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	<title>Outravia &#187; Relacionamento</title>
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		<title>Me apaixonei e fui cantada pelo psicanalista.</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 21:42:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://outravia.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/shrink.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1080" title="shrink" src="http://outravia.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/03/shrink.jpg" alt="shrink" width="490" height="200" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">Oi Caio,</p>
<p>Neste momento tento entender o que está acontecendo comigo, vou tentar resumir um pouco para se você puder me ajudar.</p>
<p>Procurei no seu site, mas não encontrei nada parecido com o que estou vivendo.</p>
<p>Estou fazendo terapia há um ano. O motivo principal deu ter parado num consultório de psicanálise foi porque eu estava fazendo um curso de direito e comecei a questionar se eu teria vocação para exercer a profissão&#8230;</p>
<p>Estava (e estou cansada de tudo), teve momentos que eu não queria nem sair da cama, parei com o curso e minha vida se resume em trabalhar e ir pra casa descansar&#8230; Ainda estou com dúvida sobre o curso.</p>
<p>Procurei ajuda e conheci o psicanalista em questão.</p>
<p>Nas primeiras sessões eu chegava desesperada, só chorava, e ele sempre muito profissional me atendia com amor. Houve uma época que eu não podia pagar pela consulta, e ele ofereceu a me cobrar, acho que fui criando um laço com ele. Ele é bem mais velho, acho que tem mais de 40, mas não aparenta a idade que tem, é muito bonito, fala muito bem (o que na profissão que ele exerce é de se esperar). Eu tenho 26.</p>
<p>Estou criando coragem pra te dizer isto porque antes da sua resposta não vou tomar nenhuma atitude&#8230;</p>
<p>Ele sempre me pergunta se eu estou namorando, eu digo que não, e não tenho ninguém mesmo; na verdade tem mais de 4 anos que não me relaciono afetivamente com nenhum homem, nem beijo rola; quando penso no cheiro de um homem me dá nojo; quando beijo, no inicio gosto, mas depois tenho nojo; não sou lésbica, sinto atração por homens, mas vezes acho que não preciso de um homem para me sentir feliz, completa; nunca tive um namoro sério, ou seja que durasse mais de 06 meses (isso eu não disse ao terapeuta ainda).</p>
<p>Certa vez ele me perguntou se eu era virgem e eu disse que sim, ele riu e perguntou se isso me incomodava; eu disse que não tenho problemas com minha virgindade, só que quando digo ninguém acredita.</p>
<p>Sabe moro no interior e por mais que os tempos tenham mudado, aqui virgindade ainda é tratada como um prêmio.</p>
<p>Fui molestada por um amigo do meu pai quando criança e por um primo também, (acho tecnicamente que sou virgem); e somente o médico sabe e me disse que meu trauma vem daí; sei lá&#8230; eu não entendo de psicanálise.</p>
<p>Às vezes não entendo o que ele fala. Ele sempre me elogia, diz que eu sou linda&#8230; Ele fez isso desde a primeira consulta, no fundo sei que é para melhorar minha auto-estima, pois, fui diagnosticada com depressão&#8230;</p>
<p>Ele me disse alguma coisa sobre sadismo e masoquismos, que eu estava me vingando dos meus pais por ter me sentido desprotegida, e com isso eu me punia também.</p>
<p>Sei que ele é ético, disso eu não tenho dúvida, mas estou cada vez mais me sentindo atraída por ele, já sonhei que estava fazendo sexo com ele, e sonhei também que tinha conhecido a esposa dele e que no sonho eu a admirei e senti um amor profundo por ela. Ele sempre fala da esposa dele, a elogia muito, a conheço por fotografia, mas não quero conhecê-la pessoalmente. Quando estou longe dele penso nele como HOMEM, mas quando vou às consultas o vejo como meu pai, sinto um carinho profundo por ele, sinto vontade de abraçá-lo.</p>
<p>Isso aconteceu uma vez quando eu contei que tinha sido molestada, chorei muito, por vergonha, nojo, medo, enfim&#8230; Ele veio e me abraçou e eu senti conforto nos braços dele. Sei que não o amo, mas não entendo o porquê desses sentimentos e tenho medo que isso passe a se tornar uma obsessão na minha vida.</p>
<p>Às vezes vou ao consultório só para vê-lo, eu acho que ele percebe, mas eu não demonstro. Teve uma consulta que ele disse umas palavras que me deixaram desconcertada: Ele disse desde a primeira vez que me viu que sentiu atração por mim&#8230; Eu fiquei pálida, não soube o que responder e, então, eu pensei: será que não era imaginação da minha? Será que aquilo era verdade? Então eu disse que não estava entendendo, ele riu me disse que tinha dito aquilo pra me mostrar o pavor que eu tenho quando um homem tenta se aproximar de mim.</p>
<p>Acho ele lindo, experiente, inteligente, tudo que me atrairia em um homem se ele fosse livre, mas ele não é; ele diz que é apaixonado pela esposa dele; só que eu só fico pensando nele&#8230;</p>
<p>E é por isso que busco sua ajuda, pelo que estou lendo no seu site, sei que você é uma pessoa ética e acima de tudo temente a Deus.</p>
<p>Por favor, me ajude!</p>
<p>Devo contar a ele o que sinto para que ele me oriente  como lidar com esse sentimento ou não conto e deixo de fazer terapia. Não tenho coragem de dizer isso a ele. E só vou tomar uma atitude quando  obtiver uma orientação sua. Sei que você é muito experiente e se tivesse acontecendo com você, você saberia lidar com isso; mas tenho medo de procurar outro terapeuta e ter que contar toda minha história novamente.</p>
<p>Por favor, me ajude!&#8230; &#8211; e ore por mim!</p>
<p><strong>Resposta:</strong></p>
<p>Minha querida amida no Senhor: Graça e Paz!</p>
<p>Primeiro comecemos pela razão de sua carta: seu sentimento de transferência de afetos para o psicanalista; e a aparente assimilação que ele fez do que para ele você transferiu como carência.</p>
<p>O fato é este:</p>
<p>Você é jovem e bela. Ele é homem. Fala da mulher com possível sinceridade, ou, também, quem sabe, para manter a “isenção” e ou a “proteção”.</p>
<p>Mas quando diz sempre que você é bela, e quando insiste em elevar sua auto-estima pela via do galanteio, ele quebra todos os princípios da psicanálise e envereda pela dúbia vereda da psico-cantada.</p>
<p>Parêntese: Nem Freud e nem Jung estiveram livres disso. Tiveram seus vários problemas nessa área.</p>
<p>Ora, quando ele disse que se sentia “atraído por você”, era isto mesmo o que ele estava dizendo.</p>
<p>Aliás, há muito que ele sabe que você fez a “transferência” e que você está nas mãos dele&#8230; — e isso o “excitou”.</p>
<p>Ao ver você corada de vergonha e desejo&#8230; — ele só viu o “corado do rosto”, e temeu! Por isso, saiu com essa de que era um “teste para você ver como se sente em relação aos homens”. Porém, ele sabe que se você tivesse dito: “Ah! Eu me sinto do mesmo jeito. O que a gente faz com isso?” — você estaria agora me contando não o que não aconteceu, mas sim como havia acontecido e como você estaria apaixonada por ele, etc. e tal.</p>
<p>Só não “rolou” porque você corou de vergonha e susto. Do contrário, o psicanalista estaria fazendo terapia sexual com você, na qual ele seria o médico, o remédio, a consulta e o fisioterapeuta sexual. E você&#8230; Ah! Você sempre será o experimento!</p>
<p>Desculpe, mas esta é a verdade; e se ele é bom só Deus sabe; no que me concerne, ele é apenas esperto e dissimulado.</p>
<p>Eu fico sempre muito irritado com médicos, psicanalistas, pastores, conselheiros, psicólogos, professores, padres, etc. — que usam a fragilidade das pessoas, a confiança, e a proteção do consultório e da profissão, a fim de darem essas cantadas covardes.</p>
<p>É covardia, manipulação e abuso!</p>
<p>Transferência de afetos do paciente para o terapeuta é algo comum de acontecer. É quase impossível, em certas circunstancias como a sua, que tal não aconteça.</p>
<p>Mas o psicanalista ou psicólogo sério, vê, discerne, encaminha na direção certa, sem alarde, e, fala no assunto apenas se o paciente avançar com proposições&#8230;</p>
<p>Ora, em tal caso, o profissional explica o fenômeno; e diz que a pessoa não está apaixonada por ele, mas sim pelo significado dele na vida da pessoa, dada a fragilidade e a carência [estou simplificando pra você entender]. E pronto. Pára aí. E se a pessoa insistir, o próprio profissional a transfere apara outro; pois, se a “transferência afetiva” permanece e se cronifica, nenhum tratamento dá certo.</p>
<p>No seu caso, infelizmente, o terapeuta se encheu de desejo pela virgem molestada e que tem nojo de homem, mas que se apaixonou por ele!</p>
<p>É uma lisonja para ele!</p>
<p>Assim, lamento informar, mas seu terapeuta deseja você, já disse isso a você, sabe de você por ele, e, na hora própria, ele espera ceifar&#8230;</p>
<p>Se você quiser transar com ele, então fique sendo paciente dele. Mas, também, prepare-se para enlouquecer e ficar mil vezes pior de tudo!</p>
<p>Portanto, mude de terapeuta. Sim! Mude e conte tudo de novo para outra pessoa. Por que você não procura uma mulher? Não é segurança total [já atendi mulheres carentes que se apaixonaram e tiveram casos com a psicóloga, e que por pouco não piraram de vez...], mas elimina bastante esse risco que é fruto da doença-carência de ambos — do paciente e do terapeuta.</p>
<p>Minha tristeza é que o mundo está tão doente que ninguém sabe mais nem mesmo aonde o jaleco de médico, professor&#8230; [ou seja lá o que for...], corresponde à atitude profissional que se espera do sujeito fantasiado de doutor.</p>
<p>Quanto ao seu nojo de homem, não se grile. O psicanalista serviu para uma coisa: mostrar definitivamente que seu nojo de homem é seletivo, e que, de fato, você apenas não encontrou alguém que a emocionasse&#8230; Até agora.</p>
<p>Sim! O fato de você ter sido molestada deixa marcas; mas, sinceramente, não creio que em você elas sejam tão profundas assim&#8230;</p>
<p>Os aspectos psicológicos de seu sentir são importantes, mas, creia: você é bem menos problemática do que imagina; e, tendo boa ajuda, ajuda isenta, simples e direta, você se ajeita interiormente rapidinho.</p>
<p>Não busque num homem o que seu coração só encontra em Deus!</p>
<p>O fato de o Psicanalista virar deus para o paciente também explica essa sua vontade de confiar&#8230;</p>
<p>Sua grande carência, todavia, é carência de Deus!</p>
<p>Leia o site e busque encher sua vida com fé e discernimento. Vá lendo&#8230; Sempre. E mais: relaxe!</p>
<p>Se você confiar e relaxar, creia: tudo irá para o seu próprio lugar!</p>
<p>É isto que por hora tenho a lhe dizer!</p>
<p>Receba meu carinho e orações!</p>
<p>Nele, que nunca usou ninguém, mas apenas serviu os que poderia usar,</p>
<p><strong>Caio Fabio</strong><br />
Fonte <a href="http://caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPagina=0352300004">aqui</a></div>
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		<title>His Truth is Marching On &#8211; Mike Dought</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 21:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pensar Vida]]></category>
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		<category><![CDATA[Deus]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou fodidamente esfomeado por amor Eu preciso profundamente sentir conectado com o infinito Eu quero o alimento Eu preciso beber isso com água, e isto ira me sustentar www.youtube.com/watch?v=BwHWnUtoBlQ Related posts:Bola de cristal&#8230; me salve!!! Esperança vã? Hermana Duda &#8211; Jorge Drexler


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou fodidamente esfomeado por amor<br />
Eu preciso profundamente sentir conectado com o infinito<br />
Eu quero o alimento<br />
Eu preciso beber isso com água, e isto ira me sustentar<br />
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		<title>Esperança vã?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 16:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[I Was Hoping Alanis Morissette Eu esperava, eu esperava que pudéssemos curar um ao outro Eu esperava, eu esperava que pudéssemos ser inexperientes juntos www.youtube.com/watch?v=Q_AETR6d40E Não Deu Djavan Eu sonhei viver Com você assim Tudo até o fim E no frio te proteger E te ver dormir E ali ficar Vivendo pra você Melhor viver [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>I Was Hoping</strong><br />
<strong>Alanis Morissette</strong><br />
Eu esperava, eu esperava que pudéssemos curar um ao outro<br />
Eu esperava, eu esperava que pudéssemos ser inexperientes juntos<br />
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<p><strong>Não Deu<br />
Djavan</strong><br />
Eu sonhei viver<br />
Com você assim<br />
Tudo até o fim<br />
E no frio te proteger<br />
E te ver dormir<br />
E ali ficar<br />
Vivendo pra você<br />
Melhor viver<br />
De Deus usar a mão<br />
Te puxar pra lugar seguro<br />
Sempre que precisar<br />
Estar aqui pra te atender<br />
Te ouvir, te aconselhar, discutir<br />
Te livrar do escuro<br />
De um mundo real<br />
Mas não deu,<br />
Que mal&#8230;<br />
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O que não é amor 3</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 23:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://encontrosedesencontros.files.wordpress.com/2007/11/depe3.jpg" alt="" /><br />
<strong>Dependência</strong></p>
<div align='justify'>
.<br />
Outra concepção muito comum sobre o amor é a idéia de que dependência é amor. Trata-se de uma concepção errônea com a qual os psicoterapeutas precisam lidar diariamente. Seu efeito é visto de forma mais dramática quando um indivíduo tenta ou ameaça suicidar-se, ou se toma incapacitantemente deprimido reagindo à rejeição ou separação de um cônjuge ou amante. Essa pessoa diz: &#8220;Não quero, não consigo viver sem meu marido [mulher, namorada, namorado]. Eu o [a] amo tanto!&#8221; E quando eu respondo, como freqüentemente faço, &#8220;Você está errado [a], não ama seu marido [mulher, namorada, namorado] &#8220;, a resposta irritada é: &#8220;Como assim? Acabei de dizer que não posso viver sem ele [ela].&#8221; Eu tento explicar: <strong>&#8220;O que você está descrevendo é parasitismo, não amor. Quando você precisa de outra pessoa para sobreviver, é um parasita dela. Não há escolha nem liberdade envolvida em seu relacionamento. É uma questão de necessidade, e não de amor. O amor é o livre exercício da escolha. Duas pessoas só se amam quando são capazes de viver sem o outro mas escolhem viver juntas.&#8221;</strong><br />
.<br />
Defino a dependência como a incapacidade de experimentar a totalidade ou funcionar adequadamente sem a certeza de que o outro está realmente cuidando de nós. Em adultos fisicamente sadios, a dependência é patológica &#8211; doentia, sempre uma manifestação de uma doença ou falha mental. Deve ser distinguida do que comumente chamamos de necessidades ou sentimentos de dependência. Todos nós &#8211; mesmo quando fingimos para os outros e nós mesmos que não &#8211; temos necessidades e sentimentos de dependência. Todos nós queremos ser mimados, nutridos, cui¬dados por pessoas mais fortes do que nós que realmente se preocupam conosco &#8211; e sem ter que fazer o menor esforço. Não importa o quanto somos fortes, dedicados, responsáveis e adultos, se olharmos atentamente para nós mesmos descobriremos o desejo de que cuidem de nós, para variar. Por mais velhos e maduros que sejamos, buscamos e gostaríamos de ter em nossas vidas figuras maternas e paternas satisfatórias. Mas, para a maioria de nós, esses desejos não são dominantes; não são o tema central de nos¬sa existência. Quando eles realmente dominam nossa vida e ditam a qualidade da nossa existência, temos algo mais do que apenas necessidades ou sentimentos de dependência: somos dependentes. Especificamente, uma pessoa cuja vida é dominada e ditada por necessidades de dependência, sofre de uma desordem psíquica diagnosticada como &#8220;desordem de personalidade dependente passiva&#8221;, talvez a desordem psiquiátrica mais comum.<br />
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Esses indivíduos &#8211; os dependentes passivos &#8211; estão tão ocupados tentando ser amados que não lhes resta energia para amar. São como pessoas esfomeadas, procurando alimento onde podem, e sem ter alimento para oferecer aos outros. É como se fossem vazias por dentro, um poço sem fundo que nunca pode ser totalmente preenchido. Nunca estão &#8220;satisfeitas&#8221; ou têm uma sensação de plenitude. Sempre acham que &#8220;algo está faltando&#8221;. Não suportam a solidão. Devido à sua falta de totalidade, não possuem um verdadeiro senso de identidade e se definem apenas por seus relacionamentos.<br />
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Um operador de prensa de perfuração, trinta anos de idade, extremamente deprimido, veio me ver três dias depois de sua mulher tê-lo abandonado, levando seus dois filhos. Ela já ameaçara ir embora três vezes, reclamando da sua total falta de atenção para com ela e as crianças. Em todas essas vezes ele lhe havia implorado para ficar e prometera mudar, mas sua mudança nunca durava mais do que um dia &#8211; e daquela vez ela cumprira a ameaça. Ele não dormia há duas noites e tremia de ansiedade. As lágrimas escorriam por seu rosto e pensava seriamente em suicídio.<br />
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- Não posso viver sem minha família -, disse, chorando. &#8211; Eu amo muito todos eles.<br />
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- Estou perplexo &#8211; respondi. &#8211; Você me disse que as queixas da sua mulher eram válidas, que nunca fez nada por ela, que só ia para casa quando queria, que não estava interessado nela sexual ou emocionalmente, que ficava meses a fio sem falar com as crianças, que nunca brincava com elas ou as levava a parte alguma. Você não tem relação alguma com as pessoas da sua família, por isso não entendo porque está tão deprimido com a perda de um relacionamento que nunca existiu.<br />
.<br />
- Você não entende? &#8211; ele replicou. &#8211; Não sou nada agora. Nada. Não tenho mulher. Não tenho filhos. Não sei quem sou.<br />
.<br />
Posso não me importar com eles, mas preciso amá-los. Não sou nada sem eles.<br />
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Como ele estava muito deprimido &#8211; tendo perdido a identidade que sua família lhe dava &#8211; marquei uma nova consulta para dois dias depois. Não esperava grandes melhoras. Entretanto, quando ele voltou, entrou no consultório sorrindo alegremente e anunciando:<br />
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- Está tudo bem agora.<br />
.<br />
- Você voltou a viver com a sua família? &#8211; perguntei.<br />
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- Ah, não &#8211; respondeu sorrindo. &#8211; Não tenho notícias deles desde que estive aqui. Mas ontem à noite conheci uma garota no bar que freqüento. Ela disse que realmente gosta de mim. É separada, como eu. Marcamos um novo encontro esta noite. Eu me sinto humano de novo. Acho que não preciso mais me consultar com você.<br />
.<br />
Essas mudanças rápidas são típicas dos dependentes passivos. Não importa de quem eles dependem, desde que haja alguém de quem depender. Não importa qual é sua identidade, desde que haja alguém para fornecê-la. Conseqüentemente, seus relacionamentos, embora pareçam dramáticos em sua intensidade, são na verdade extremamente superficiais. Devido à sua forte sensação de vazio interior e ânsia de preenchê-lo, os dependentes passivos não adiam a satisfação da sua necessidade de outras pessoas.<br />
.<br />
Uma jovem bonita, inteligente e saudável tivera, dos dezesseis aos 21 anos, uma série quase interminável de relacionamentos sexuais com homens invariavelmente inferiores a ela em termos de inteligência e capacidade. Ela passava de um perdedor para outro. Descobrimos que o problema era que não conseguia esperar o bastante para procurar um homem adequado, ou até mesmo escolher entre os muitos homens quase que imediatamente disponíveis. Vinte e quatro horas depois de terminar um relacionamento, paquerava o primeiro homem que conhecia em um bar e comparecia à próxima sessão de terapia tecendo-lhe elogios. &#8220;Sei que ele está desempregado e bebe demais, mas é muito talentoso e realmente gosta de mim. Sei que este relacionamento vai dar certo.&#8221;<br />
.<br />
Mas nunca dava certo. Não só porque ela não sabia escolher, como também porque seguia um padrão de grudar-se no homem, exigindo provas da sua afeição e sua presença constante, recusando-se a ficar só. &#8220;Não suporto estar longe de você porque te amo muito&#8221;, dizia-lhe, mas cedo ou tarde ele se sentia totalmente su¬focado e aprisionado pelo seu &#8220;amor&#8221;. O resultado era uma vio¬lenta explosão, o fim do relacionamento e o recomeço do ciclo no dia seguinte. Esta mulher só conseguiu quebrar esse ciclo depois de três anos de terapia, nos quais passou a apreciar sua própria inteligência e qualidades, a identificar e a distinguir seu vazio e sua ânsia do genuíno amor, a perceber como a sua fome a estava levando a iniciar e manter relacionamentos prejudiciais e a aceitar a necessidade da mais rígida disciplina sobre sua ansiedade para tirar partido dos seus dons.<br />
.<br />
No diagnóstico, a palavra &#8220;passivo&#8221; é usada conjuntamente com a palavra &#8220;dependente&#8221; porque essas pessoas se preocupam com o que os outros podem fazer por elas, e não com o que elas próprias podem fazer aos outros. Certa vez, trabalhando com um grupo de cinco pacientes solteiros &#8211; todos dependentes passivos -, pedi que falassem sobre seus objetivos. Como gostariam de estar dali a cinco anos? De um modo ou de outro, todos responderam: &#8220;Quero me casar com alguém que realmente se importe comigo.&#8221; Ninguém falou em ter um emprego interessante, criar uma obra de arte, contribuir para a comunidade, ser capaz de amar alguém ou até mesmo ter filhos. A idéia de esforço não estava envolvida em seus devaneios; só visualizavam um estado passivo de recepção de afeto. Na ocasião, disse a esses pacientes, como digo a tan¬tos outros: &#8220;Se o objetivo de vocês é ser amados, não vão conseguir.<br />
.<br />
O único modo garantido de ser amado é ser digno de amor, e vocês não podem ser dignos de amor quando seu principal objetivo na vida é ser amados passivamente.&#8221; Isso não significa que as pessoas dependentes passivas nunca façam coisas pelos outros, mas sua principal motivação para fazê-las é consolidar o apego dos outros a elas, garantindo assim sua própria proteção. E quando a possibilidade de afeto do outro não está diretamente envolvida, elas têm grande dificuldade em &#8220;fazer coisas&#8221;. Todos os membros desse grupo acharam extremamente difícil comprar uma casa, separar-se dos pais, arranjar um emprego, deixar um trabalho antigo ou até mesmo dedicar-se a um hobby.<br />
.<br />
No casamento normalmente há uma diferenciação dos papéis dos dois cônjuges, uma divisão de trabalho que costuma ser eficiente. Em geral a mulher cozinha, limpa a casa, faz as compras e cuida dos filhos; o homem tem um emprego, cuida das finanças, apara a grama e faz reparos. Os casais sadios trocam instintivamente de papéis de vez em quando. O homem pode cozinhar uma vez ou outra, passar um dia da semana com os filhos, limpar a casa para surpreender a mulher; ela, por sua vez pode arranjar um trabalho de meio expediente, aparar a grama no aniversário do marido ou cuidar dos cheques e das contas durante um ano. Muitas vezes o casal considera essa troca de papéis um tipo de jogo que traz sabor e variedade para o casamento. É verdade, mas talvez o mais importante (até mesmo quando realizado de maneira inconsciente) seja o fato de esse processo diminuir a dependência mútua. De certo modo, cada cônjuge faz uma espécie de treinamento de sobrevivência para o caso de perder o outro. Para os dependentes passivos, no entanto, a perspectiva de perder o outro é tão assustadora que não conseguem encarar a preparação para isso, ou tolerar um processo que reduziria a dependência ou aumentaria a liberdade do outro. Conseqüentemente, uma de suas características marcantes é que sua diferenciação de papéis é rígida. Em vez de diminuir eles tentam aumentar a dependência mútua, tornando o casamento mais parecido com uma prisão. Ao fazer isso &#8211; em nome do que chamam de amor, mas que na realidade é dependência &#8211; limitam sua própria liberdade e estatura, assim como as do outro.<br />
.<br />
Ocasionalmente, como parte desse processo, os dependentes passivos desistem de habilidades que possuíam antes do casamento. Um exemplo muito comum é a síndrome da mulher que &#8220;não consegue&#8221; dirigir. Na metade dos casos, ela pode nunca ter dirigido; mas na outra metade, algumas vezes após um pequeno acidente, ela desenvolve uma &#8220;fobia&#8221; de dirigir &#8211; em algum ponto após o casamento &#8211; e pára de guiar. O efeito dessa &#8220;fobia&#8221; em áreas rurais e suburbanas, onde moram muitas pessoas, é tornar a mulher quase que totalmente dependente do marido e prendê-lo a ela pela sua incapacidade. Agora ele deve fazer todas as compras para a família &#8211; ou então levá-la para o supermercado. Como em geral esse comportamento satisfaz as necessidades de dependência de ambos, quase nunca os casais o consideram doentio ou ao menos um problema a ser resolvido. Quando sugeri a um banqueiro &#8211; extremamente inteligente em outras questões &#8211; que sua mulher, que subitamente parara de dirigir aos 46 anos devido a uma &#8220;fobia&#8221;, poderia ter um problema digno de atenção psiquiátrica, ele retrucou: &#8220;Ah, não, o médico lhe disse que era por causa da menopausa, e que nada poderia ser feito quanto a isso.&#8221; A mulher se sentia segura sabendo que o marido nunca a deixaria ou teria uma amante, porque estava ocupado demais depois do trabalho, levando-a às compras e transportando os filhos. O marido se sentia seguro sabendo que a mulher nunca o deixaria ou teria um amante, porque não tinha mobilidade para encontrar pessoas quando ele estava longe. Através desse comportamento, os casamentos de dependência passiva podem se tornar duradouros e seguros, mas não ser considerados sadios ou genuinamente amorosos, porque a segurança é obtida à custa da liberdade e o relacionamento serve para retardar ou destruir o crescimento de cada parceiro. Costumo dizer aos casais que &#8220;um bom casamento só pode existir entre duas pessoas fortes e independentes&#8221;.<br />
.<br />
A dependência passiva se origina de uma falta de amor. A sensação de vazio que atinge esses dependentes é um resultado direto da incapacidade de seus pais de satisfazer suas necessidades de afeto, atenção e carinho durante a infância. Na primeira parte desse livro mencionei que as crianças amadas e protegidas com relativa constância durante toda a infância entram na idade adulta com um sentimento profundo de que são valiosas e dignas de amor e, portanto, serão amadas e protegidas enquanto permanecerem fiéis  a si mesmas. Já as crianças que crescem em uma atmosfera em que o amor e o carinho são raros ou estão ausentes, tomam-se adultos sem essa força interior. Em vez disso, têm uma sensação de insegurança, de &#8220;não ter o bastante&#8221;, de que o mundo é imprevisível e frio e de que seu valor e seu direito de serem amadas são duvidosos. Portanto, não é de admirar que essas pessoas sintam necessidade de agarrar o amor, o cuidado e a atenção onde quer que os encontrem, com um desespero que as leva a ter um comportamento manipulador, maquiavélico e sem amor, que destrói os mesmos relacionamentos que tentam preservar.<br />
.<br />
Como também já dissemos na parte anterior, o amor e a discipli¬na caminham de mãos dadas, de modo que pais sem afeto e carinho são pessoas sem disciplina, e quando não conseguem oferecer aos filhos a sensação de que são amados, tampouco lhes oferecem a capa¬cidade de autodisciplina. Assim, a dependência passiva é apenas a principal manifestação de uma desordem de personalidade. Os dependentes passivos não têm autodisciplina. Não estão dispostos ou não são capazes de adiar a gratificação de sua fome de atenção. Em seu desejo desesperado de criar e manter vínculos, deixam de lado a honestidade. Apegam-se a relacionamentos deteriorados quando deveriam renunciar a eles. Mais importante ainda, não se sentem responsáveis por si mesmos. Fazem passivamente dos outros, muitas vezes até dos próprios filhos, a fonte de sua felicidade e realização; portanto, quando não estão felizes ou realizados, basicamente acreditam que os outros são os responsáveis. Por isso estão sempre zangados, sempre se decepcionando com os outros, que na verdade nunca satisfazem suas necessidades nem são capazes de fazê-los felizes. Tenho um colega que costuma dizer: &#8220;A pior coisa que você pode fazer é se permitir ser dependente de outra pessoa. É melhor ser dependente de heroína. Enquanto houver uma dose, ela nunca o decepcionará. Enquanto estiver presente, fará você feliz. Mas se você esperar que outra pessoa lhe traga felicidade, acabará sempre desapontado.&#8221; Na verdade, não é por acaso que a perturbação mais comum que os dependentes passivos manifestam &#8211; além dos relacionamentos &#8211; é a dependência de drogas e álcool. Eles têm uma &#8220;personalidade viciável&#8221;. Viciam-se em pessoas, sugando-as e consumindo-as, e quando elas não estão disponíveis para lhes servir, freqüentemente usam a garrafa, a agulha ou a pílula como substitutos.<br />
.<br />
Em resumo, a dependência pode parecer amor porque faz as pessoas se agarrarem fortemente umas às outras. Mas na verdade não é amor, e sim uma forma de antiamor, que nasce de uma inca¬pacidade dos pais de amar. Uma incapacidade que se perpetua e quer receber em vez de dar; alimenta o infantilismo e não o crescimento. Esforça-se para aprisionar e conter em vez de liberar. Acaba destruindo indivíduos e relacionamentos em vez de fortalecê-los.<br />
.<br />
Trecho retirado do livro <strong>&#8220;A trilha menos percorrida&#8221;</strong> de <strong>M. Scott Peck</strong>
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		<title>O que não é amor 2</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 18:51:47 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://encontrosedesencontros.files.wordpress.com/2007/10/soulmate.jpg" alt="" /></p>
<div align='justify'><strong>0 mito do amor romântico<br />
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<strong>PARA NOS APRISIONAR COM TANTA EFICIÊNCIA NO CASAMENTO,</strong> uma das características da paixão deve ser provavelmente a ilusão de que irá durar para sempre. Em nossa cultura, esta ilusão é alimentada pelo mito do amor romântico, cujas origens remontam à infância, aos nossos contos de fadas favoritos em que a princesa e o príncipe, uma vez unidos, vivem felizes para sempre. <strong>O mito do amor romântico na verdade nos diz que, para cada homem no mundo, há uma mulher que &#8220;nasceu para ele&#8221; &#8211; e vice-versa. Também sugere que só há um homem para uma mulher e uma mulher para um homem, e que esse encontro &#8220;está escrito nas estrelas&#8221;. Quando encontramos a pessoa que nos é destinada, nós a reconhecemos através da paixão. Descoberta aquela que os céus escolheram para nós, a combinação será perfeita: conseguiremos satisfazer todas as suas necessidades e seremos felizes para sempre em perfeita união e harmonia. Mas se essas necessidades não forem satisfeitas, se surgirem atritos e nos desapaixonarmos, ficará claro que cometemos um erro terrível, interpretamos erradamente as estrelas, não formamos o único par perfeito, o que pensávamos que fosse amor não era real ou &#8220;verdadeiro&#8221;, e nada pode ser feito em relação a isso além de vivermos infelizes para sempre ou nos divorciarmos.</strong><br />
.<br />
Embora em geral eu ache que os grandes mitos são grandes exatamente porque representam e incorporam verdades universais (mais tarde examinarei vários desses mitos), o mito do amor romântico não passa de uma terrível mentira. Talvez seja uma mentira necessária, já que garante a sobrevivência da espécie ao encorajar e aparentemente legitimar a experiência da paixão que nos aprisiona ao casamento. Mas, como psiquiatra, lamento profundamente com freqüência pela horrível confusão e sofrimento que ela causa. Milhões de pessoas desperdiçam um bocado de energia tentando desesperada e inutilmente ajustar a realidade de suas vidas à irrealidade do mito. A Sra. A. se submete absurdamente ao marido devido a um sentimento de culpa. &#8220;Eu realmente não o amava quando nos casamos&#8221;, diz. &#8220;Fingia que amava. Acho que o enganei, por isso não tenho o direito de reclamar dele, e devo fazer tudo que ele quer.&#8221; O Sr. B. lamenta: &#8220;Eu me arrependi de não ter casado com a Srta. C. Acho que teria sido um bom casamento. Mas não estava loucamente apaixonado por ela, então achei que poderia não ser a pessoa certa para mim.&#8221; A Sra. D., casada há dois anos, sente-se muito deprimida sem causa aparente, e passa a terapia dizendo: &#8220;Não sei o que há de errado comigo. Tenho tudo que preciso, inclusive um casamento perfeito.&#8221; Somente meses depois ela conseguiu aceitar o fato de que se desapaixonara pelo marido, mas isso não significava que cometera um erro terrível. O Sr. E., também casado há dois anos, começa a sofrer de fortes dores de cabeça à noite e não consegue acreditar que sejam psicossomáticas. &#8220;Minha vida familiar está ótima. Amo a minha mulher tanto quanto no dia em que nos casamos&#8221;, afirma. Mas só se livra de suas dores de cabeça um ano depois, quando consegue admitir que &#8220;Ela me deixa louco, sempre querendo, querendo, querendo coisas sem se preocupar com o meu salário&#8221; e então consegue confrontá-la com sua extravagância. O Sr. E. a Sra. E admitem um para o outro que se desapaixonaram e então infernizam suas vidas sendo infiéis na busca do &#8220;verdadeiro amor&#8221;, sem perceber que o próprio fato de terem admitido que não estão mais apaixonados poderia marcar o início de um esforço em prol do casamento, em vez de seu fim.<br />
.<br />
Mesmo quando os casais admitem que a lua-de-mel acabou, que não estão mais romanticamente apaixonados e ainda são capazes de se comprometer com o relacionamento, continuam apegados ao mito e tentando ajustar suas vidas a ele. Pensam: &#8220;Embora a paixão tenha acabado, se tivermos força de vontade para agir como se ainda estivéssemos apaixonados, talvez o amor romântico volte para as nossas vidas.&#8221; Esses casais valorizam a união. Quando entram em grupos de terapia de casais (que é para onde minha mulher, eu e nossos colegas mais próximos encaminhamos a maioria dos casos sérios) eles se sentam juntos, falam um em nome do outro, justificam os defeitos do outro e tentam se apresentar diante do grupo como uma frente unida, acreditando que essa união será um sinal de relativa saúde matrimonial e um pré-requisito para a sua melhora. Mais cedo ou mais tarde, geralmente mais cedo, temos de dizer-lhes que estão casados demais, unidos demais e precisam estabelecer alguma distância psicológica para começar a trabalhar construtivamente seus problemas. Às vezes é de fato necessário separá-los fisicamente, fazendo-os sentarem-se longe um do outro no círculo do grupo. Repetidamente temos de dizer &#8220;Deixe Mary falar por si mesma, John&#8221; e &#8220;John pode se defender sozinho, Mary, é forte o suficiente para isso&#8221;. No final, se continuam na terapia, todos os casais aprendem que uma real aceitação da individualidade e distinção de cada um é a unica base sobre a qual um casamento maduro pode ser construído e o amor verdadeiro pode crescer.<br />
.<br />
Trecho retirado do livro <strong>&#8220;A trilha menos percorrida&#8221;</strong> de <strong>M. Scott Peck</strong>
</div>


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		<title>Tudo o que precisamos&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 20:50:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Anything -- Kate Earl</strong><br />
Quando você nunca aproveita a chance<br />
então não ha nada que vale morrer<br />
ou mesmo viver para<br />
Mas todo mundo sabe<br />
O dizer&#8230;<br />
<strong>tudo o que vc precisa é amor</strong></p>
<p><strong>Everyday -- Dave Matthews Band </strong><br />
Erga-me, amor, desde o fundo<br />
Até o topo, amor, todos os dias<br />
Não dê importância a insultos ou progressos<br />
Eu vou me arriscar, todos os dias&#8230;<br />
Tudo que você precisa é<br />
Tudo que quer é<br />
<strong>Tudo que precisa é amor.</strong></p>
<p><strong>All You Need Is Love -- The Beatles</strong><br />
Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito<br />
Nada que você possa cantar que não possa ser cantado<br />
Nada que você possa dizer, mas você pode aprender como jogar o jogo<br />
É fácil&#8230;<br />
<strong>Tudo o que você precisa é de amor&#8230;</strong></p>
<p><strong>Anything -- Kate Earl</strong> <em>Aperte o Play</em></p>
<p><br /><img src="http://outravia.com.br/blog/wp-content/plugins/ws-audio-player/img/music.gif" alt="music" />Author insert a music with <a href="http://icyleaf.com/projects/ws-audio-player/">WS Audio Player</a>.<br />(<a href="http://sotao.files.wordpress.com/2007/10/kate-earl-fate-is-the-hunter-06-anything.mp3" />Download</a>) this music.</p>
<p><strong>Everyday -- Dave Matthews Band </strong><br />
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aMBgSfQI49E">www.youtube.com/watch?v=aMBgSfQI49E</a></p></p>
<p><strong>All You Need Is Love -- The Beatles</strong><br />
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=rLxTpsIVzzo">www.youtube.com/watch?v=rLxTpsIVzzo</a></p><br />
<em><br />
<strong>Traduções na íntegra</strong></em></p>
<p><strong>Anything -- Kate Earl</strong></p>
<p>O que tiver que ser, será<br />
Você não pode escapar do seu destino<br />
Então beije a garota e deixe ela saber<br />
Que você faria qualquer coisa<br />
Você faria<br />
Qualquer coisa 2x</p>
<p>O que tiver que ser será<br />
Acontecerá com o tempo, você verá<br />
Então beije o garoto e deixe ele livre<br />
Porque ele faria qualquer coisa</p>
<p>Ele faria<br />
qualquer coisa 2x</p>
<p>Quando você nunca aproveita a chance<br />
Então não ha nada que vale morrer<br />
Ou mesmo viver para<br />
Mas todo mundo sabe<br />
O dizer&#8230;</p>
<p>tudo o que vc precisa é amor<br />
tudo o que vc precisa é amor</p>
<p>Mas vc tem que estar disposto<br />
a dar qualquer coisa<br />
qualquer coisa</p>
<p>Tudo isto acontece de repente<br />
Não era nada antes de vc ir<br />
De ser sozinho e vazio<br />
a pertencer e estar com você<br />
Eu possuo o prazer sincero<br />
sabendo o que significa ser amada</p>
<p>Eu faria qualquer coisa<br />
Eu faria qualquer coisa<br />
qualquer coisa<br />
qualquer coisa</p>
<p><strong>Everyday -- Dave Matthews Band </strong><br />
Todos os dias</p>
<p>Erga-me, oh, do fundo<br />
Até o topo, amor, todos os dias<br />
Não dê importância a insultos ou progressos<br />
Eu me arrisco todos os dias</p>
<p>Da esquerda pra direita<br />
Pra cima e pra baixo, amor<br />
Eu acrescento, amor, todos os dias<br />
Se jogue na lama, oh,<br />
Suje as suas mãos com..<br />
Ame tudo todos os dias</p>
<p>Tudo que você precisa é<br />
Tudo que quer é<br />
Tudo que precisa é amor.<br />
Tudo que você precisa é<br />
O que você quer é<br />
Tudo que precisa é amor.</p>
<p>Erga-me, amor, desde o fundo<br />
Até o topo, amor, todos os dias<br />
Não dê importância a insultos ou progressos<br />
Eu vou me arriscar, todos os dias</p>
<p>Da esquerda pra direita,<br />
Pra cima, pra cima e de dentro pra fora<br />
Lute por amor bom todos os dias<br />
Se jogue na lama, lama<br />
Suje suas mãos, amor<br />
Desista, amor<br />
Todos os dias</p>
<p>Tudo que você precisa é<br />
Tudo que quer é<br />
Tudo que precisa é amor.<br />
Tudo que você precisa é<br />
O que você quer é<br />
Tudo que precisa é amor.</p>
<p>O que você tiver<br />
Derrame sobre mim<br />
O que você tiver<br />
Derrame sobre mim</p>
<p>Tudo que você precisa é<br />
Tudo o que quer é<br />
Tudo o que precisa é amor.<br />
Tudo que você precisa é<br />
O que você quer é<br />
Tudo que precisa é amor.</p>
<p>Todos os dias<br />
Todos os dias<br />
Oh, todos os dias…</p>
<p>Erga-me amor<br />
Eleve-me amor<br />
Erga-me amor<br />
Todos os dias…</p>
<p>Do fundo pra cima, todos os dias<br />
Até o topo, todos os dias<br />
Erga-me amor<br />
Eleve-me amor<br />
Erga-me amor<br />
Todos os dias</p>
<p><strong>All You Need Is Love -- The Beatles</strong><br />
The Beatles</p>
<p>Composição: Lennon/McCartney Tradução Thiago]</p>
<p>Tudo O Que Você Precisa É De Amor</p>
<p>Amor, amor, amor<br />
Amor, amor, amor<br />
Amor, amor, amor<br />
Não há nada que você possa fazer que não possa ser feito<br />
Nada que você possa cantar que não possa ser cantado<br />
Nada que você possa dizer, mas você pode aprender como jogar o jogo<br />
É fácil</p>
<p>Nada que você possa fazer que não se possa fazer<br />
Ninguém a quem você possa salvar que não possa ser salvo<br />
Nada que você pode fazer, mas você pode aprender como ser com o tempo<br />
É fácil</p>
<p>Tudo o que você precisa é de amor<br />
Tudo o que você precisa é de amor<br />
Tudo o que você precisa é de amor, amor<br />
Amor é tudo o que você precisa</p>
<p>Amor, amor, amor<br />
Amor, amor, amor<br />
Amor, amor, amor</p>
<p>Tudo o que você precisa é de amor(Repita isso mais 1 vez)<br />
Tudo o que você precisa é de amor, amor<br />
Amor é tudo o que você precisa</p>
<p>Não há nada que você possa saber que não possa ser conhecido<br />
Nada que você possa ver que não possa ser visto<br />
Nenhum lugar onde você possa estar que não seja onde você quer<br />
estar<br />
É fácil</p>
<p>Tudo o que você precisa é de amor(Repita isso mais 1 vez)<br />
Tudo o que você precisa é de amor, amor<br />
Amor é tudo o que você precisa</p>
<p>Tudo o que você precisa é de amor<br />
(Todos juntos agora)<br />
Tudo o que você precisa é de amor<br />
(Todos)<br />
Tudo o que você precisa é de amor, amor<br />
Amor é tudo o que você precisa<br />
Amor é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Isso é tudo o que você precisa<br />
Sim, ele está morto! (Yes, He´s dead)<br />
Ela te ama, yeah yeah yeah(She loves you, yeah, yeah, yeah)</p>


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		<title>O que não é amor 1</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 20:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensar Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já disse, pacientes que recorrem à psicoterapia invariavelmente se encontram de certa forma confusos quanto à natureza do amor. Isso porque, devido ao seu mistério, há muitas concepções errôneas sobre o amor. Embora este livro não vá roubar-lhe o mistério, espero que seja capaz de esclarecer algumas questões que ajudem a eliminar essas concepções [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://encontrosedesencontros.files.wordpress.com/2007/10/paxao2.jpg" alt="" /></p>
<div align='justify'>
<p>Como já disse, pacientes que recorrem à psicoterapia invariavelmente se encontram de certa forma confusos quanto à natureza do amor. Isso porque, devido ao seu mistério, há muitas concepções errôneas sobre o amor. <strong>Embora este livro não vá roubar-lhe o mistério, espero que seja capaz de esclarecer algumas questões que ajudem a eliminar essas concepções equivocadas que causam sofrimento não só aos pacientes, mas também a todas as pessoas que tentam compreender suas próprias experiências</strong>. Parte desse sofrimento me parece desnecessária, já que essas fantasias do amor poderiam se tornar menos populares através do ensino de uma definição mais precisa do amor. Por isso, decidi começar a explorar a natureza do amor examinando tudo o que ele não é.</p>
<p>A amor não é&#8230;<br />
<strong><br />
&#8220;Apaixonar-se&#8221;</strong></p>
<p>DE TODAS AS CONCEPÇÕES ERRÔNEAS, a mais poderosa e insidiosa é aquela que afirma que a paixão é sinônimo de amor &#8211; ou, pelo menos, uma de suas manifestações. É poderosa, porque a paixão é experimentada subjetiva e intensamente como amor. Quando uma pessoa se apaixona, o que ele ou ela certamente sente é &#8220;eu o amo&#8221; ou &#8220;eu a amo&#8221;. Só que dois problemas se tomam imediatamente visíveis. O primeiro é que a experiência da paixão é especificamente erótica. Não nos apaixonamos por nossos filhos, embora possamos amá-los profundamente. Não nos apaixonamos por amigos do mesmo sexo &#8211; a não ser que sejamos homossexuais -, embora possamos gostar muito deles. Só nos apaixonamos quando temos consciente ou inconscientemente uma motivação sexual. O segundo problema é que a experiência da paixão é invariavelmente temporária. Não importa por quem nos apaixonamos, se o relacionamento durar, cedo ou tarde nos desapaixonaremos. Isso não significa que sempre deixamos de amar a pessoa por quem nos apaixonamos, mas que o êxtase que caracteriza a paixão acaba. A lua-de-mel sempre termina. O romance perde o brilho.<br />
.<br />
Para compreender a natureza do fenômeno da paixão e a inevitabilidade do seu fim, é necessário examinar o que os psiquiatras chamam de fronteiras do ego. Pelo que podemos constatar&#8212;através de evidências indiretas, nos primeiros meses de vida o recém-nascido não distingue entre si mesmo e o resto do universo. Quando move braços e pernas, o mundo se move. Quando tem fome, o mundo também tem. Quando vê sua mãe se movendo, é como se ele estivesse se movendo. Quando sua mãe canta, o bebê não sabe que não é ele quem está produzindo o som. Ele não consegue se distinguir do berço, do quarto e dos pais. O animado e o inanimado são a mesma coisa. Ainda não existe distinção entre &#8220;eu&#8221; e &#8220;você&#8221;. Ele e o mundo são um só. Não há fronteiras, separações. Não há identidade.<br />
.<br />
Com o tempo a criança começa a se experimentar como uma entidade separada do resto do mundo. Quando tem fome, a mãe nem sempre aparece para alimentá-la. Quando quer brincar, nem sempre a mãe está disposta. Então a criança percebe que seus desejos não são ordens para a mãe, que sua vontade é algo distinto do comportamento dela. Começa a surgir uma noção do &#8220;eu&#8221;. Acredita-se que essa interação entre mães e filhos é a base sobre a qual a noção de identidade da criança começa a ser construída. Foi observado que quando a interação entre eles é gravemente perturbada &#8211; por exemplo, quando não há mãe nem uma substituta satisfatória, ou quando a mãe, devido à sua própria doença mental, é totalmente negligente ou desinteressada &#8211; o bebê se toma uma criança ou um adulto cujo senso de identidade apresenta as falhas mais básicas.<br />
.<br />
À medida que o bebê percebe que sua vontade é apenas dele e não do universo, começa a fazer outras distinções entre si mesmo e o mundo. Quando tem vontade de se mover, seu braço balança diante dos seus olhos, mas nem o berço nem o teto se movem. Assim, aprende que seu braço e sua vontade estão ligados, e que portanto seu braço pertence a ele, não é algo externo ou de outra pessoa. Dessa maneira, durante o primeiro ano de vida, aprendemos os fundamentos de quem ou o que somos ou não. No final do nosso primeiro ano, sabemos que o braço, o pé, a cabeça, a língua, os olhos e até mesmo o ponto de vista, a voz, os pensamentos, a dor de barriga e os sentimentos nos pertencem. Conhecemos nosso tamanho e nossos limites físicos. Esse conhecimento é o que chamamos de fronteiras do ego.<br />
.<br />
O desenvolvimento dessas fronteiras é um processo que continua através da infância, durante a adolescência e até mesmo, na idade adulta, mas os limites estabelecidos posteriormente são mais psíquicos do que físicos. Por exemplo, a idade entre dois e três anos é tipicamente um período em que a criança aceita os limites do seu poder. Embora já tenha aprendido que seu desejo não é necessariamente uma ordem para a mãe, ainda se apega à possibilidade de que poderia ser e ao sentimento de que deveria ser. É devido a essa esperança e a esse sentimento que a criança de dois anos geralmente tenta agir como um tirano e autocrata, dando ordens aos pais, aos irmãos e aos animais de estimação como se fossem soldados rasos de seu exército particular, e reagindo com uma fúria real quando não é atendida. Por isso, os pais referem-se a essa idade como &#8220;os terríveis dois anos&#8221;. Aos três anos a criança geralmente se tomou mais tratável e tranqüila como um resultado da aceitação da realidade de sua relativa impotência. Ainda assim, a possibilidade da onipotência ainda é um sonho tão agradável que não pode ser completamente abandonado, mesmo depois de anos de doloroso confronto com a própria impotência. Embora a criança de três anos tenha passado a aceitar a realidade dos limites do seu poder, durante alguns anos continuará ocasionalmente fugindo para um mundo da fantasia em que a possibilidade da onipotência (particularmente a sua) ainda existe. É o mundo do Super-Homem e do Capitão Marvel. No entanto, gradualmente, até mesmo os super-heróis são abandonados. No meio da adolescência os jovens já sabem que são indivíduos, presos aos limites do próprio corpo e poder, cada um deles um organismo relativamente frágil e impotente, existindo apenas através da cooperação de um grupo de semelhantes organizados em sociedade. Dentro desse grupo eles não se distinguem particularmente, mas são separados uns dos outros por suas identidades, fronteiras e limites individuais.<br />
.<br />
É solitário estar dentro dessas fronteiras. Algumas pessoas &#8211; particularmente aquelas que os psiquiatras chamam de esquizóides -, devido a experiências desagradáveis e traumáticas na infância, consideram o mundo exterior irremediavelmente perigoso, hostil, confuso e insatisfatório. Acham que suas fronteiras as protegem e confortam, e encontram segurança na solidão. Mas a maioria de nós acha a solidão dolorosa e deseja fugir da muralha da identidade individual para poder se sentir mais unido com o mundo externo. A experiência de se apaixonar nos permite essa fuga &#8211; temporariamente. A essência do fenômeno da paixão é um súbito colapso de parte das fronteiras do ego de um indivíduo, que lhe permite unir sua identidade à de outra pessoa. A repentina libertação do indivíduo de si mesmo, a explosiva fusão com a pessoa amada e o grande alívio da solidão que acompanham esse colapso são experimentados pela maioria de nós como um êxtase. Nós e a pessoa amada somos um só! A solidão acabou!<br />
.<br />
Em alguns aspectos (mas certamente não em todos), o ato de se apaixonar é um ato de regressão. A experiência de se fundir com a pessoa amada faz eco ao tempo em que estávamos unidos com nossas mães. Junto com a fusão, voltamos a experimentar a sensação de onipotência abandonada na infância. Tudo parece possível! Unidos à pessoa amada achamos que podemos superar todos os obstáculos. Acreditamos que a força do nosso amor subjugará e fará sumir nas trevas as forças da oposição. Todos os problemas serão resolvidos. O futuro será só alegria. A irrealidade desses sentimentos é basicamente a mesma da criança de dois anos que acha que é o rei da família e do mundo, com poderes ilimitados.<br />
.<br />
Assim como a realidade invade a fantasia de onipotência da criança de dois anos, invade a unidade fantástica do casal apaixonado. Mais cedo ou mais tarde, como uma reação aos problemas do dia-a-dia, o indivíduo se reafirmará. Ele quer fazer sexo; ela não. Ela quer ir ao cinema; ele não. Ele quer depositar dinheiro no banco; ela quer uma lava-louças. Ela quer falar sobre seu trabalho; ele quer falar sobre o dele. Ela não gosta dos amigos dele; ele não gosta dos amigos dela. Então os dois, no fundo de seus corações, chegam à terrível conclusão de que eles e a pessoa amada não são um só, que ela &#8211; ou ele &#8211; ainda continuará a ter seus próprios desejos, gostos, preconceitos e momentos diferentes dos seus. Uma a uma, gradual ou subitamente, as fronteiras do ego são restabelecidas &#8211; e eles se desapaixonam. Mais uma vez são dois indivíduos separados. E nesse ponto que eles começam a romper os laços do relacionamento ou dão início ao trabalho que constrói o verdadeiro amor.<br />
.<br />
Ao usar a palavra &#8220;verdadeiro&#8221;, quero dizer que, quando estamos apaixonados, a percepção de que estamos amando é falsa. Nossa sensação subjetiva de amar é uma ilusão. A elaboração plena do verdadeiro amor será deixada para o final desta parte. Contudo, ao afirmar que quando um casal se desapaixona pode realmente começar a amar, também quero dizer que o verdadeiro amor não se origina de uma sensação de amor. Pelo contrário, freqüentemente ocorre em um contexto em que esta sensação está ausente, quando agimos amorosamente apesar de não nos sentirmos amorosos. Se aceitamos a nossa definição inicial do amor, a experiência de &#8220;apaixonar-se&#8221; não é &#8211; pelas várias razões que veremos a seguir &#8211; o verdadeiro amor.<br />
.<br />
Apaixonar-se não é um ato da vontade. Não é uma escolha consciente. Por mais que estejamos abertos ou dispostos, a experiência da paixão ainda pode nos escapar. Por outro lado, podemos passar por ela quando definitivamente não a procuramos, quando é inconveniente e indesejável. Temos a mesma tendência a nos apaixonar por uma pessoa obviamente incompatível quanto por uma absolutamente apropriada. De fato, podemos até mesmo não apreciar ou admirar o objeto da nossa paixão e, por mais que tentemos, não sermos capazes de nos apaixonar por alguém que respeitamos muito e com quem seria desejável ter um relacionamento profundo. Isso não quer dizer que a experiência da paixão seja imune à disciplina. Os psiquiatras, por exemplo, freqüentemente se apaixonam por seus pacientes, assim como seus pacientes costumam se apaixonar por eles, mas devido ao seu papel e dever profissional geralmente são capazes de evitar o colapso de suas fronteiras egóicas e de desistir do paciente como objeto romântico. A luta e o sofrimento da disciplina envolvida podem ser enormes. Mas a disciplina e a vontade só podem controlar a experiência; não podem criá-la. Podemos escolher como vamos reagir à experiência da paixão, mas não a experiência em si.<br />
.<br />
Apaixonar-se não é uma ampliação dos limites ou fronteiras do indivíduo; é seu colapso parcial e temporário. A ampliação dos nossos limites exige esforço; a paixão não. Pessoas preguiçosas e indisciplinadas tendem tanto a se apaixonar quanto as dedicadas e cheias de energia. Depois que o precioso momento da paixão passa e as fronteiras são restabelecidas, o indivíduo pode ficar desiludido, mas geralmente não cresce com a experiência. Já quando os limites são ampliados ou expandidos, eles tendem a permanecer assim. O verdadeiro amor é uma experiência de expansão permanente; a paixão não.<br />
.<br />
O objetivo da paixão não é estimular o crescimento espiritual. Se temos um objetivo em mente quando nos apaixonamos, é o de pôr fim à nossa solidão, e talvez garantir isso com o casamento. Certamente não temos em mente a evolução espiritual. De fato, depois que nos apaixonamos, e antes de nos desapaixonarmos, achamos que chegamos ao ápice e que não há necessidade e possibilidade de ir além. Não sentimos que precisamos de desenvolvimento. Estamos totalmente satisfeitos com o lugar que alcançamos. O nosso espírito está em paz. Tampouco achamos que a pessoa amada precisa de crescimento espiritual. Ao contrário, nós a achamos perfeita, como se tivesse sido aprimorada. Se vemos nela qualquer falha, esta é descartada como insignificante ou como uma excentricidade que só aumenta o seu charme&#8230;<br />
.<br />
Trecho retirado do livro <strong>&#8220;A trilha menos percorrida&#8221;</strong> de <strong>M. Scott Peck</strong>
</div>


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		<comments>http://outravia.com.br/blog/2007/09/casamento-cancelado-faltando-30-dias/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 21:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje venho aqui te contar o meu pior pesadelo&#8230; Dia 15/09 seria nosso casamento, ontem dia 26/08 ele desmarcou tudo. Não disse uma razão palpável, não me deu um motivo&#8230; A cerimônia iria ser como sempre sonhei — com o amor da minha vida, e abençoada por Aquele que sempre nos confortou. Peço sua ajuda [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://encontrosedesencontros.files.wordpress.com/2007/09/casaque.jpg" alt="" /></p>
<div align='justify'>Hoje venho aqui te contar o meu pior pesadelo&#8230;</p>
<p>Dia 15/09 seria nosso casamento, ontem dia 26/08 ele desmarcou tudo.</p>
<p>Não disse uma razão palpável, não me deu um motivo&#8230;</p>
<p>A cerimônia iria ser como sempre sonhei — com o amor da minha vida, e abençoada por Aquele que sempre nos confortou.</p>
<p>Peço sua ajuda para não transformar tanto amor no mais puro ódio.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p><strong>Resposta:</strong></p>
<p>Amada amiga: Graça e Paz!</p>
<p>Só posso agradecer a Deus por ter dado ao moço a coragem de não magoar você o resto da vida, tendo tido a bravura de fazer um “vexame” agora do que fazer uma “tragédia” amanhã — que é o que certamente aconteceria.</p>
<p>“You have got to be cruel in order to be good!” — diz o ditado inglês.</p>
<p>É obvio que ele não queria ser cruel com você para poder ser bom para você.</p>
<p>O que aconteceu é que ele acabou por fazer uma crueldade antes que um dia fizesse uma perversidade; a qual seria, depois de vários filhos, dizer que casou por qualquer razão que não tivesse sido amor da cabeça aos pés.</p>
<p>É claro também que ele não chegou aonde chegou — tanto para quase casar como também para terminar antes de casar — sem certeza e dúvida.</p>
<p>Foi certamente pela admiração, pelo carinho, pela fé, pela amizade e pelo desejo que ele quis casar. Mas certamente foi por ter verificado que carinho não banca casamento; que admiração é fundamental, mas não é o essencial; que amizade é essencial, embora ainda não seja a essência; e que sem desejo todo casamento é uma sala de estar [quando é bom] ou uma UTI [quando é ruim]; mas que, por outro lado, casamento tem que ter bem mais do que apenas desejo — Sim! provavelmente [quase certamente] ele terminou agora por todas essas razões [ou por qualquer que seja a razão], aquilo que já nasceria acabado se ele não tivesse parado antes&#8230;</p>
<p>Agora, sua descrição me angustiou. Veja:</p>
<p>“A cerimônia iria ser como sempre sonhei — com o amor da minha vida, e abençoada por Aquele que sempre nos confortou.”</p>
<p>Ora, ao fim você diz:</p>
<p>“Peço sua ajuda para não transformar tanto amor no mais puro ódio.”</p>
<p>O que você me transmitiu para além das palavras foi o seguinte:</p>
<p>1.         Ele era mais seu sonho do que seu amor. Por isso o ódio pode ser “puro” e o amor foi apenas “tanto”.</p>
<p>2.         Seu sonho o incluiu porque ele era perfeitamente incluível.</p>
<p>3.         Seu grande amor é o seu sonho.</p>
<p>4.         A “cerimônia” [com a ênfase que você deu a ela] mostra o nível de fantasia de sua alma.</p>
<p>5.         Para você a fonte do ódio é dupla: o sonho acabado [por hora] e o que as pessoas dizem: o vexame.</p>
<p>6.         Esse ódio puro ou puro ódio é sentimento de menina apaixonada pelo Castelo, pela corte e pelo Príncipe — nesta ordem.</p>
<p>7.         Seu grande casamento seria com o “seu casamento”, do qual ele [o quase marido] faria parte.</p>
<p>Assim, dou Graças a Deus mais uma vez!</p>
<p>Ora, embora o ideal seja que ninguém chegue tão perto de algo já tão falado e arranjado, a fim de dizer “Eu estava enganado”; ou: “Não vai dar!” — mas ainda é melhor do que jamais.</p>
<p>Entretanto, como diziam os antigos, “antes tarde do que nunca”; pois, se ele não tivesse feito o que fez&#8230;, o relacionamento de vocês que já vinha sendo “salvo pela pregação”, não sobreviveria muito tempo [pois, casamento não deve ter que ser salvo por mensagens de outros] —; e, sendo assim, casando, em pouco tempo, você estaria me escrevendo se queixando dele; depois dizendo que ele estava grosso; depois que ele estava estranho; depois que ele já não procurava você na cama; depois escreveria dizendo que achava que ele estava tendo um caso; e, por fim, que ele estava tendo um caso; então, que ele era um cretino, um canalha, que enganou você tantos anos, e que deveria ter terminado antes de casar, se era para cometer uma calamidade assim.</p>
<p>Então, me diga:</p>
<p>O que você prefere: a verdade mais verdadeira ou a mentira mais cerimoniosa e bela?</p>
<p>O que você prefere: um marido estátua e troféu, que trata você com carinho, respeito e admiração devidos a todo outro ser humano que nos trate bem; ou um homem apaixonado por você, e que casaria com você embaixo da ponte, e alguém com quem você nem sonharia com cerimônias [elas seriam naturais...] tamanha seria a sua vontade de casar com ele sozinha embaixo de uma Jabuticabeira?</p>
<p>Veja bem. Se você o amasse mesmo, você estaria triste, muito triste mesmo, mas amando a honestidade dele para com você, e, mesmo em dor, abençoando-o de coração.</p>
<p>Qualquer coisa diferente disso não é amor!</p>
<p>Assim, unamo-nos em oração de gratidão a Deus por menos um equivoco cometido em nome da Etiqueta, da ética, e da sociedade já informada de que o que não era, iria ser&#8230; — mas apenas para inglês ver.</p>
<p>Você me compreende com o coração?</p>
<p>Se tivesse sido com minha filha eu agradeceria ao rapaz!</p>
<p>Receba meu carinho e a certeza de que tudo isto vai fazer você melhor, mais madura e mais amante da verdade.</p>
<p>Portanto, nem queira saber por que ele decidiu não casar. O silencio dele é a resposta. Contente-se em Deus; e coma no “pratinho” da vontade Dele.</p>
<p>E mais: enxugue as lagrimas e olhe para frente. Você ainda não viu nada&#8230;</p>
<p>Nele, que nos salva de muitos dos nossos sonhos,</p>
<p>Caio</p>
<p><strong>Versão do Noivo</strong></p>
<p>Eu sou o rapaz que cancelou a cerimônia. Minha noiva foi simplista ao dizer o que ocorreu. Na verdade, ela não tem culpa nenhuma, o louco sou eu.</p>
<p>A culpa é minha, o surto é meu, a insegurança e o medo são única e exclusivamente meus.</p>
<p>Pastor, casei-me a primeira vez nos idos dos anos oitenta, com uma moça da igreja que, naquela época, como você bem sabe, os casais casavam-se muito rapidamente até em virtude da repressão sexual, repressão de toda e qualquer manifestação da insatisfação com aquele sistema religioso. Desta forma casei-me com uma mulher que nem sabia se  gostava ou não.</p>
<p>Todos os meus amigos estavam se casando&#8230;</p>
<p>Desta forma, casei-me na inércia do povo da igreja. Na pressão de um &#8220;pastor&#8221; altamente depressivo e autoritário.</p>
<p>Na primeira semana descobri que tinha cometido um erro enorme. Éramos completamente diferentes. A única coisa que tínhamos em comum era a fé (hoje<br />
questiono se a forma era realmente idêntica). Fiquei 16 anos casado até encontrar a pessoa que amo, a pessoa mais importante da minha vida. Com<br />
minha ex-mulher tive filhos, deixei o &#8220;barco&#8221; correr e parafraseando um pagodeiro.. Deixei a vida me levar.</p>
<p>Quando conheci minha noiva, que agora deixou de ser, fiquei desnorteado porque não sabia o que era o amor de Cantares. Descobri com ela. Quando<br />
percebi que tal sentimento era como um dique de uma represa prestes a explodir pensei: Meu Deus! Vou me apaixonar por uma mulher loucamente e não<br />
sei o que fazer&#8230;</p>
<p>Assim, separei, enfrentamos barras enormes junto à família dela, junta a minha, junto aos meus filhos, aos colegas de trabalho, aos amigos que eram<br />
comuns, etc. e tal. Passamos momentos árduos na esperança de atingirmos e nosso momento supremo, ou seja: o casamento.</p>
<p>Creio que Deus traçou o nosso caminho com pedras pontiagudas.</p>
<p>Aí Pastor, depois de tudo acertado, a família dela me acolhendo, os amigos torcendo&#8230;</p>
<p>Há mais ou menos uns quatro meses angustiei-me. Uma tristeza daquelas que o coração chega quase a parar. Eu não sabia o que era e até agora não sei<br />
dizer exatamente o que me ocorreu. Sei que se instaurou um medo, um pânico, uma vontade de morrer enorme.</p>
<p>Ela, alegre, altiva, sorridente, feliz, cheia de planos&#8230;</p>
<p>Eu triste, cabisbaixo, desanimado, inseguro, morrendo de medo daquilo que eu mesmo não sei o que é.</p>
<p>Desta forma, cancelei a cerimônia. Eu mesmo. Mesmo tendo-a ferido de morte.</p>
<p>Você nem imagina o que ela está passando, nem de longe. Posso comparar uma espécie de morte em vida. Você, também, nem imagina o que eu estou passando, pois depois de ter tudo o que eu queria, troquei os pés pelas mãos e caí no mais profundo vale da solidão. Isto mesmo. Agora sei o que significa o &#8220;vale da sombra da morte&#8221;.</p>
<p>Pastor, sou um homem sozinho. Já não tenho minha mãe, mulher forte, mulher de pulso que, se estivesse viva, nada disto teria ocorrido, pois ela iria<br />
estar comigo até no altar. Não tenho mais meu pai, meus irmãos pouco falam comigo, meus filhos (mesmo que não gostassem da minha noiva) tomaram a dor dela com similaridade da dor da mãe e me chamam de louco, no trabalho, por todos os amigos a conhecerem (ela encanta a todos) não querem nem mais encontrar comigo.</p>
<p>Assim, estou como Davi no seu pior momento.</p>
<p>Nestes momentos o vencido se faz muito presente. Apareceram conjecturas que não são verdades, que não são as minhas verdades, que não aconteceu da forma com que todos estão comentando.</p>
<p>Aí minha loucura aumenta, aumenta muito. Eu mesmo fico me questionando&#8230; Aconteceu isto mesmo?</p>
<p>Só mais dois detalhes. Há anos atrás recebemos de uma profetiza profecias:</p>
<p>1)     Que eu passaria o meu pior momento com ela (aconteceu em 2004);</p>
<p>2)     &#8230;(também aconteceu em 2005);</p>
<p>3)     Que ela ficaria magra, pesando perto dos sessenta e poucos quilos e que eu a carregaria no colo (aconteceu em 2006 e nunca imaginaríamos que poderia acontecer);</p>
<p>4) Que ela passaria o pior momento da sua vida comigo (esta acontecendo agora);</p>
<p>5) Que, após esta turbulência seriamos felizes, muito felizes e que teríamos filhos;</p>
<p>6) Que meus últimos momentos seria junto dela.</p>
<p>Pastor, como vê, as profecias estão concretizando quase que na totalidade.</p>
<p>Todas elas porque a pessoa que nos deu era, verdadeiramente, uma serva do Deus vivo.</p>
<p>Finalizando, ela não quer terminar, quer continuar, mesmo enfrentando o Tsunami que se abateu sobre as nossas vidas. Ela diz que me ama e que está comigo para o que der e vier.</p>
<p>Estou sem forças, medicado por um psiquiatra competente, tomando remédios mil. Perdi a vontade de viver, perdi o significado de tudo o que eu mais quis.</p>
<p>Perdi tudo.</p>
<p>Aí está Pastor a real versão, a meu lado &#8220;sujo&#8221; da página, da incompetência, da fraqueza.</p>
<p>Ore por mim.</p>
<p><strong>Resposta:</strong></p>
<p>Meu amado mano: Graça e Paz!</p>
<p>Primeiramente gostaria mesmo de poder concordar com você quanto ao fato de que eu não tenho idéia do que você e ou ela estão passando. Quem me dera meu pior dia tivesse sido ainda assim como esse&#8230;</p>
<p>Não! Eu sei&#8230;! E sei o que você graças a Deus não sabe e não saberá acerca da perversidade que acomete milhões em horas assim!</p>
<p>Sobre o que o ocorrido, eis o que penso com simplicidade e objetividade:</p>
<p>Na dúvida nunca se deve fazer nada, mesmo que a dúvida seja fruto de um trauma, de uma fobia, de pânico sem chão e sem causa no real-hoje.</p>
<p>Lendo o seu lado da história, continuo a dizer a ela o que disse; pois, se houve hiper-simplificação da parte dela, tal coisa revela a simplificação do significado profundo da conjugalidade para ela também.</p>
<p>Ou vocês nunca pensaram que um casamento que se tenta erguer sobre um outro que acabou em razão dele &#8211; já nasce sob grande stress e profundas chances de dar errado?</p>
<p>Ora, se de um lado você está traumatizado e com Síndrome do Pânico de Casamento; de outro lado, ela está vivendo a Síndrome de Cinderela, crente que as coisas da conjugalidade são resolvidas com a cerimônia de casamento — óbvio que esta minha afirmação é uma “simplificação”; mas na carta que a ela escrevi deixei claro o que penso que nela deve amadurecer acerca disso.</p>
<p>Assim, temos de um lado uma noiva neurótica e, de outro lado, um noivo paranóico.</p>
<p>A neurose da noiva é o casamento. A paranóia do noivo é casar-se. A neurose cria a obrigação do fazer. A paranóia gera o pavor de fazer errado e, por isso, a pessoa vê tudo conspirar contra as chances de dar certo.</p>
<p>Entretanto, isto ainda é uma hiper-simplificação!</p>
<p>De fato, há bem mais coisas pertencendo ao que aconteceu:</p>
<p>1.        Você ficou traumatizado com a idéia de casamento. Talvez, olhando para trás, você mesmo identifique na base das crises que vocês já tiveram antes, essa insegurança presente em tudo; e, por vezes, talvez você mesmo tenha usado outros temas como álibis para criar as situações que inviabilizassem o casamento ainda que isso lhe fosse inconsciente.</p>
<p>2.        Veja também que tanto o seu 1º casamento como este, foram ambos objeto de intensa participação “familiar e comunitária”. Ou seja: é gente demais no casamento de vocês.</p>
<p>3.        Ora, casamentos assim, comunitários, são umas desgraças. Casamento já difícil sendo apenas feito de dois — imagine com essa “nuvem de testemunhas”?</p>
<p>4.        Suspeito que seu pânico também tenha vários desdobramentos:</p>
<p>4.1.            O casamento anterior e o trauma que deixou;</p>
<p>4.2.            A culpa do casamento anterior; pois, segundo entendi você terminou o 1º casamento, deixando os filhos, para ficar com ela;</p>
<p>4.3.            Assim, o “pão de Gideão” voltou sobre você como pânico e medo. Porém, ele decorre muito dos aspectos acima mencionados;</p>
<p>4.4.            A leveza dela em relação a casar, em contraposição à sua angustia e paranóia acerca “do manter o casamento”, aflito pela possibilidade de ter que passar por tudo outra vez caso não desse certo — pode ter feito você pensar e sentir que esse casamento só estava sendo percebido nas implicações de gravidade do ato por você; e, assim, você pode ter tido a crise de pânico;</p>
<p>A tal da profecia [me perdoe dizer “a tal da profecia”] é perigosíssima numa hora como essa.</p>
<p>Explico:</p>
<p>1) Induz os acontecimentos; conforme você mesmo declarou: “Pastor, como vê, as profecias estão concretizando quase que na totalidade. Todas elas porque a pessoa que nos deu era, verdadeiramente, uma serva do Deus vivo”. Não ande sobre o chão das profecias. A seguir a lógica profética, volte para ela e consume o desejo da profetiza; pois, falta pouco&#8230;</p>
<p>2) Tira o discernimento do coração, pois, na mesma hora, faz a pessoa transferir o ocorrido para a conta de Deus [“Creio que Deus traçou o nosso caminho com pedras pontiagudas.”]; ao invés de fazer a pessoa olhar para dentro de si mesma e perguntar: “Existe em mim uma profecia de amor e de coragem em relação a esta mulher? Eu a amo mesmo? Ou mais uma vez estou sendo levado e conduzido?” Aliás, você disse outra coisa que muito me preocupou: “Já não tenho minha mãe, mulher forte, mulher de pulso que, se estivesse viva, nada disto teria ocorrido, pois ela iria estar comigo até no altar.” Ou seja: você até admite que o que lhe faltou foi alguém para dizer: “Você já chegou até aqui, então, meu filho, você irá até o fim”. Veja como o coração fica sem discernimento próprio e prefere se entregar aos cuidados e determinações de alguém — fosse sua mãe ou uma profecia.</p>
<p>Agora&#8230;</p>
<p>A referencia que você fez a ter conhecido com ela o amor de Catares; ou seja: feito de sentimentos belos e poéticos e de desejo ardente — também me deixou preocupado, não com o fato, mas com o que ele possa significar para você.</p>
<p>Sim! Porque caso você tenha tido nela a projeção de seus sonhos de homem em relação a ter uma mulher em plenitude [o que você ainda casado provou nela e com ela], a situação fica ainda mais complicada interiormente.</p>
<p>Veja:</p>
<p>Você casou a 1ª vez para poder transar e para poder ser normal conforme os “amigos, a mãe, a igreja, e todo o mundo”. Mas não havia amor, e, portanto, você se irrealizou em tudo. Então, casado, você encontra com ela e se apaixona; e põe fim ao casamento por causa dela; e carrega um ônus imenso perante os seus, e os dela também; pois, entre os seus, você era o canalha adúltero e apaixonado; e, diante dos dela você era um canalha saindo de uma e entrando em outra&#8230; — só que com a filha deles.</p>
<p>Brigas, desencontros, medos, culpas, auto-boicote, vicio em dor, medo de felicidade, etc. — passaram a habitar você.</p>
<p>Entretanto, pelo tempo, as coisas se acalmaram junto aos dela, e, assim, surgiu a chance do ilícito se tornar licito perante eles: o casamento.</p>
<p>A questão é que sua alma sempre duvidava se o que tinha unido vocês era o amor entre vocês ou a sua frustração como homem casado e sem amor no casamento anterior.</p>
<p>Ora, toda hora isto acontece; especialmente quando alguém termina um casamento, com filhos, e o faz pela paixão projetada sobre outra pessoa.</p>
<p>Desse modo, pelas circunstancias, a alma realmente não sabe se ama ou se amou para ficar livre do desamor no qual vivia. Em tais circunstancias a alma teme estar abraçando uma projeção, ainda que o dono dela, da alma, diga: “Até agora eu não sei o que é&#8230;”</p>
<p>Ora, por tudo isso, e mais um pouco, é que acho o seguinte:</p>
<p>1.        Você não deve tomar nenhuma decisão unilateral; tipo: “Ela me quer, eu vou&#8230;” Não! Lembra da mamãe? “Se estivesse aqui me levaria até ao altar?” Pelo amor de Deus! Não se trate mais assim. Se você for, que seja porque você quer, e não porque ela topa apesar do Tsunami.</p>
<p>2.        Você deve dar um tempo; se tratar; procurar um bom terapeuta; não ficar ouvindo os “amigos”, mas a sua alma, em verdade; e deixar que seu coração silencie. Pra quê pressa? Você está decidindo algo supostamente para a vida inteira. Então, calma!</p>
<p>3.         Se você concluir que a ama [mesmo], case seja feliz [sem nunca esquecer seus filhos; pois, não há benção de Deus para pais desnaturados]. Mas se concluir que ela foi a “projeção” que resultou de sua infelicidade no 1º casamento, por mais que você goste dela, a ame de certo modo especial, sinta atração por ela, ou qualquer outra coisa, saiba: não é ainda suficiente para bancar uma relação sadia e durável.</p>
<p>4.        Mas não tema chamar pelo nome os seus sentimentos e não tema viver com coragem baseado na verdade deles; pois, a vida é sua; e nenhum de seus amigos irá vivê-la por você.</p>
<p>Quanto aos “seus amigos”, fique por hora longe de todo mundo que deu mais valor à cerimônia não ocorrida do que aos sentimentos que levaram você a tal angustiada decisão.</p>
<p>“Amigos” assim são piores que a maldade numa hora dessas!</p>
<p>Por último, seja qual for o resultado, não participe nunca mais de nenhum casamento comunitário. Se você seguir com ela ou com quem quer que seja no futuro, que seja só você e “ela”; sem as ingerências desse bando de descomprometidos com a verdade, mas apenas com significados sociais.</p>
<p>Ninguém é obrigado a amar ninguém conjugalmente caso não ame!</p>
<p>Por outro lado, ninguém se torna virtuoso apenas por nos amar. Aliás, tem muita gente que casa apenas porque a grande virtude do outro é amar a gente de qualquer modo ou forma; o que faz de tal amor um amor a ser amado&#8230;; mas isso ainda é amor pelo amor recebido; é divida de gratidão que assola os fracos; é missão fraterna; é a paga do endividado!</p>
<p>Pense no que lhe falei e ore. Busque a verdade em você. E não se balize pela opinião de ninguém. Aliás, a minha opinião é apenas esta: você tem que saber o que é por você mesmo; e tomar as suas próprias decisões longe da saia da mamãe.</p>
<p>Você disse: “Ela quer de qualquer modo!”</p>
<p>Pergunto: “Você quer de qualquer modo?”</p>
<p>Pense e responda em paz!</p>
<p>Para mim você continua a ser um rapaz bom procurando a verdade e desejoso de não errar. Ao mesmo tempo em que vejo que hoje [pelo menos hoje], você não está e não se sente apto a casar. Portanto, não se force; pois, não estamos falando em dar uma mão a uma tia querida que deseje botar um piano de cauda no 10º andar e precisa de uma força&#8230;</p>
<p>Entendeu?</p>
<p>Se entendeu&#8230; — então fique calmo!</p>
<p>Nele, que prefere qualquer verdade mais feia a qualquer coisa bela, porém feita em desfaçatez e engano,</p>
<p>Caio<br />
Fonte : <a href="http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/">caiofabio.com</a></p>
</div>


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		<title>A Regra do Amor</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 16:41:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A regra para todos nós é perfeitamente simples. Não fique aí perdendo o seu tempo para pensar se &#8220;ama&#8221; ou não o seu próximo; aja como se você já o amasse. Pois, assim que fazemos isso, acabamos descobrindo um dos maiores segredos da vida. Quando você age como se amasse alguém, acaba por amá-lo de [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://sotao.files.wordpress.com/2007/09/mesu.jpg" alt="" /></p>
<div align='justify'>A regra para todos nós é perfeitamente simples. <strong>Não fique aí perdendo o seu tempo para pensar se &#8220;ama&#8221; ou não o seu próximo; aja como se você já o amasse. Pois, assim que fazemos isso, acabamos descobrindo um dos maiores segredos da vida. Quando você age como se amasse alguém, acaba por amá-lo de verdade</strong>. Se você ofende alguém de quem não gosta, acaba gostando dele muito menos ainda. Se você lhe der uma boa resposta, vai desgostar menos dele. É claro que existe uma exceção a essa regra. Se você lhe der uma resposta gentil, não para agradar a Deus e obedecer à regra da caridade, mas para lhe provar que é um cara legal e capaz de perdoar, colocando-o em dívida com você, e depois sentar-se e esperar que ele demonstre sua &#8220;gratidão&#8221;, provavelmente acabará ficando desapontado. (As pessoas não sob bobas; elas detestam qualquer tipo de exibição ou tentativa de autopromoção.) Mas sempre que fazemos o bem a outro ser humano só porque se trata de outro ser humano criado por Deus (como nós mesmos), desejando a felicidade dele da mesma forma que desejamos a nossa, é provável que tenhamos aprendido a amá-lo um pouco mais ou, pelo menos, a desgostar dele um pouco menos.<br />
.<br />
<strong>C.S. LEWIS</strong> no livro <strong>&#8220;Cristianismo Puro e Simples&#8221;</strong> o mesmo autor do livro transformado em filme <strong>&#8220;As Crónicas de Narnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa&#8221;</strong> </div>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O Milagre de cada bom encontro</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 16:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>outravia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensar Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontros são milagres ou são macumbas — milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus. Quase ninguém pensa no milagre do encontro. Entretanto, num mundo imenso para nós, cada vez maior nas quantidades, cada vez menor nos espaços, em meio a tantos bilhões de variáveis, nas quais átimos de volição ou impulso [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://sotao.files.wordpress.com/2007/08/namo.jpg" alt="" /></p>
<div align='justify'>
<p><strong>Encontros são milagres ou são macumbas — milagres quando os sentimos bons, e macumbas quando os sentimos maus.</strong></p>
<p>Quase ninguém pensa no milagre do encontro. Entretanto, num mundo imenso para nós, cada vez maior nas quantidades, cada vez menor nos espaços, em meio a tantos bilhões de variáveis, nas quais átimos de volição ou impulso podem mudar montanhas ou fazê-las sumirem na cratera do esquecimento ou da não-percepção.</p>
<p>Um encontro errado, uma pessoa errada, uma iniciação errada, um amigo errado, um dia mal, uma decisão equivocada, uma conseqüência inapelável, uma existência convertida em outra, um outro sentir, um outro ver-se a si mesmo, um outro ver-se no olhar dos outros, uma outra definição de si mesmo perante o mundo, uma outra postura, talvez agressiva, talvez passiva; enfim&#8230; — um outro produto humano como variável de uma matriz original de infindas alternativas.</p>
<p>A liberdade do homem reside na sua ignorância das infindas alternativas.</p>
<p>O homem é livre de saber, pois, saber lhe seria a angustia insuportável tomando-o por todos os lados.</p>
<p>Quando eu era menino deseja conhecer um ladrão. Aí pelos meus sete anos apareceu um ladrão roubando no escritório de meu pai; à época advogado.</p>
<p>Papai havia me dito que se pegassem o larapio eu iria conhecer um ladrão.</p>
<p>Pegaram-no. Nós fomos. Era um domingo à tarde. À porta do escritório meu pai pediu que eu esperasse no carro. Ele queria sondar o terreno. Minutos depois voltou lívido. Disse-me que o ladrão ficaria para outro dia&#8230;</p>
<p>Não aceitei. Ele sempre mantinha a palavra.</p>
<p>Então ele me disse que não me levaria até lá, mas que me diria quem era; tão somente eu guardasse segredo para sempre. Prometi. Ele sabia que eu guardava. Ele me treinara e educara para isso também.</p>
<p>— Meu filho, o ladrão é nosso amigo. É filho de minha comadre. É seu amigo de bola e de estádio aos domingos. É o fulano&#8230; Mas para que ele não fique envergonhado de saber que você sabe, não iremos lá; e você nunca o deixará saber que sabe; e vai tratá-lo como se não soubesse. Não é ladrão; apenas roubou.</p>
<p>Mas e se a atitude de papai fosse outra; e se divulgasse; e se chamasse a polícia; e se me deixasse ver; e se&#8230; — o que teria sido do moço; ou de mim; ou de todos nós? Uma resvalada; e tudo muda para sempre.</p>
<p><strong>Uma pessoa toma uma decisão de visitar amigos, gosta do lugar, muda para lá, e encontra alguém que muda a sua vida. Mas o que a tirou de casa foi uma delicadeza para com um amigo que insistia e pedia uma visita.</strong></p>
<p>Uma disputa entre amigos em razão de uma banalidade faz um rapaz e uma moça se encontrarem, e, mesmo sem amor para tal, casarem-se. E suas vidas nunca mais poderem ser outra coisa.</p>
<p>Um encontro. Um ato impensado. Um filho. E um destino radicalmente alterado.</p>
<p>Uma decisão: “Desço ou não do ônibus aqui nesta parada?” — e a vida da pessoa pode mudar para sempre; pois, nesta hipótese, a mulher que desce do ônibus tropeça na descida, e cai nos braços de um homem que a ampara daí pra sempre.</p>
<p>Assim, um dia, saberemos por quantos atos milagrosos fomos feitos e fomos salvos.</p>
<p>Entretanto, é bom se veja e que se busque entender cada instante-milagre que nos acomete.</p>
<p>Um segundo a mais&#8230; — e ele, ela, teriam virado a esquina para além do alcance de nosso olhar&#8230;</p>
<p>Tudo é co-incidência: incide junto.</p>
<p><strong><br />
Quase tudo em nossa vida é feito de “acasos” carregados de “desígnios”; e se desígnios não tivessem, mistério, todavia, não lhes faltaria; pois é como é possível que um segundo antes ou depois nos roubassem a oportunidade daquilo que passou a ser o resto-todo de nossas existências?</strong></p>
<p>Assim, encontro é milagre, até quando é um mijagre.</p>
<p>Pense nisso!<br />
<strong>Caio</strong><br />
Fonte <a href="http://www.caiofabio.com">Caiofabio.com</a><br />
.<br />
Uma filme que tenha tudo haver com este texto? Veja <a href="http://cinemateia.wordpress.com/2007/08/11/nao-por-acaso/">&#8220;Não por Acaso&#8221;</a> Imperdível!!!
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