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Tigre, tigre que flamejas Em que longínquo abismo, em que remotos céus E quando teu coração começou a bater, Quando os astros lançaram os seus dardos, Tigre, tigre, que flamejas Tradução de Ângelo Monteiro Quer saber mais ?
Viviane Mosé
Veja um video-poema… de parte deste poema quem tem olhos pra ver o tempo soprando sulcos na pele soprando sulcos na pele soprando sulcos? o tempo andou riscando meu rosto com uma navalha fina sem raiva nem rancor o tempo riscou meu rosto com calma (eu parei de lutar contra o tempo ando exercendo instantes acho que ganhei presença) acho que a vida anda passando a mão em mim. a vida anda passando a mão em mim. acho que a vida anda passando. a vida anda passando. acho que a vida anda. a vida anda em mim. acho que há vida em mim. a vida em mim anda passando. acho que a vida anda passando a mão em mim e por falar em sexo quem anda me comendo é o tempo na verdade faz tempo mas eu escondia porque ele me pegava à força e por trás um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo se você tem que me comer que seja com o meu consentimento e me olhando nos olhos acho que ganhei o tempo de lá pra cá ele tem sido bom comigo dizem que ando até remoçando Poemas do livro Pensamento do Chão, poemas em prosa e verso. Arnaldo Antunes -- O mosquito O mosquito me beijou o mosquito me beijou o mosquito me beijou o mosquito me beijou (Arnaldo Antunes/Edgard Sandurra)
Quem é o homem que eu estou vendo ? Bola de cristal salve todos nós! Estou me esvaindo Keane -- Crystall Ball
A Sinfonia do Perdão
Jorge Camargo Visite O Blog “Na última terça-feira (21/11), minha mãe Vanira, levantou mais cedo que de costume. Sentou na cadeira da sala de jantar e puxou uma conversa leve e descompromissada com meu pai. Surpreso com sua presença inesperada, seu Jorge, o “preto” como era carinhosamente chamado por ela, esticou o bate-papo. Minutos depois, ela reclamou de uma dor no peito e foi se deitar. Ele a acompanhou. Ao lado da cama, a frase inesperada: “Preto, me perdoe. Me perdoe pelas palavras ásperas e pelas dores que lhe causei nesses anos juntos (quarenta e seis, pra ser mais exato). “Eu é que te peço perdão!”, ele respondeu. Foram as últimas palavras de minha mãe. Naquele quarto apertado de uma casa pequena e simples perdida na periferia da grande cidade uma obra de rara beleza foi executada. O tema? A Sinfonia do Perdão. Aqui nesse mundinho fétido, apenas dois seres que se amaram e que foram cúmplices e parceiros de vida ouviram-na em toda a sua exuberância. No céu, míriades de anjos e Seu Grande Compositor testemunharam-na. Minhas lágrimas apenas captaram o eco de seus últimos acordes e registraram-na em minha alma como a mais linda obra musical que eu ouvi em toda a minha vida.”
Para você ganhar belíssimo Para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, Você não precisa beber champanha Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, É dentro de você que o Ano Novo cochila e Carlos Drummond de Andrade
Distraída, tomei o trem errado. As pernas, contudo, me fizeram, Katsuko Shishido |
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