempre que precisar
Estar aqui pra te atender
Te ouvir, te aconselhar, discutir
Te livrar do escuro
De um mundo real
Mas não deu,
Que mal…

Oh My God – Jars of Clay

Todas as vezes que tive que ceder
Bebês debaixo de seus berços
Hospitais que não podem cuidar das feridas que o dinheiro causa
Todo o conforto das catedrais
E o choro das crianças sedentas, esta é a nossa herança