Nuestra primera intención,
Era hacerlo en colores:
Una acuarela que hablara
De nuestros amores.
Un colibri polícromo
Parado en el viento,
Una canción arcoiris
Durando en el tiempo.
El director de la banda
Silbando bajito
Pensaba azules y rojos
Para el valsecito.
Pero ustedes saben, señores,
Muy bien cómo es esto;
No nos falló la intención,
Pero sí el presupuesto…
En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro…
Fuimos quitando primero
De nuestra paleta
Una mirada turquesa
De marco violeta.
Luego el carmín de las flores
Encima del piano,
Una caída de sol
Cuando empieza el verano.
Todos los tipos de verde
De una enredadera…
Ya ni quedaban coloresa
Para las banderas.
Nuestrar intención ya no fué
Más que un viejo recuerdo
Y esta canción al final
Se quedó en blanco y negro.
En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro…
Tava com um cara que carimba postais
Que por descuido abriu uma carta que voltou
Levou um susto que lhe abriu a boca
Esse recado veio pra mim, não pro senhor.
Recebo crack, colante, dinheiro parco embrulhado
Em papel carbono e barbante, até cabelo cortado
Retrato de 3 x 4 pra batizado distante
Mas isso aqui meu senhor, é uma carta de amor
4x
Levo o mundo e não vou lá
Mas esse cara tem a língua solta
A minha carta ele musicou
Tava em casa, a vitamina pronta
Ouvi no rádio a minha carta de amor
Dizendo “eu caso contente, papel passado, presente
Desembrulhado, vestido, eu volto logo me espera
Não brigue nunca comigo, eu quero ver nossos filhos
O professor me ensinou, fazer uma carta de amor”
Las lágrimas van al cielo
Y vuelven a tus ojos desde el mar
El tiempo se va, se va y no vuelve
Y tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
La tierra parece estar quieta
Y el sol parece girar,
Y aunque parezca mentira
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar
Y nadie sabe por qué un día el amor nace
Ni sabe nadie por qué muere el amor un día
Es que nadie nace sabiendo, nace sabiendo
Que morir, también es ley de vida.
Así como cuando enfríe
Van a volver a pasar
Los pájaros, en bandadas,
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
Y volverás a esperanzarte
Y luego a desesperar
Y cuando menos lo esperes
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar
Já ouviu falar em eletrotango? Provavelmente sim. Esse ritmo já estourou, primeiro com o Gotan Project com o CD “La Revancha del Tango”, que lançaram seu primeiro álbum em 2001, e ai tudo desandou, passou então a existir um novo estilo de música, o “eletrotango”.
Junto com o Gotan Project surgiu um projeto conhecido como Bajofondo Tango Club, que músicos, da Argentina, Uruguai, França e Estados Unidos produziram uma série de músicas e releituras de tangos e milongas clássicas de Carlos Gardel, Astor Piazzolla, Anibal Troilo e muitos outros. O resultado um som único e maravilhoso. Esse projeto deu tão certo que rendeu um Grammy Latino.
O disco leva esse nome graças a Luciano Supervielle, que criou quase todos os novos arranjos dessa nova reunião do grupo. A fórmula é praticamente a mesma, tornar tangos em tangos eletrônicos, mas com muitas batidas discretas violinos, acordeons, e vozes dos pais do tango.
Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu
Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu
Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu
Eu poderia ter sido um marinheiro, poderia ter sido um
cozinheiro
Um amante realmente vivo, poderia ter sido um livro
Eu poderia ter sido um semáforo, poderia ter sido um
relógio
Simples como o gado, firme com a rocha
Eu poderia
Aqui e agora
Eu seria, eu deveria ser
Mas como?
Eu poderia ter sido
Uma dessas coisas primeiro
Eu poderia ter sido seu pilar, poderia ter sido sua
porta
Eu poderia ter ficado ao seu lado, poderia ter ficado
mais
Eu poderia ter sido sua estátua
Poderia ter sido seu amigo
Uma vida longa e completa, poderia ter sido o fim
Eu poderia ter sido só seu
Eu seria, eu deveria ser
Eu poderia ter sido
Uma dessas coisas primeiro
Eu poderia ter sido um apito, poderia ter sido uma
flauta
Alguém realmente generoso, poderia ter sido uma bota
Eu poderia ter sido um semáforo, poderia ter sido um
relógio
Simples como o gado, firme com a rocha
Eu poderia ser aqui mesmo
Eu seria, eu deveria ser
Mas como?
Eu poderia ter sido
Uma dessas coisas primeiro
Dizem que a inspiração desta música nasceu quando Janis foi comprar seu carro, numa agência da Mercedz e ela foi discriminada pelo comprador, pelo seu modo de vestir.
Abaixo uma versão no mínimo engraçada, por Mouss e Hakim, seja lá quem for estes caras
Senhor, por que você não
Me compra uma Mercedes Benz?
Meus amigos todos dirigem porsches
Eu preciso compensar
Trabalhei duro a vida toda
Sem ajuda dos meus amigos
Então Senhor, por que você não
Me compra uma Mercedes Benz?
Senhor, por que você não
Me compra uma TV a cores?
Pedindo dinheiro
Está tentando me encontrar
Eu espero pela entrega
Cada dia até as tres
Então Senhor, por que você não
Me compra uma TV a cores?
Senhor, por que você não me compra
Uma noite na cidade?
Eu estou contando com você Senhor
Por favor não me deixe na mão
Prove que você me ama
E pague a próxima rodada
Então Senhor,
Por que você não me compra
Uma noite na cidade?
Diários de Motocicleta, não apenas abriu os olhos de nós brasileiros para
nossos vizinhos hispanos, como também abriu nossos ouvidos. Num dia, ele mostrava suas canções para uma platéia de cem amigos num teatrinho carioca. No outro, recebia um Oscar fazendo protesto doce — mas bem político — via satélite. Pop ele sabe ser, como atesta El Otro Engranaje. Criar atmosferas, também é com o uruguaio. O que já se disse:
“Resistindo à correria de nosso tempo, Drexler valoriza o silêncio nas canções.” (Luciano Marsiglia na revista Bizz, novembro/06)
Confira 3 músicas lindas e uma entrevista logo abaixo
Al otro Lado del Rio (uma versão remix, trilha sonora do “Diários de Motocicleta”)
Milonga del moro judío (Não dei permissão para matar em meu nome)
Mi guitarra y Vos (Que viva a ciência e a poesia!!!)
Jorge Drexler
27.07.2006
Ganhador do Oscar de melhor canção por Al Otro Lado del Río, do filme Diários de Motocicleta, o cantor, compositor e violonista uruguaio exibe as baladas deliciosamente pop do disco Eco, a exemplo de Milonga Del Moro Judío e Deseo. Seu tema mais famoso, claro, não vai ficar de fora
Por Ricardo Moreno
Veja São Paulo — Você formou-se em medicina e chegou a exercer a profissão. Como ocorreu a transição para a música?
Jorge Drexler — Eu costumava tocar em bares e teatros de Montevidéu, no Uruguai. Meus dois primeiros discos, inclusive, foram bancados com o dinheiro que eu ganhava como médico. Certo dia, o cantor espanhol Joaquín Sabina me viu no palco e disse: “você não é médico, você é músico.” E me convidou para excursionar pela Europa. Não parei mais.
Veja São Paulo — Quantas vezes vocês já se apresentou em São Paulo?
Jorge Drexler — Esta é quarta vez. Antes, havia tocado no Sesc Vila Mariana, no aniversário do Washington Olivetto e junto com o Paulinho Moska numa universidade.
Veja São Paulo — Você é muito amigo do Moska. Qual a importância que ele teve na sua carreira?
Jorge Drexler — Foi o Moska quem consolidou a minha relação com o Brasil e com a música brasileira. Anos atrás, recebi um e-mail dele dizendo que tinha ouvido meu disco e queria gravar alguns temas. Me convidou para ir ao Rio de Janeiro. Lá, conheci figuras maravilhosas como Fernanda Abreu, Lenine, Celso Fonseca, Adriana Calcanhotto, Beto Villares e o percussionista Marcos Suzano, que participa do meu último trabalho, Eco.
Veja São Paulo — Apesar de vocês morar na Espanha há dez anos, continua gravando seus discos no Uruguai. Por quê?
Jorge Drexler — Tem muito a ver com o meu crescimento e minha identidade musical, e com a conexão que tenho com Montevidéu, afinal passei grande parte da minha vida lá. Além disso, é muito mais barato (risos).
Veja São Paulo — Sua vida mudou muito depois que ganhou o Oscar?
Jorge Drexler — Mudou, sobretudo no trabalho. Vendo mais discos, faço mais shows (média de quinze por mês) e, consequentemente, o reconhecimento artístico é maior. O lado ruim é que tenho ficado pouco em casa e não encontro mais tempo para escrever novas canções.
Veja São Paulo — No show do Tom Brasil você será acompanhado apenas de um guitarrista e programador. Trata-se de economia ou conceito artístico?
Jorge Drexler — Os dois. Eu poderia ter levado uma banda grande, mas meu projeto atual é centrar os espetáculos apenas na guitarra e na voz. Além disso, gosto de fazer a relação da voz com vós, pronome pessoal muito usado na língua espanhola. Soa algo como “a guitarra e vocês”.
Veja São Paulo — É verdade que na sua juventude você participava de concursos de contos e poesias?
Jorge Drexler — Escrevi um único conto na vida, chamado O Ataque, e venci um concurso cujo jurado era Eduardo Galeano (escritor uruguaio, autor do fundamental estudo As Veias Abertas da América Latina). Tratava-se de uma história com forte influência kafkaniana, na qual o protagonista perdia a influência da gravidade e começa a flutuar.
Eu poderia colocar uma crítica aqui, elogiando o trabalho desta dupla, o colocar muitas informações sobre discografia etc, prefiro apenas colocar o testemunho de uma amiga, que me mandou várias músicas desta dupla…
“já existe em mim
eu estou aqui, num dos muitos dias felizes da minha vida,com os olhos bem úmidos e o corpo num estado de arrepio,
é emoção…
ai…
hoje segurei o meu primeiro cd da Maria João com o Mário Laginha,o Cor, o primeiro que absorvi da internet.Ainda nem tive a curiosidade de por o cd pra tocar, ele já existe em mim, ele toca em mim, ele também é carina. Nossa! que dia feliz! Agradecida à mocinha que trouxe ele de Portugal!”
e parafraseando Carina… Agradecido a mocinha que trouxe eles do Rio de Janeiro…Confira!